quarta-feira, janeiro 13, 2021

Ano novo, analista nova


Eu acho muito chic começar o ano de 2021 tendo a oportunidade de ter uma analista para chamar de minha. 

Meu divã sempre foi a escrita, escrever sempre foi a minha cura e deu certo até aqui. 

Mas de uns tempos para cá comecei a sentir necessidade de ter um espaço-tempo só pra mim, para olhar pra mim, me conhecer melhor, entender minhas motivações e minhas dores. Minha expectativa é que a psicanálise me ajude nesse percurso. 

Andei vendo muitos vídeos (e lendo poucos livros) sobre o assunto. Não acredito que eu seja um dos casos mais graves e cabeludos a serem resolvidos. Mas tem sim muita coisa a ser lapidada, Muitos buracos e becos escuros a serem explorados. 

É isso que espero da minha psicanálise. Prometo voltar aqui de tempos em tempos para compartilhar a minha experiência, Quero deixar registrado esse marco na minha vida, aqui nesse meu diário particular. 

Tive a oportunidade de conhecer com a minha filha o consultório do Freud em Viena (que hoje é um museu) e me encantei com o que vi por lá. Fiquei imaginando como ele descobriu que todos nós temos esse "território" chamado inconsciente e como ele conseguiu ajudar os seus pacientes, desvendando mistérios até então escondidos. 

Hoje, minha análise será on-line. O que será que Freud pensaria a respeito, né?? E você? Já fez terapia? Análise? Deixe o seu comentário, se quiser, é claro. Vou adorar ouvir (ou melhor, ler).   


sábado, dezembro 19, 2020

Altos e baixos


Impressionante como a vida é feita de altos e baixos, né? 

Nossa energia varia - tem dias em que estamos super felizes e contentes. Outros, mesmo que o sol esteja brilhando lá fora, nos pegam cabisbaixos, entristecidos, desanimados. 

O interessante é a gente aproveitar ambos os momentos. 

Sabe por quê? Porque tudo passa. 

Tanto a alegria esfuziante, quanto a tristeza mais profunda. 

Eu não sei, mas desconfio que ambas as situações nos trazem lições a serem aprendidas. 

Hoje, estou em um dia triste, porque dei de cara com a impossibilidade de realização de uma coisa que eu queria muito. Pensei em alternativas, mas nenhuma delas funcionou. 

"Aceita, que dói menos" - eu mesma falei pra mim. 

Bom, estou tentando fazer isso. 

Está quase na hora de abrir meu pote das felicidades (assim que passar o Natal) e sei que vou sorrir sozinha, relembrando tudo de maravilhoso que esse indefectível ano de 2020 me trouxe. 

Não vejo a hora. 

Por enquanto, fico aqui lambendo as minhas feridas. 

Até já. 

terça-feira, dezembro 15, 2020

Minha caçula completa 28


Ela é vegana, ela é brincalhona, ela é idealista, ela é atrapalhada, mas é a conselheira amorosa preferida das amigas, é animada para tudo quanto é programa -- e como sofre com o lock down nos fins de semana em Portugal --  é daquelas sagitarianas que está sempre com a malinha pronta pra viajar para algum canto. 

Hoje é o dia dela. 

Minha princesa, tão amada, tão desejada, tão querida. 

Me dá várias broncas (merecidas) e o amor gigante que nos une é maior do que a extensão do oceano que nos divide. 

Torço para que a Vida não só sorria para ela como também realize todos os seus sonhos e desejos. 

Fiz homenagens no Instagram, onde ela é mais assídua, mas também no Facebook e aqui no blog. 

Ela merece. 

Te amo, Bibinha linda. 

sexta-feira, dezembro 11, 2020

Para a amiga Monica


Hoje ela aniversaria (Monica, primeira à esquerda - fotos de 2004 e 2018 e nós, sempre lindas...). 

