domingo, maio 21, 2023

O último matrimónio


Estava outro dia a conversar com a minha filha pelo WhatsApp, para insistir com ela que venha ao meu casamento, na próxima segunda-feira. Ela está comprometida com um projeto no trabalho que exige dela total dedicação. Ainda assim, acho que conseguirá vir a este que, como eu disse a ela mais cedo, será “meu último casamento”.

Prestes a completar 65 anos de vida, eu jamais poderia imaginar que seria a “noiva” de novo.
Mas surpreendentemente (até para mim) é isso que está a acontecer na minha vida.

Minha amiga Priscilla, “bruxinha”, numeróloga, taróloga, consteladora familiar, psicanalista etc... bem que tinha me dito que eu me casaria novamente. Mas eu dei pouca importância a essa sua adivinhação, considerando que fosse uma situação totalmente improvável, impossível, impensável.

Mas eu estava enganada. O tal do Destino tinha outros planos para mim e conheci o “amor da minha vida” quando eu menos esperava. Fui fisgada pela flecha do Cupido. Quando ele me falou em casamento pela primeira vez, entrei em pânico. Tinha tomado a decisão de nunca mais me casar com quem quer que fosse. Mas isso foi antes de conhecê-lo. E de amá-lo. Profundamente, como eu o amo. E como – arrisco a confessar – jamais amei ninguém em toda a minha vida. E nunca fui tão amada, com tanta dedicação, com tanto carinho, com tanta atenção e delicadeza. Minuciosamente: é assim que ele me ama.

Já eu... sou bem mais destrambelhada e vivo falando por cima dele (o que o irrita e me entristece). O fato é que eu saí de São Paulo e da loucura daquela megalópole maior do que o meu novo país inteirinho, só pra ficar perto dele, pra dormir e acordar todos os dias ao lado dele. Pra fazê-lo feliz. Mas... São Paulo não saiu de dentro de mim. E duvido que algum dia sairá. Moro em uma aldeia, mas trago comigo a agitação de uma cidade desproporcional de tão grande. Uma cidade violenta, por um lado, mas que acolhe quem quer que seja que por lá chega em busca de “uma vida melhor”. Melhor? Não tenho tanta certeza.

Em São Paulo, só os fortes sobrevivem à sua poluição do ar e sonora, à sua violência, à sua falta de jeito com os seus moradores e visitantes, ao seu aspecto cinzento e duro. São Paulo não é uma cidade fácil. Mas não venha me falar mal dela. É a “minha” cidade, o berço onde nasci e eu até me dava mais ou menos bem com ela. Tirando as vezes em que fui assaltada. Mas essa é outra história.

Estou aqui para falar do meu último casamento desta vida terrena. Que será na segunda-feira, dia 22 de maio. Sim! Serei uma das “noivas de maio” e eu nem estava em busca desse título, que costumava ser tão aclamado, sonhado e desejado pelas moçoilas casadoiras. Nem mesmo me casar vestida de branco nunca foi algo importante para mim. E hoje me deparo com a expectativa de que essa data nos dê sorte. Estou cheia de esperança de que meu casamento seja feliz. Que uma nova era se inicie na minha vida, e na do meu marido.

Meu compromisso principal é dar a ele tudo de bom que ainda não ganhou nesta Vida. Estou totalmente focada em dar ao meu marido uma vida de amor, de paz e de saúde. Prometi a ele fazer tudo o que estiver ao meu alcance para atingir esse objetivo.

Estou prestes a me casar com o homem da minha vida e isso é mesmo muito emocionante.

Tanto faz a idade que temos.

Quero a alegria dos dias leves e calmos, o quentinho do sentimento de estar em casa, finalmente. Nossa casa é maximalista. Mas nosso estilo de vida é minimalista. Aprendi uma música aqui no meu novo Coral das Caldas da Rainha, chamada A gente vai continuar (de Jorge Palma) que aconselha: “Reduz as necessidades, se queres passar bem”. E subitamente descobri que sou rica. Muito rica. Para ser rica, basta gastar menos (porque assim sobra mais dinheiro) e reduzir as necessidades. Parece óbvio, mas muita gente se esquece dessa verdade tão clara.  

Além disso, me sinto rica por ter tido a ventura de encontrar a maior riqueza disponível a um ser humano que é um relacionamento feliz. Outro dia, estávamos passeando por aquela loja luxuosa de Lisboa, El Corte Inglés, e descobri que o que tínhamos não está à venda em nenhuma daquelas lojas de grife que existem ali. Isso sim é que vale... só o amor, o bom e velho amor.

O fato é que aqui está a minha mamãe, do alto dos seus 87 anos de idade, que vai ter a alegria de ver sua filhinha se casar com o homem que ela ama. Isso, por si só, já é algo espetacular. E a minha filha também poderá ser testemunha desse nosso ato de amor. Não é demais??

Sei que eventualmente gente da minha idade também se casa. Mas é um fato incomum e raro. Acreditar que nós, mulheres com mais de 60 anos, podemos ser felizes, que podemos amar e ser amadas não é uma coisa assim tão simples, depois de quase toda uma vida vivida em circunstâncias nem sempre tão favoráveis.

Mas não somos árvores... Para o bem e para o mal. Se você não está satisfeita com a sua vida, levante-se. Ande. E prepare-se. Porque algo de melhor pode te acontecer. Segundo o amor da minha vida, tudo está determinado pelo Alto, pelo Mistério, como diz ele. Mas a gente precisa se levantar e dar a chance ao Destino de agir na nossa vida. É isso que faremos ao dizer “sim” um para o outro na próxima segunda-feira.

