sexta-feira, setembro 02, 2022

A aspereza da espera


Esperar não é nada fácil. Não tem nada que se possa fazer para acelerar o tempo. Quem acompanha esse blog sabe que eu briguei muitas vezes com o relógio. Sempre considerei o relógio um objeto extremamente cruel com a gente. Não dava tempo de nada e pronto! Foi-se o dia, a semana, o mês, o ano! Agora continuo a brigar, mas pelo motivo inverso. Agora eu vivo em compasso de espera. De espera pelo meu amor, que vai me lavar para a minha nova vida e eu não vejo a hora de chegar o dia 12 de setembro. Nesse dia nós vamos nos reunir novamente para nunca mais (eu disse nunca mais) nos separarmos. 

Eu, uma pessoa que nunca acreditou no "felizes até a que a morte os separe" estou aqui falando de um amor que vai durar toda a minha vida terrena (e talvez além, quem sabe...) Inclusive digo mais... a impressão que temos é a de que nos conhecemos de vidas passadas, se é que elas existem.. Sentimos uma estranha familiaridade um no outro. Difícil de explicar. 

Mas o tema deste post é a espera. Os ponteiros do relógio que lentamente vão se movimentando a passos lentíssimos até o dia do nosso reencontro. 

Muito já se falou - em verso e prosa - sobre a relatividade do tempo. E agora sinto na carne e na alma esse paradoxo. 

António, meu amor, quero deixar registrado aqui no meu blog esse áspero período de espera. Eu supunha que tivesse sido mais fácil, mas à medida que a data se aproxima, tudo fica mais difícil e complicado do lado de cá do Atlântico. A gente se vê pela fria tela (ecrã) do computador e, ao invés de aliviar a saudade, ela só acirra a vontade que temos que estar lado a lado. O toque da pele com a pela não se mimetiza pela Internet. Pelo menos ainda não... 

António, meu amor, te espero aqui com todo o meu amor embrulhadinho para presente. Tu vais me entender melhor quando estiver frente a frente com esta minha cidade de São Paulo tão contraditória... Apaixonante e amedrontadora. Frenética e poética. Mas não vou ficar aqui a citar adjetivos, sempre insuficientes para definir a "minha" megalópole. "A cidade é uma estranha senhora que hoje sorri e amanhã te devora!" 

António, meu amor, quero fazer as malas e ir com você para Amoreira! O próprio nome da nossa aldeia contém a palavra "amor". Essa mudança representa tudo com que eu sonhei na minha vida inteira, desde criança. Esse resgate do amor e do meu sonho infantil é algo que nunca, nunca, nunca poderei retribuir à altura. 

Só quero dizer de novo e de novo: amo-te, amo-te, amo-te até o infinito e além. Chega logo, meu amor. Anda cá, amore mio. 

terça-feira, agosto 02, 2022

Camadas de felicidade



(Achei essa foto com um bolo bem parecido
aos que a minha querida madrinha Alayde fazia nos aniversários!
Que saudades...)  

Eu ia escrever um texto com esse título aqui no blog, mas no meio do processo, decidi que esse será o título do prefácio do livro Papo de Cozinha Afetiva, o mais novo lançamento da minha editora Reality books. Em breve... nas redes sociais mundiais. 

quinta-feira, junho 30, 2022

Para o António


Ele gosta que eu o trate por "tu" e essa é a coisa mais difícil pra mim, juro que me esforço muito. Meu desejo é agradá-lo, minha felicidade é vê-lo feliz. 

Quem diria que o ocaso da minha vida ainda me reservaria um grande amor a ser vivenciado em toda a sua plenitude? 

Surpresa, feliz, agradecida, comovida... é assim que me sinto. A foto estampa a nossa felicidade. 

Chovia, mas a chuva não tinha a menor importância. As paisagens eram bonitas, na mesma. 

Esta é a nossa primeira foto juntos. Foi feita no dia 22 de abril, o dia em que se comemora o "descobrimento" do Brasil!!!! E eu descobri Portugal ao lado do meu português, minha pessoa favorita no mundo para ser meu parceiro de vida. 

Amo-te, António. Meu amor por ti é público e notório. Quero passar a minha vida ao teu lado. Pra sempre. 

Eu não poderia deixar de fazer este post no meu blog... Pronto! Estamos casados espiritualmente e decretamos a nossa felicidade. Só depende de nós. 