A carioca mais paulistana que eu conheço. Ela se deu o dia de folga, o que eu acho maravilhoso. Por que os vereadores não criam a lei de transformar o aniversário de toda a gente em feriado? Eu acho justo. Mas enquanto não se torna lei, a Monica decretou o próprio feriado e eu achei a ideia perfeita. Este post é em homenagem a ela. 

Querida amiga Monica, 

Nossa amizade vem de longe, lá dos anos 2000 quando trabalhamos juntas no TCInet. 

Aliás, um pouquinho antes, porque quando ela ainda estava no Rio, entrevistou um executivo da Sun, meu cliente de assessoria de imprensa na época.

Como eu já falei aqui neste meu querido blog, eu sempre misturei trabalho com amizade e com a Monica não foi diferente. A gente descia para tomar café e fomos nos aproximando sempre mais e mais. Nesses anos todos, ela trabalhou em muitos lugares, sempre em posições de destaque. porque ela é muito inteligente e tem um currículo invejável. Ela se casou, teve duas lindas filhas, se separou, namorou, e a gente sempre esteve ao seu lado, nos momentos tristes e felizes. Assim como ela também esteve ao meu lado no amor e na dor. 

Amizade é o amor mais desinteressado que existe, e isso é tão bom! Permanecemos juntas porque queremos e não por nenhum tipo de imposição ou vontade alheia, ou - pior - interesse. 

Por isso, querida amiga Monica, desejo a você toda a felicidade possível neste mundão afora. Que a LUZ e a GRAÇA estejam sempre com você. Que tenha muita saúde, que desfrute de todos os bons momentos junto das suas lindas filhas e dos pets, e que seus sonhos e desejos se materializem na sua vida. Tenha sempre certeza do seu valor, da sua inteligência e da sua beleza (interior e exterior). Sinta-se sempre poderosa e que a coragem (ou seja, o agir com o coração) sempre te guie adiante. Desejo paz, amor, harmonia, prosperidade e uma nuvem de palavras positivas.  

Obrigada por tudo e desculpe alguma coisa.  

da sua amiga que muito te admira, 

Silvia

PS.: O aniversário da Estela já passou (a segunda, da esquerda para a direita) e ela é tão querida quanto a Monica. Prometo fazer um post só pra ela no ano que vem! 

sábado, novembro 28, 2020

Destruir para construir


Minha mãe e eu resolvemos reformar a cozinha. Minha amiga arquiteta Denise (@studiotibau no Instagram) trabalha com arquitetura orgânica e está à frente dessa tarefa. Para alguns, pode ser assustadora. Para outros, é uma diversão. 

Denise nos contou que ir a essas grandes lojas de produtos de construção (do tipo da Leroy Merlin) é como ir a um parque de diversões, pra ela. Nós entramos na onda e fomos lá com ela, um dia desses, antes de toda a quebradeira começar, para escolher o piso, a pia, os revestimentos etc. 

Ah, mas foi uma delícia mesmo! No começo, a gente se confundiu nos corredores lá, com tanta oferta. Mas a Denise foi a nossa "guia turística" e as escolhas foram se afunilando, até que encontramos tudo o que queríamos, e tudo combinou e vai ficar uma maravilha. 

Difícil não fazer um paralelo com a nossa vida. Muitas vezes, temos que fazer escolhas e decidir qual rumo dar à nossa vida. Mas isso não é tudo. Só depois começa a quebradeira. E só depois ainda vem a reconstrução. 

A reconstrução da alma, dos objetivos, dos sentimentos feridos. Tudo isso é possível e está ao nosso alcance. 

Bom fim de semana! 

sexta-feira, novembro 13, 2020

Amar é coisa de mulherzinha?


Outro dia tive acesso a uma entrevista do psicanalista lacaniano Jacques-Alain Miller (foto) sobre o amor, que é o tema eterno deste blog Consulta Sentimental, desde 2003.

Leia a entrevista completa neste link.

