O jeito é se segurar no barco e confiar no novo caminho.
Comigo, é exatamente isso que anda acontecendo. Hoje é o último dia de um ciclo profissional e o começo de uma nova fase. Saber exatamente aonde o destino me levará eu não sei. Mas quem sabe? De que adianta a gente planejar cada milímetro do caminho, se essas guinadas sempre acontecerão?
Já cansei de comentar aqui sobre O Segredo (principalmente o livro). Pois bem tem um trecho lá em que se comenta que quando você está no caminho certo, a sensação não é a de nadar contra a corrente e sim a se nadar a favor da corrente. Ou seja, as coisas vão naturalmente se encaixando de uma forma extraordinária.
Por isso, estou hoje aqui para registrar o meu depoimento, bem nesse momento da virada da minha vida. Se toda mudança traz embutida certa melancolia, traz também aquela ansiedade "do bem", de que o melhor ainda está por vir.
Minha intenção é que esse texto sirva de inspiração para quem (como eu estive também no passado) estiver atravessando um monento de turbulência na vida. A partir do momento em que a gente "se abre" e passa a nadar a favor da corrente, a partir do momento em que a gente começa a agradecer por tudo de maravilhoso que existe na nossa vida (começando pela saúde) as coisas também vão mudando, vão se ajeitando, até que entram nos eixos. Não que a gente consiga atingir aquela Felicidade suprema, com letra maiúscula, mas que a gente se aproxima da Paz, isso se aproxima, viu....
Essa certeza não tem nem a ver com religiosidade ou espiritualidade. Tem a ver com acreditar em você mesmo. Mesmo porque acreditando em você, você estará necessariamente acreditando também em Deus (ainda que afirme o contrário), porque nós todos temos dentro de nós a "centelha divina" - também conhecida por "consciência" ou até mesmo "Grilo Falante", ou ainda "Anjo da Guarda", ou então "Universo", do qual fazemos parte. O nome pouco importa. O que importa, de verdade, é deixarmos de nos preocupar com a meia desfiada ou com a batida do carro ou com a secura do tempo - vamos olhar mais alto. Ou melhor, vamos olhar para dentro de nós mesmos e encontrarmos a nossa verdadeira vocação. O que eu vim fazer aqui nesse Planeta, afinal?
Eu estou muito feliz, porque aos 52 anos de vida finalmente encontrei essa resposta. E agradeço.