Beijos, com todo o meu amor

sábado, maio 07, 2022

Para a Lelê


Oi, Lelê,

Essa hora você deve estar dormindo, porque a festa ontem só pode ter sido ótima. 

Espero que você veja minha mensagem, mas tenho a sensação que vc não viu as últimas... Mas eu preciso escrever pra você, pelo seu aniversário de 15 anos... Nossa! 15 anos!!! Já??? O tempo voou. Lembro de você bebezinha no meu colo, naquele carnaval, na cadeira de balanço, que delícia ter você nos meus braços... Naquele momento eu sabia que tudo aquilo passaria rápido e foi o que aconteceu. 

Hoje você é minha conselheira amorosa, minha confidente, minha neta querida, de quem eu gostaria de estar mais próxima, mas já aprendi que a Vida é assim mesmo. Ela te rouba de mim e tá tudo bem. 

Você tem seus amigos e amigas que te amam também, e é preciso que viva essa fase da sua vida em toda a intensidade. 

Minha amada neta do meu coração, quero que, acima de tudo, você seja feliz. Faça as escolhas certas, de companhias, amizades e crushes... Que a Vida sempre sorria pra você, te apresentando as oportunidades certas e que você sempre escolha o melhor caminho (nem sempre é o mais fácil, atenção...) 

E quero que você saiba que sempre, sempre, sempre, poderá contar comigo para o que quer que seja... Um mingauzinho, um colinho, uma pergunta, uma confidência, qualquer coisa. 

Eu te amo INFINITOOOOOOOOOOOOOO

E só peço a Deus que você seja cada vez mais FELIZ!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Amo-te!!! Je t'aime!!! (em português de Portugal e em francês e em todas as línguas conhecidas e desconhecidas). 

Sua vovó Silvia 


quarta-feira, março 16, 2022

Sobre ser "velha" (mas sentir-se jovial)


Recebi agora de uma amiga querida o link para uma pesquisa de uma famosa marca de calçados que deseja criar modelos específicos para a chamada "terceira idade". A intenção da moçadinha que fez a pesquisa e "pensou" nos calçados é a melhor possível, tadinhos. 

O "problema" é que nós, os velhos e velhas, não cabemos nas "caixinhas" onde eles querem nos encaixar. 

Os três modelos de sapatos são horrorosos. Eu simplesmente detesto "sapato de velho"! Na descrição dos modelos, eles falavam em joanetes e outros problemas (nem li tudo, pra falar a verdade, tenho mais o que fazer). 

Pode ser que alguns velhos e velhas adorem os sapatos e os "conceitos" por trás de cada modelo. Mas eles nem consideraram que alguma pessoa que fosse responder a pesquisa não quisesse escolher nenhum dos modelos e muito menos pagar qualquer valor por eles. Não colocaram a alternativa "nenhuma das anteriores", não deixaram caixinhas para comentarmos cada conceito... uma lástima.  

Depois de certa idade, a gente sabe muito bem o que quer, a gente já sabe que tipo de sapato funciona (ou não) pra gente, que tipo de roupa, de produto, de marca. Mas eles nem perguntaram isso... Como querem "descobrir" algo sobre a nossa geração, "empurrando" conceitos totalmente falsos pela nossa goela abaixo? 

Meus amados jovens... Talvez vocês não saibam, porque nem tinham nascido, mas a minha geração viveu a juventude nos anos 70 e 80, quebramos um monte de barreiras e compramos várias "brigas" com as gerações anteriores. Querem apenas um exemplo?? Imaginem vocês que meu filho (e a namorada) foi capa de uma revista semanal que tinha como manchete "Sexo na casa dos pais"!  

E vocês vêm me falar de joanete?? Nossa, vocês estão tão errados a respeito da minha geração! Quando alguém me chama de "Dona Silvia" ou de "senhora" aí mesmo é que eu me ofendo. Gosto de ser chamada de você, até mesmo pela garotada de 18 anos ou menos. 

Nunca uso a expressão "no meu tempo..." Sabe por quê? Porque meu tempo é hoje, quero as coisas que são moda hoje, não quero "coisa de velho". Sou louca pra morar em um studio, de 30 metros quadrados no máximo, com vista para o pôr do sol, em um prédio cheio de jovens. Gosto de rock, de jazz, e de usar tênis all star. Meu sonho é fazer intercâmbio na França e na Itália (mas não no grupo de velhos e sim "misturada" com todo mundo). 