Vale muito ler toda a entrevista, mas este trecho, em especial, chamou atenção:

“Amar, dizia Lacan, é dar o que não se tem”. O que quer dizer: amar é reconhecer sua falta e doá-la ao outro, colocá-la no outro. Não é dar o que se possui, os bens, os presentes: é dar algo que não se possui, que vai além de si mesmo. Para isso, é preciso se assegurar de sua falta, de sua “castração”, como dizia Freud. E isso é essencialmente feminino. Só se ama verdadeiramente a partir de uma posição feminina. Amar feminiza. É por isso que o amor é sempre um pouco cômico em um homem. Porém, se ele se deixa intimidar pelo ridículo, é que, na realidade, não está seguro de sua virilidade”.

Talvez aí esteja a raiz daquele pensamento errado da tal “metade da laranja”, com o qual eu não concordo. Mas fiquei intrigada, porque o raciocínio faz sentido.

A conclusão deste trecho é que as mulheres amam com facilidade, já os homens....

(...) “Mesmo um homem enamorado tem retornos de orgulho, assaltos de agressividade contra o objeto de seu amor, porque esse amor o coloca na posição de incompletude, de dependência. É por isso que pode desejar as mulheres que não ama, a fim de reencontrar a posição viril que coloca em suspensão quando ama. Esse princípio Freud denominou a “degradação da vida amorosa” no homem: a cisão do amor e do desejo sexual.”

Tenho comprovado essas afirmações todos os dias (ou todas as noites) nesses relacionamentos superficiais que costumam acontecer a partir dos sites de relacionamento...

Mas sei que há casos de sucesso e por isso continuo lá. Só que às vezes dá um cansaço, porque as mulheres em geral buscam o amor e os homens, apenas o sexo. Pelo menos é o que diz nosso amigo Jacques-Alain e é também o que eu enxergo nas minhas incursões sociopsicológicas nesses espaços virtuais.

Mas essa regra começa a ser quebrada, quando os homens (alguns) aceitam o “convite” para acolher as suas emoções e o seu “lado feminino” (desde a música Superhomem, do Gil, que, aliás, será a próxima música que cantaremos no Coro de Quinta).

As mulheres, por sua vez, passam a se permitir buscar parceiros só para o gozo, como ele diz, citando Bauman: “O amor se torna “líquido”, constata o sociólogo Zygmunt Bauman. Cada um é levado a inventar seu próprio “estilo de vida” e a assumir seu modo de gozar e de amar. Os cenários tradicionais caem em lento desuso.”

E isso é ótimo e libertador.

Mas voltando ao amor, nosso psicanalista vai analisando as várias vertentes de como ele ocorre nas nossas vidas. E a conclusão não e das mais confortadoras: “Os amantes estão, de fato, condenados a aprender indefinidamente a língua do outro, tateando, buscando as chaves, sempre revogáveis. O amor é um labirinto de mal entendidos onde a saída não existe.”

Ele fala do amor romântico, conhecido em grego como “Eros”.

Mas não é o único tipo de amor que existe. Deixemos de lado as questões do coração, embora o próprio slogan deste meu blog esteja aí fixado no alto para não me deixar esquecer que “all you need is love”! Enquanto tento desvendar esse amor romântico, sem grande sucesso, me dedico de corpo e alma ao meu trabalho, que me dá diversão, prazer, alegria (e dinheiro).

No momento, estou empenhada em desenvolver em mim -- por intermédio da Reality Books -- o amor universal, o maior de todos os amores, aquele que se compraz em fazer a felicidade do outro, aquele que prioriza o outro (em grego, ele se chama Ágape).

Apenas nesta pandemia, contabilizo mais de 20 projetos. Os coletivos:

- 21 autores do livro “21 Histórias de Superação”

- 20 autores das “Histórias da Quarentena”

- 30 autores do” Da informática à tecnologia da informação, Jornalistas contam suas histórias”

- 20 autores do “Histórias de Despertar, relatos simples e profundos como a essência da alma”

- 10 autores do “Estou na Rede, logo existo” (sobre digital branding)

- 20 autores do “Livro das Cartas”

- 30 autores do livro “Avós & Netos”

(Total = 151 autores iniciantes, muitos deles nunca tinham participado de um livro antes, e amaram a experiência)

Os individuais:

- Transformando sua semana

- O Olhar de Baixo

- Soprinho, Brisa, Ventania e Tufão

(Além dos que estão “no prelo”, como o projeto da minha neta Helena, O Elo, o livro do Caio, o romance da Kelly, o livro de poesias da Daniela Bonafé, o livro de crônicas bem-humoradas do Laerte, o livro da oficina de escrita da Sandra — que fechamos ontem, vencendo uma concorrência com outras duas editoras —, entre outros). 

