sábado, janeiro 06, 2018

Onde foi que eu errei?


Não existe na face da Terra uma mãe (ou um pai) que algum dia não tenha se feito essa pergunta.
Quando a gente vê o filho (ou filha) sofrer, sem conseguir ajudar. Quando a gente sente o filho (ou filha) revoltado ou triste, ou com a autoestima abalada, ou inseguro, ou fraco diante dos problemas da vida. A gente se pergunta: "onde foi que eu errei?"

Filhos podem crescer, virar adultos, ter seus próprios filhos e, ainda assim, sempre serão aqueles nossos bebês que amamentamos, acalentamos, carregamos no colo, cuidamos dos machucados e das doenças infantis. Eles sempre serão aquelas crianças que nos deixavam de cabelo em pé quando faziam birra ou tiravam notas baixas na escola.

Tudo o que os pais querem e desejam do fundo da alma é que seus filhos sejam felizes.

Mas, de repente, sua filha te diz que quer ficar 10 dias sem falar com você. Pronto! Seu coração instantaneamente se despedaça em mil caquinhos. Colar tudo de novo é difícil. e aí que você se pergunta: "Meu Deus do céu, onde foi que eu errei?"

Não, minha amiga, meu amigo. Você não errou. Você deu o seu melhor na tarefa da paternidade (ou maternidade). Ele (ou ela) precisam de um tempo. O tempo de uma fruta amadurecer, crescer longe do seu controle, da sua energia. Na prática, você teve apenas uma lição de como ser pai (ou mãe), que foi sendo você o filho (ou a filha). Você só tem suas opções: ou repetir tudo o que seus pais fizeram com você, ou fazer tudo diferente. Se quiser fazer tudo diferente, lá se lançará você nessa aventura maluca da paternidade (ou maternidade), sem saber muito bem se suas palavras e atitudes serão as certas, as melhores, as mais adequadas.

Você se esforça. Você quer que seu filho, sua filha, seja uma pessoa vencedora, que se dê bem na vida. Mas hoje em dia, o próprio conceito de se dar bem ou do que é ser um vencedor, é muito relativo.

Nós, brasileiros, somos muito influenciados pela cultura norte-americana e eles adoram falar em "loosers" e o que você mais teme é que seu filho (ou sua filha) se tornem um looser na vida. Mas o que é um looser? Se for uma pessoa que não tem aquele emprego top em uma multinacional, mas que faz o que gosta e não tem tanta necessidade de bens materiais assim, ok! Não é um looser. E não me venha com aquele papinho de flechas que você lança para o mundo, porque isso pode ter funcionado no século passado. Hoje em dia, as coisas são muitíssimo mais complicadas.

Se você leu tudo até aqui, esperando alguma conclusão neste texto, sorry. Ainda não tenho conclusão nenhuma. A situação está a acontecer neste exato momento e o meu blog é a mesma coisa que aqueles diários de chavinha dos anos 70. Serve para eu "desabafar" e tentar botar as ideias no lugar.

E você, como faz nessas horas em que seu filho (ou sua filha) diz que você é muito dramática (ou dramático) e que você só sabe fazer perguntas, ou cobranças?? Como interagir com essa criatura que saiu de dentro das suas entranhas (ou de dentro das entranhas da sua mulher) e que você só quer uma coisa: que ele (ou ela) seja feliz?

Diz aí!

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