Me poupem... me economizem... e não me coloquem na caixinha "velha" porque eu vou espernear muito e sair dali. E passar o ano novo na Ilha do Cardoso dançando forró (como fiz em 2019/2020 com duas amigas). 

Espero ter ajudado vocês a entenderem com quem estão tentando falar. Boa sorte pra vocês. E se tiverem mesmo muita sorte, vão chegar "aqui" na minha idade. rsrsrs 

terça-feira, março 01, 2022

Amor a distância dá certo?



Já estamos em março e onde a autora desse blog estava que não conseguiu escrever um único post neste ano de 2022? 
Ela estava a trabalhar bastante. 
E também a escrever (em cadernos de papel, mesmo). 
A cantar no seu amado Coro de Quinta. 
A pintar telas e agora no papel, como sua professora de artes ensinou, a Vera Palumbo. 
A bordar, camisetas por encomenda. Que foram muito elogiadas nas redes sociais, o que a surpreendeu, pois ela não tinha noção que as camisetas poderiam fazer tanto sucesso e serem tão elogiadas. 

Mas estamos aqui hoje não pra falar de tudo isso e sim do amor a distância. É sem crase mesmo, viu pessoal? 

A distância física atrapalha o amor? O que você acha? 
Me conte a sua história... 
Conhecer uma pessoa em um aplicativo, e depois conhecer pessoalmente, não é a mesma coisa? 
Se a pessoa está em outro país passa a ser um mero detalhe, desde que haja a possibilidade de vocês se encontrarem de verdade um dia. 

A expectativa é um tempo delicioso de se viver e de sonhar. 
O sonho não é exclusividade dos jovens, 
Todos podemos sonhar e desejar e isso só morre quando a gente também morre. 
Vamos alimentar os nossos sonhos e desejos, por favor. 

Eu tenho o meu "pote dos desejos" que revisito de vez em quando para checar as coisas que eu já consegui (nem sempre materiais) e as que eu ainda quero. Ou que não quero mais. 

É muito curioso observar que tem desejos que mudam. Por exemplo: eu escrevi que gostaria de viajar para um lugar determinado com uma pessoa determinada. Depois risquei o nome dessa pessoa e escrevi outro nome no lugar. Depois, risquei o nome dessa segunda pessoa e deixei só viajar para o tal lugar, rsrs 

E assim vai. 

A vida é movimento, nós não somos árvores. 

Vamos então nos movimentar no fluxo da Vida - ela nos concede desejos, e também faz com que nossos desejos mudem de formato e de lugar. 

Viver é ir realizando desejos, vida afora. 

Existem duas categorias de desejos: os que dependem da gente (como, por exemplo, emagrecer ou fazer mais atividade física) e os que não dependem (como ganhar na loteria). 

Vamos ter clareza sobre tudo aquilo que depende de nós e vamos colocar a Vida em ação. 

Quando surgir uma situação como a que dá título a este post, vamos desejar que dê certo, sim. Porque esse é um daqueles desejos que só dependem da gente para dar certo. 

E vamos em frente.... 

quarta-feira, dezembro 22, 2021

Mensagem de Natal para uma amiga


 Querida amiga,

Eu hesitei muito antes de começar a escrever para você.

Mas a intuição que tive foi muito forte para que fosse ignorada, então aqui estou eu, me arriscando a pedindo desculpas, antecipadamente, caso você ache que eu enlouqueci, ou algo do tipo.

É o seguinte: comecei a praticar yoga diariamente desde o dia 1/12, dentro de um programa gratuito, online, dica da minha professora de yoga da Idade Dourada. E hoje, durante a minha prática, eu tive uma “epifania” e você estava nela. Eu vi você chamando o menininho que mora em cima de você para conhecer os seus gatos e ele se encantou com eles e se acalmou. A gente sabe que crianças e animais têm uma relação inexplicável e eu subitamente entendi porque Deus te colocou no caminho dessa mãe em desespero.

Querida amiga, você precisa entender que essa mãe está em desespero e que ela é o seu “próximo” – o próximo de quem Jesus sempre falava... aquele próximo a quem devemos estender a mão e ajudar. O barulho todo que ela faz não é intencional. Ela não pensa assim: “ahhh agora eu vou fazer barulho só para incomodar a vizinha de baixo!”... Não... ela está em desespero, sozinha, com esse filho difícil de cuidar. Entende? E ela mora onde? Em cima de você!! Para mim, Deus não poderia estar falando mais alto, dando a você a incrível oportunidade de ajudar, de estender a sua mão, de mudar tudo isso com um simples gesto de afeto, de solidariedade, de empatia, de caridade.

