sexta-feira, outubro 31, 2025

Sobre os "problemas"



Estamos aqui no planeta Terra (considerado pelo espiritismo um planeta de provas e expiações) basicamente para resolvermos problemas. Os básicos, de subsistência, morar, comer, dormir, ter um abrigo contra as intempéries, viver com dignidade... Os não tão básicos assim, realizar os nossos sonhos, ter um relacionamento amoroso, encontrar um trabalho com “propósito” (já falei sobre isso aqui no blog), etc, etc, etc.

A vida pode ser encarada de uma forma complexa, com necessidades que não são realmente necessidades (ex.: um carro novo, viagens dispendiosas, roupas de marca etc), ou de forma simples (ex.: ao apreciarmos o pôr do sol, a natureza, as crianças, os idosos, os animais – não apenas os de estimação, mas todos, incluindo as aranhas e as vacas, passando pelos porcos e cavalos e leões, em suma, todos etc.).

Há 22 anos, quando comecei este blog, minha maneira de encarar a vida era parecida com a de hoje, mas ela foi se sofisticando cada vez mais, no sentido de se simplificar. Não sei se me faço entender...

Problemas reais e imaginários

O que quero dizer é que a gente costuma encarar os problemas que a Vida nos apresenta como desafios, alguns mais difíceis de solucionar do que outros... Como por exemplo, uma doença grave, a perda de um ente querido, a perda do emprego, coisas assim. Mas normalmente, os problemas são mais pequenos (como se diz aqui em Portugal): as brigas com o vizinho ou com a família, ou com o chefe ou colegas no trabalho, ou no trânsito, o carro que quebra, uma dorzinha aqui, outra ali, gastar mais do que se ganha... esse tipo de coisas. Nos dois casos, a gente sofre... perde o sono, se descabela...

Por isso, é bom a gente aprender a diferenciar os problemas reais dos nem tanto.

Recentemente, tive uma experiência, que algumas pessoas podem chamar de “epifania”, em uma viagem. Enquanto meu marido conduzia o carro, eu observava uma nuvem muito pequenina no céu e eu fiquei a olhar para ela atentamente. Aos poucos, ela foi diminuindo, diminuindo... até sumir completamente, diante dos meus olhos! Foi uma experiência muito marcante, porque eu estava com um “problema”, naquela altura: queria vender a minha casa e não estava conseguindo encontrar um comprador. Aquela nuvem que desapareceu me mostrou, claramente, que eu não tinha um problema. A partir do momento em que eu decidi não mais vender a casa, meu suposto problema simplesmente desapareceu da minha vida. Foi mágico e teve um enorme significado para mim naquele instante.

Uma boa frase

Uma frase que a minha amiga Carla disse outro dia também me ajudou a compreender como a gente precisa aprender a lidar com os nossos problemas: “Se não existe uma solução, então não há um problema”! Perfeita, essa frase. Tem me ajudado muito. Sempre encontro uma nova aplicação para ela. Acalma o coração e a mente. Pense nisso!!

Vamos deixar de procurar “pelos em ovos” ... Quando um problema verdadeiro aparece na nossa vida, é sempre para nos trazer algum aprendizado. Além disso, o Destino (ou Deus) nunca nos envia um problema maior do que a nossa capacidade de resolvê-lo. Estamos aqui para exercitar o nosso “músculo” de resolver problemas, até nos tornarmos “experts” nisso. Só então a nossa tarefa por aqui terá sido concluída.

Vamos nos dar as mãos e enfrentar os nossos problemas com solidariedade e empatia. Assim fica muito mais fácil. Enxergar o problema do outro (o tal “próximo” de quem Jesus tanto falou), estender a mão a alguém mais necessitado do que nós, também é uma forma de suavizar os nossos próprios problemas.

Espero, com este pequeno texto, ajudar quem “caia” aqui por acaso em busca de uma resposta humana (e não da AI) para os seus problemas.  

E você?? Como soluciona os seus problemas?
Por favor, deixe um comentário, mas não esqueça de me dizer o seu nome.
Obrigada a quem leu até aqui!


quarta-feira, outubro 29, 2025

Feliz aniversário ao meu blog!