Então, quem aí vai ter coragem de me dizer que isso não é AMOR?? E nem me venham com teretetê de "amor narcísico"... que não cola. É amor pela oportunidade de dar voz e vez a pessoas a quem as grandes editoras possivelmente torceriam o nariz. É amor por dar trabalho e remunerar algumas pessoas ao meu redor, inclusive a gráfica que imprime os livros. É amor pelos livros, palavras e letras. É esse amor que me move, que me faz levantar da cama todas as manhãs. É o meu propósito na vida, que descobri tardiamente (?) e a duras penas, mas que agora é meu Norte. E vamo que vamo, que o dia tá apenas começando. 


domingo, novembro 08, 2020

Marjorine


Eu não conhecia essa música (de 1969, quando eu tinha 11 anos) cantada pelo Joe Cocker, em homenagem à minha filha (quase, mas tá valendo) - minha filha é a Marjorie, mas a homenageada na música é Marjorine. Mas é tão parecido o som, que tá valendo. 

Adorei a "descoberta" e a miríade de "coincidências". 

No entanto, vou seguir no silêncio, vou dar tempo a tempo, vou conjugar o verbo "decantar" e vou observar mais do que falar. 

É sempre bom, mais saudável, uma atitude mais madura, da minha parte... Afinal é o que se espera de uma mulher de 62 anos. 

Ela, como boa sagitariana, me deu várias dicas, que já estou a colocar em prática. 

Além disso, hoje a endorfina me ajudou muito. Fiz uma caminhada de sobes-e-desces pela Vila Madalena, que foi ótima. Treino para uma caminhada de 20 km que pretendo fazer no dia 6/12. 

Preciso me preparar. É sempre melhor a gente se preparar, se prevenir, Mas nem sempre dá. 

Às vezes, a vida nos surpreende. Ou até mesmo nos dá uma rasteira e o tombo machuca. Mas nada que uma boa sacudida na poeira não resolva. Eu me levanto, sacudo a poeira e dou a volta por cima. E caso seja mal interpretada, paciência. Nem tudo acontece do jeito como a gente sonha, ou espera, ou gostaria. e tudo bem. 

Eu tenho um estoque infinito de paz interior, para dar e vender. 

E por isso eu entendi que o meu filho tinha razão quando me disse uma única coisa, sobre a minha fase atual: "Precisa ver se ele te merece, isso sim! Te amo mãe! Bjs". Falou pouco e falou tudo. 

sábado, novembro 07, 2020

Nada como um dia depois do outro


Sou obrigada a dar razão a ele, à sua experiência de vida e de amores infinitamente maior do que a minha. O tempo... o tempo tem muito poder. Nada como um dia depois do outro. O tempo cura, o tempo afaga. O tempo destila as emoções. Decanta, né?? 

E estou aqui hoje refletindo sobre a interpretação e a má interpretação. Quando a gente diz alguma coisa, essa nossa fala pode ser julgada. Nós podemos ser julgados por intermédio daquilo que dizemos. Temos que tomar muito cuidado. Ou não... porque a interpretação vai depender do repertório daquela pessoa e cada um de nós é aquilo que vai nas nossas almas. 

E eu sou da LUZ, da alegria, do frescor da manhã, do bom humor, da leveza, do copo meio cheio. Não fui sempre assim. Quando eu tinha lá os meus 13 anos, e comecei a escrever poemas, eles eram todos baixo-astral. Nem existia ainda aquela modinha que ficou conhecida nos anos 80 como "dark" e eu era "dark". 