Amiga, pensa bem... estamos em plena época natalina. Lembra da história de Jesus? Maria precisando de um lugar para que o Menino Jesus nascesse e eles não encontraram nenhum abrigo a não ser em uma estrebaria... E aquele inocente bebê se transformou em um homem de quem a gente fala até hoje.. Um homem que nos deixou o exemplo do amor ao próximo, da caridade. Não estou falando de religião e dessas orações decoradas e nem mesmo de um Deus barbudo sentado em um trono lá no Céu.

Estou falando de uma mãe desamparada, solitária e desesperada. Ela precisa trabalhar, não tem como cuidar do filho, ela tenta fazer o melhor que ela pode... Ela não deve ficar nem um pouco feliz em saber que o seu filho está incomodando os vizinhos... Sabe, Amiga, às vezes é importante a gente tentar se colocar no lugar do nosso próximo e procurar perceber que nós somos aqueles que têm o Poder de fazer a diferença na vida dos outros.

Eu sei que você jamais pensaria nisso e por isso hesitei em te mandar esse meu texto. Mas enquanto escrevo, lágrimas correm dos meus olhos e então eu sei que estou apenas sendo usada como um instrumento de Deus para te mandar essa mensagem.

Eu não conheço essa mãe nem esse menino, mas apesar de ser solidária a você e ao seu sofrimento, eu enxergo também o sofrimento dela e desse menino. E tenho certeza absoluta de que você pode ajudar. Por isso foi colocada aí.

Por favor, amiga. Não me responda nada. Eu não espero nenhuma resposta sua. Eu só quero que você reflita sobre o que eu escrevi e veja se não pode fazer um esforço de tornar a minha “visão” em realidade. Tem muito amor envolvido nessa cena que eu vi. Um amor diferente. Um amor que você pode doar e também receber de volta.

Feliz Natal, minha querida amiga, e que Deus te abençoe.

Silvia

sexta-feira, outubro 29, 2021

Feliz aniversário, Consulta Sentimental!


Gente, este meu lindo blog completa hoje 18 anos!!! Será que existe outro blog tão velhinho quanto este? Estou muito feliz... e lembrei que coincidentemente, hoje é também o Dia Nacional do Livro. 

Ou seja... o dia de das minhas maiores paixões (depois dos filhos e das netas) - escrever e ler. 

Celebrei dando uma entrevista ao Jurandir, para o blog da Maturi, que participou comigo do meus mais recente projeto, O Livro da Inspiração

Nesta minha festinha particular, quero compartilhar com vocês alguns dos depoimentos que as minhas autoras (e autores) deram no nosso grupo de WhatsApp: 

MALU FEITOSA - Silvia, eu sinto que esses quase 2 anos anormais fizeram a gente ter uma visão mais refinada... E a ideia deste livro (...) foi o que o fez ser tão especial para todos nós, e olhe que só conhecemos a nossa inspiração, imagine quando lermos as demais. Creio que jamais seremos esquecidos. Um lindo vínculo se formou por intermédio deste livro, espero que possamos estar sempre em contato, mesmo após a entrega dele. É muito, muita gratificante. 💐😍💞💐😍💞 

Estou tão feliz por sentir que através deste amado livrinho, estaremos p sempre juntos.. que privilégio sinto de estar com vocês "nele".. Gratidão a Deus por iluminar a mente da Silvia por esse insight tão especial que proporcionou uma grande felicidade a todos nós.

REGINA PAGANINI - Ficou lindo! Obrigada, Silvia e Regina por me proporcionarem essa experiência maravilhosa!  Agradeço, também, a todos os outros autores por dividirem comigo esse momento. 😀😘🌷

AMELIA LOPES - Apaixonada por cada pedacinho do nosso livro. A diagramação ficou lindaaaaaas. Silvia, com certeza somos nós, os trinta autores que te agradecemos pela linda oportunidade. 