Quando comecei a escrever neste meu blog, no dia 29 de outubro de 2003, eu nunca imaginei que ele ainda estaria aqui vivinho da silva, 22 anos depois. Eu nunca poderia imaginar que meu primeiro casamento terminaria, que eu me casaria de novo, que eu mudaria de país (dessa vez, em definitivo). Como a vida nos surpreende e transforma os nossos planos em realidades que nem suspeitamos, né?...

Conheci muita gente por intermédio do blog, algumas apenas virtualmente, outras em encontros presenciais pelo mundo afora: Miami (Mirella), São Paulo (Naninha e Cris Alcântara), Portugal (Sandra Santos), para citar apenas algumas e talvez as mais marcantes, correndo o risco de esquecer de alguém igualmente importante.

Meu blog representa para mim a possibilidade de escrever (coisa que eu amo fazer, desde sempre, assim como ler) e de registrar as minhas ideias modestas a respeito de tudo o que me cerca. 

No começo, eu achava que tudo se perderia... nesse espaço virtual abstrato. Mas não... Continuam "no ar" os textos que escrevi desde então e muitos deles ainda fazem sentido até hoje, refletem a minha forma de pensar e de sentir o Mundo ao meu redor. 

A intenção inicial era que ele fosse interativo e ele foi, durante algum tempo. Agora não mais. Eu sempre respondo aos raros comentários que fazem por aqui. Mas ele nunca viralizou, nunca monetizou nada e está tudo bem. Eu só quero mesmo é continuar a escrever aqui, sempre que tiver vontade.

Ultimamente, tenho preferido dirigir a minha energia para textos offline, escritos a mão nos meus cadernos, com canetas coloridas. Ou desenhar, ou fazer tricô, crochê, bordado, pintar pedras e outros artesanatos. Continuo a sonhar e a acreditar no Amor, sim, esse com A maiúsculo, como o que eu tenho o privilégio de viver com o meu marido.

Acredito que existam pessoas que preferem a liberdade da solidão (ou solitude, que é a palavra com carga positiva relacionada à situação de estar só consigo mesmo). Eu não. Acredito que viver a Vida no modo “casal” é a melhor fórmula para mim. Mas respeito quem prefere outro tipo de arranjo. Na verdade, no fundo, de acordo com o meu marido, não se trata de uma escolha, mas de viver a Vida conforme ela se apresenta, conforme o Destino que nos está reservado. Ele acredita no Destino, mas não no Livre Arbítrio. Sei que é uma posição polêmica e eu tive dificuldades para compreender, no início. Hoje, me vejo a dar razão a ele. Ele gosta de uma frase que é assim:
“O Destino ajuda quem o aceita e arrasta quem o recusa”.

Eu também gosto muito dessa frase. Acho que ela resume bem muito do que costuma acontecer nas nossas vidas. Quando a gente deixa a nossa vida fluir, no ritmo ditado pelo nosso Destino, as coisas, as pessoas, as situações, chegam a nós quando têm que chegar e tudo entra em um estado confortável que eu chamo de “flow”. Deixar fluir dá uma leveza muito grande ao nosso dia, às semanas sucessivas, meses, anos...

Amanhã, 30 de outubro, é outro aniversário muito importante para mim: completo 3 anos de Portugal. Foram anos desafiadores, cheios de novidades, incluindo uma média de pelo menos uma nova palavra por dia. A mais nova palavra é “sobranceria”, aprendida no livro que estou lendo, “A Desobediente”, de Patrícia Reis. É a biografia da Maria Teresa Horta, que eu não conhecia. Ler esse livro está sendo uma experiência muito rica, porque é um mergulho e tanto na cultura portuguesa.

Você também não sabe o que é “sobranceria”? Procura no dicionário. Está lá.




E meu blog segue vivo, segue o “flow”, segue a minha vontade de escrever, segue o Destino (para não ser arrastado por ele).

Enquanto a minha cabeça estiver boa, enquanto eu tiver vontade de vir aqui, vou continuar a escrever e a celebrar os aniversários dele. Vida longa ao “Consulta Sentimental”!