Hoje, depois de muitos anos, escolho enxergar a vida como um presente. Um grande presente que podemos desfrutar da melhor maneira possível. Desde que a gente não faça mal a ninguém, tudo é lícito, tudo é permitido. E a vida é tão boa.... Tão boa, tão interessante, as pessoas são universos nos quais a gente pode mergulhar e descobrir muita coisa a respeito delas. 

Quando o amor sobrevive às descobertas, ele se fortalece. Ou perece. Amor, paixão, encantamento, projeção, seja lá o que for... É bom, é muito bom. Uma montanha-russa de dores e prazeres. A vida é o percurso. É o caminho. E eu amo o caminho. Sem me importar onde vou chegar. Vou chegar aonde o Universo acha que eu mereço chegar e eu dou cada passo com alegria e leveza.


quarta-feira, novembro 04, 2020

Com as mãos


Acabo de publicar este post (abaixo) e veja a mensagem que me chega no WhatsApp:

"Vovó, como se enfrenta a dor?"     

"Com as mãos, minha querida. Se você a enfrentar com a mente, em vez da dor se suavizar, ela endurece ainda mais." 

"Com as mãos, vovó?" 

"Sim. Nossas mãos são as antenas da nossa alma. Se você as movimenta costurando, cozinhando, pintando, tocando ou afundando-as na terra, você envia sinais de cuidado para a parte mais profunda de si mesma. E sua alma se ilumina porque você lhe está dando atenção. Assim, ela não precisa mais lhe enviar a dor para ser notada."

"As mãos são realmente tão importantes assim?" 

"Sim, minha pequena. Pense nos recém-nascidos: eles começam a conhecer o mundo graças ao toque de suas mãozinhas. Se você olhar, verá que as mãos dos velhos contam mais sobre a vida deles do que qualquer outra parte do corpo. Diz-se que tudo o que é feito com a mão, é feito com o coração. Porque é realmente assim: as mãos e o coração estão conectados. Os fisioterapeutas sabem muito bem disso: quando tocam o corpo de outra pessoa com as mãos, criam uma conexão profunda. É precisamente a partir dessa conexão que vem a cura. Pense nos apaixonados: quando suas mãos se tocam, fazem amor da maneira mais sublime que existe."

"As minhas mãos, vovó ... há quanto tempo não as uso assim!"

"Movimente-as, minha querida, comece a criar com elas e tudo dentro de você mudará também. A dor não passará. Mas vai se transformar na mais bela obra-prima. E não vai doer mais. Porque a partir dela, você poderá bordar a tua essência." 

Elena Bernabé

O tempo, o amor, a paixão...


"O tempo é muito lento para os que esperam; muito rápido para os que tem medo; muito longo para os que lamentam; muito curto para os que festejam. Mas, para os que amam, o tempo é eterno."
_____Henry van Dyke

O tempo e o silêncio seriam capazes de matar o amor? Não. 

Mas eles são sim capazes de matar a paixão. 

Estou aprendendo muito. Está sendo muito didático. E muito dolorido. Muito, muito, muito, tudo muito superlativo. Muito exagerado, sem medida, sem solução. 

Eu sempre desdenhei das histórias de dor de cotovelo. Essa própria expressão eu acho brega, eu detesto. Só agora eu começo a compreender como dói. 

Com o tempo e o silêncio, a paixão pode morrer, pode não acabar em nada. Isso dói. E cá estou eu me lamentando... neste tempo eterno, sem fim. 24 horas duram a eternidade.  

Para que a paixão pudesse se transformar em amor, ela precisaria de um mínimo de alimento, de tempo e de conversa. Ele tinha me dito que gosta de conversar. Mas agora me fala em silêncio. 

Mas eu preciso falar, nem que seja comigo mesma, nem que seja aqui na solidão absoluta deste meu blog, neste meu diário de chavinha. 

Eu preciso entender/curar esse meu coração partido.