FRANCIS JESUS - Só gratidão é o que sinto nesse momento. Quantas borboletas saem do meu estômago. Acreditava que, não conseguiria expressar em palavras as inspirações que permeiam a minha vida. Aprendiz de ser humano que já leu o meu texto entenderá. quem não leu vai um spoiler. Abraço carinhoso em todos em especial para você, Silvia, que com suas boas energias e fala mansa me proporcionou essa oportunidade ímpar. Feliz vida!!!!

SILVANA FERNANDINO - 2:27h, 24-10-21 horário desta foto. Este lindo me foi entregue na caixa às 2:00 horas na hora que retornamos de um sarau. Minha primeira saída a lazer depois do isolamento social. Não estou conseguindo dormir, Silvia. Coração disparado

Queridas e queridos, nosso livro virou uma joia para muitos de nós. (...) A relação de @Silvia Regina Angerami conosco e entre nós no grupo, nas reuniões gerou frutos afetivos. O Livro da Inspiração é o laço que nos une a escrita. 🎀

Sílvia, como vou participar do próximo, senti que os temas que você/sua empresa propõe são buscas interiores, formas de autoconhecimento. E ao lermos/vermos o que cada um coloca/escreve é um novo mundo que se abre.

SIMON WIDMAN - Chegou minha vez. Muito feliz com esta realização coletiva. Obrigado, Silvia e Regina. 😘😘😘

REGINA PEDRO (DESIGNER) - @Silvia Regina Angerami , um obrigada pra lá de especial por ter me inserido nesse universo literário da Reality books, que além de estar me trazendo novos filhos (📚), está me proporcionando encontros com pessoas maravilhosas como as deste Grupo. Estou muito feliz.

JUSSARA CAMARA PENNA - Recebi com muita emoção meu primeiro livro impresso. As palavras são escassas para descrever o sentimento. Sei apenas que estava precisando de ter essa alegria. Até minha gatinha sentiu

O que me deixa mais emotiva é poder ler e descobrir em cada passagem de nossas vidas, que cada um  trouxe para fora, como estamos unidos, não só pela escrita mas por sentimentos tão inspiradores e pela riqueza de experiências. Silvia, sem saber, nos uniu não só no livro mas criou numa irmandade. Somos  agora uma família de pessoas vividas, fortes e entusiastas pela vida. Obrigada, Sílvia.

GERALDO TRINDADE - Amigos, bom dia. Terminei de ler o nosso livro... Que maravilha, quanta história bonita, quanta Inspiração! Se eu já estava muito feliz por participar desse projeto da nossa querida Silvia, agora estou muito feliz por ter conquistado mais de 30 novos amigos. Uma benção do Criador.

MARIA CRISTINA CARVALHO - Bom dia, turma boa!!! Estou lendo nosso livro e, realmente, é inspirador!! Parabéns a cada um de nós. Que projeto lindo...  Já posso dar check no item: escrever um livro,  da minha lista de coisas boas,  para fazer na vida.....   Apaixonada!!🌹🌹🌹😊😘

NEYZA FURGLER - Podemos afirmar que já escrevemos livro, muitos de nós tivemos filhos e plantamos árvores... Da minha parte, já fiz tudo isso... Então, sinto-me realizada e feliz!

Imagina só a minha alegria e gratidão com todos esses depoimentos que aquecem o meu coraçãozinho... 

Isso é trabalhar com dois ingredientes fundamentais: propósito e amor. 

Sou imensamente grata! 

Chegou até aqui na leitura? Então você é uma forte candidata (ou candidato) a participar da minha mais nova coletânea - A FÉ de Cada Um! - peça pra mim o convite oficial.  

terça-feira, outubro 19, 2021

E se...


Quando eu tinha uns 14 anos, eu me achava feia. Era tímida demais. Mas adorava a revista Pop. Era uma revista dirigida aos jovens e eu me achava importante só de ser leitora daquela revista. 
Quando conheci o meu ex-marido (aos 16 anos) eu ainda era leitora assídua da revista. Um belo dia ele me perguntou: 

- Você é uma garota "Pop"? (em tom de desprezo) e eu deixei de ler a revista imediatamente, porque estava apaixonada por ele... 

O que ele não sabia era da troca de correspondência que eu mantinha com o Luis Filipe (sim, com "i" mesmo). O endereço dele saiu na revista Pop, ele queria se corresponder com meninas brasileiras. E eu, como era a primeira a comprar a revista quando ela aparecia na banca, fui a primeira a mandar uma cartinha pra ele, um portuguesinho muito gato e fofo, que me mandava cartas e cartões pelo correio. 

