quinta-feira, outubro 29, 2026

Feliz aniversário ao meu querido blog!


Por mim, ele se chamaria “Consultório Sentimental” e não “Consulta”. Mas o nome não estava disponível na plataforma do Blogspot, que foi onde ele nasceu, no distante ano de 2003.

Não viralizou, não foi nenhum fenômeno da Internet, mas tive leitores e “comentadores” assíduos durante muito tempo. Era um contato diário e muito mais consistente do que esse scroll infinito a que estamos sujeitos nos dias de hoje.

Fiz amizades virtuais que se tornaram reais e que perduram até hoje. Por exemplo, a Sandra (a “Mineirinha n'Alemanha”, que atualiza o blog até hojee que começou a escrever aos 13 anos, assim como eu, e que foi me visitar em Portimão, quando eu morava lá); a Mirella (que fez o intercâmbio da minha filha para o Canadá e que eu fui visitar em Miami); a Cristiane Alcântara (que me confiou a tese de doutorado dela para eu revisar e com quem me encontrei algumas vezes em São Paulo), entre outras. Ou seja, amizades reais, valiosas, duradouras.

Meu blog serviu (e serve até hoje) para extravasar o meu ímpeto, essa minha necessidade de escrever, que me acompanha desde os meus 13 anos de idade, como eu disse acima. Naquela altura, me atrevi a começar a escrever poesias. Ganhei da minha madrinha um livro bem grosso chamado “Poesia Moderna” (que acabei de comprar outra vez na Estante Virtual, torcendo para que seja exatamente o mesmo exemplar do qual eu me desfiz).

Só pude achar esse livro com a colaboração valiosa da IA do Google, que me ajudou demais. Como é bom ter essa companheira ali, prontinha para nos ajudar sempre que precisamos. Agradeço demais. Pena que não dá para "marcá-la" neste post. 

É uma compilação com as obras dos poetas brasileiros mais famosos. Ao ler aquelas poesias, achei que eu também era capaz de escrever algo parecido. Comecei a escrever em um caderno que tenho até hoje e que chegou há pouco tempo do Brasil. Daí, entra a minha querida amiga Âmbar, que me enviou esse caderno e meus outros diários. E que vai receber na casa dela esse livro de poesias, que tanto me influenciou.

Por isso, hoje é dia de festa! De festejar os 23 anos de vida deste meu blog. No começo, eu tinha medo de “perder” o conteúdo, salvava todos os textos offline. Agora, não tenho mais medo. Aliás, não tenho mais medo de nada nesta minha vida. Foi algo que conquistei com o avançar da idade. A mulher de 45 anos que eu era quando comecei meu blog já não existe mais. Hoje, tenho 68 anos, não tenho mais medos, mas ainda tenho sonhos. O meu maior sonho, neste momento, é conseguir editar o meu primeiro romance: “Sexygenários, o amor maduro em tempos de inteligência artificial”, por uma editora de verdade.

Sou uma mulher de “Hoje”, com um pezinho no “Amanhã” e raízes firmemente fincadas no “Ontem”. Adoro ser quem eu sou. E dou os parabéns para aquela Silvia de 45 anos que teve a ideia de começar este blog, para dar conselhos a pessoas com alguma questão sentimental. Durante certo tempo, o blog foi por esse caminho, e teve até alguns posts que deram muito certo, e que são acessados até hoje, como por exemplo um que se chama “Confiança se recupera??”.

Depois, o blog se “desvirtuou” e comecei a contar sobre a minha vida, no que fui duramente criticada pelos meus filhos, que não gostavam nada que eu me expusesse na Internet daquele jeito. Imagina! Eram só posts inocentes, falando do dia a dia de uma mulher assoberbada por tantas tarefas de trabalho fora de casa e criação de filhos, essas coisas normais do dia a dia. Os posts estão até hoje guardadinhos aqui, como ficaram guardados os meus segredos em meus diários “de chavinha” da adolescência, que ninguém nunca leu.

Aqui no meu blog, hoje em dia eu pouco escrevo, quase ninguém aparece por aqui. Mas escrever continua a ser inevitável para mim. E faço a festa sozinha mesmo. Não faz mal. Dou os parabéns àquela Silvia que começou isso aqui e a esta Silvia de hoje, que continua a vir aqui de vez em quando, tirar a poeira e abrir o seu coração para o sol e a luz entrarem na sua alma.

Para comemorar, vou dividir com vocês o meu primeiro poema, com o óbvio nome de: 

Primeira poesia 

Puxa vida... 
vida puxa? 
a saudade é longe
ou é perto? 
o mundo é redondo
mas não é certo
cada coisa estranha... 
a saudade...
uma amiga na distância
(agora eu sinto de perto)
não dá pra pensar
nem pra fazer verso
(sem sentido)

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