Sempre que chegava uma carta dele, meu coração pulava de alegria. Não me esqueço de um cartão todo furadinho que ele me mandou, recomendando que eu não ficasse "constipada" ao abri-lo. Um fofo. Ele morava em Lisboa, mas ia sempre ao Algarve, onde costumava andar de lancha (ou motonáutica, talvez...) 

Ahhh... mas eu era muito tímida e mandei pra ele uma foto minha bem distante, que não mostrava o meu rosto, de tão envergonhada que eu era e de tanto que me achava feia.... Daí as cartas foram rareando e eu conheci o meu ex-marido e deixei o Luis Filipe pra lá... 

Ontem, em um grupo do qual faço parte no WhatsApp, a Poliana deu a excelente ideia de trocarmos cartas (siiiim, aquelas enviadas pelo correio) como um "respiro" à ressaca digital relatada pela nossa querida comandante do grupo, a Paloma Campos. 

Pronto... foi o que bastou para trazer à tona uma enxurrada de memórias relacionadas às cartas... E me peguei a pensar o que teria sido da minha vida, caso eu não fosse tão tímida naquela altura e caso eu realmente tivesse namorado o Luis Filipe. Naquela época, eu não tinha condições de viajar para Portugal, mas parece que ele teria podido vir para o Brasil me visitar. Já pensou?? Ele chegaria aqui, com um ramalhete de flores para mim e conquistaria o meu coração.   

Daí, eu viajaria com ele para Portugal, faria faculdade lá mesmo e nós teríamos dois filhos - um casal - assim como eu tenho mesmo. Ele seria carinhoso comigo e fiel. E seríamos felizes para sempre! 

Só de imaginar essa história de conto de fadas, de príncipe encantado, eu já enxergo o quão pouco real ela é. Rsrsrs Mas que foi um exercício gostoso, isso foi! E se a minha vida tivesse tomado esse rumo?? E se o nosso namoro tivesse dado certo? Será que estaríamos juntos até hoje? Será que passaríamos o verão no Algarve? 

E por essas coincidências da vida, não é que eu morei no Algarve durante um ano (foto) e até escrevi um livro com a minha experiência, chamado Destino Algarve? Olha só as voltas que essa vida dá... Acho que vou entrar em algum site de relacionamento português para ver se encontro algum "Luis Filipe" por lá... O que acham?? 

quinta-feira, outubro 14, 2021

O valor de um bom dia





Hoje, quando fui levar o lixo reciclável lá embaixo, na volta cruzei com um vizinho que estava saindo pelo portão. Como costumo fazer com qualquer ser humano que encontro no meu caminho, desejei a ele um “bom dia”. Porém não obtive resposta.

Fiquei triste, porque quando disse “bom dia” era um desejo sincero de que ele tivesse realmente um bom dia. Será que ele não me escutou? Será que ele conscientemente não deseja o mesmo para mim? Será que ele tem outros problemas mais sérios que o impedem de responder a um simples “bom dia”?

Uma coisa que eu faço na minha vida é escrever. Adoro agrupar as palavras de modo a formar um texto coerente, com começo, meio e fim, e gosto de me expressar dessa forma.

Na minha modesta opinião, mais do que um mero conserto de parede ou de telhado, o que importa mais em um condomínio é a convivência entre as pessoas. O que dá vontade na gente de mudar não é o valor alto do condomínio e nem a administração nem tão boa do edifício. Mas é a falta do “bom dia” de volta, a atitude de arrancar arbitrariamente uma planta do jardim que estava “incomodando”, embora os outros vizinhos já tivessem criado afeto por ela...

Vocês me desculpem o desabafo, e sei que aqui pode nem ser o lugar mais adequado para esse meu “textão”! Mas comigo acontece que sempre que escrevo sobre alguma coisa que me deixa triste, acabo me sentindo um pouco melhor depois do ponto final.

Então, deixo aqui meu manifesto: Por um prédio mais humano, em que todos deem “Bom dia” uns aos outros. Por um edifício em que as atitudes não sejam nunca tomadas arbitrariamente, em detrimento da opinião dos demais. Por um condomínio em que a gente possa criar um oásis de gentileza e de respeito, em meio a uma cidade por vezes tão amarga e violenta.

Desejo, de coração, a todos os meus vizinhos e vizinhas do Planeta Terra, um bom dia.

Silvia, apto. 31