Sou feliz! Até uma “despedida de solteira” eu ganhei, ainda quando estava em São Paulo, por iniciativa da minha amiga Rosângela Marcondes, a It Avó.

Sou uma pessoa extremamente grata ao meu Amor, à Vida, ao Destino, à minha família. A gratidão é o sentimento que preenche meu Ser.

E que venha o meu último matrimônio. Tenho certeza absoluta de que vamos passar juntos os dias que nos restam nesta encarnação. Que sejam dias de LUZ, de AMOR, PAZ e SAÚDE para aproveitar cada instante. Que os anjos sobrevoem a nossa aldeia e digam “Amém”! 

quinta-feira, abril 06, 2023

Um ano de amor ao vivo e em cores

Há exatamente um ano minha vida começou a mudar e, na altura, eu nem me dei conta disso. 
Conheci o grande amor da minha vida poucas horas antes da cirurgia que ele precisou fazer para recuperar a visão depois de um descolamento de retina. 
Ficamos afastados durante o tempo em que estive em Aix-en-Provence, realizando meu sonho de estudar a língua francesa in loco. Foi incrível! 
Nesse período, por telefone, ele falou a frase que mais tocou o meu coração: 
-- Você não está mais sozinha! 
Depois, no dia 22 de abril (ironicamente na data de descobrimento do Brasil), nos reunimos de novo (a foto deste post é a nossa primeira selfie juntos em São Martinho do Porto), mas eu tive que voltar para São Paulo e só nós dois é que sabemos como foi dura a separação. 
Finalmente, no dia 11 de setembro de 2022 ele embarcou para me buscar no Brasil. 
Desde então, estamos juntos 24 horas por dia, num amor sem fim, sem igual, sem medida nem limite. 
Juntos, somos fortes e podemos tudo. 
Se temos problemas? É claro que sim, senão não estaríamos aqui no planeta Terra onde tanto nos é vedado, ainda. Não sabemos o dia de amanhã. Não sabemos se teremos uns 20 ou 25 anos juntos ainda nesta encarnação. Esperemos que sim! 
Portanto, o que nos resta é viver o momento, viver o presente em sua plenitude. Mindfulness - é o exercício de cada dia. 
Hoje, é nosso dia de celebrar e de agradecer ao Mistério que uniu duas almas tão distantes, separadas pelo Oceano Atlântico e ainda assim tão próximas. 
Hoje é o dia de celebrar a coragem que eu tive de jogar tudo pro alto e de vir aqui para Portugal viver esse nosso amor profundo e verdadeiro. 
Quero deixar meu exemplo aqui. 
Com meus 64 anos, fiz uma mudança que poucas pessoas na minha idade têm a coragem de fazer e me sinto feliz, muito feliz, com a minha decisão. 
Portanto, jovens, acreditem. 
Acreditem em si mesmos e, sobretudo, acreditem no AMOR. 
Porque nunca é tarde para encontrar o amor verdadeiro e para ser FELIZ! 
Nossa missão agora é inspirar os mais jovens e dar esperança aos corações solitários. 
António, meu amor, TU és a minha maior inspiração.....

A M O - T E  MUITOOOOOO.....  

quarta-feira, março 22, 2023

Camadas de felicidade 2


Você pode se perguntar se a felicidade é deste mundo. Eu já me perguntei isso e cheguei à conclusão de que não. Mas calma, não precisa ficar triste. 

Atribui-se ao Einstein a seguinte frase: "Uma vida calma e modesta traz mais felicidade do que a busca do sucesso combinada com uma constante inquietação".

Eu não poderia estar mais de acordo. 

Estou em um movimento introspectivo de redução de estímulos de toda a natureza. Ainda sou considerada uma pessoa ansiosa, mas me sinto cada vez mais em contato com o meu Eu interior / superior e isso é algo grandioso, próprio desta fase da velhice em que me encontro (completo 65 anos em junho). 

É libertador ser velha! Desisti de cortar os cabelos curtinhos e adotei as trancinhas, em uma atitude revolucionária que equivale à da velhinha do famoso chapéu violeta (que já publiquei aqui no blog). 

Então, agora, adiciono camadas de felicidade no meu dia, como se fossem as camadas de cobertura que a minha madrinha Alayde, cozinheira de mão cheia, adicionava aos deliciosos bolos confeitados que ela fazia. 

Me contento com pouco... A saúde é algo fundamental. Sem ela, nada mais funciona. Mas eu e o meu amor brindamos diariamente ao Amor, à Paz e à Saúde -- trio poderoso, capaz de nos garantir a felicidade básica, a primeira camada. 

Na segunda camada, está a felicidade e a saúde de quem a gente ama: eu tenho meus pais vivos e saudáveis e essa camada de felicidade é esplendorosa. Agradeço todos os dias por ela. 

Na terceira camada, estão o meu filho e a minha filha, e também as minhas duas netas e o genro e a nora. É ótimo saber que estão vivendo o auge da vida, e que são pessoas do Bem. 

Na quarta camada está a Arte: nossas produções artísticas, nossos quadros, poemas e as fotografias do António. Tudo isso dá alegria e cor à nossa vida. 

Na quinta camada está o coro, onde comecei a cantar faz duas semanas e adoro! Cantar faz um bem danado para a Alma. Amo! 

Na sexta camada está a arrumação da nossa casa: sim, são coisas materiais, mas que têm significado para nós e dormir em uma cama quentinha com o amor da sua vida é uma das maiores dádivas que uma pessoa pode pedir (a Deus? Ao Universo? Ao Mistério??) 

Finalmente, na sétima camada (pode ser que existam mais camadas, mas vou parar na sétima porque é um número cheio de simbologia e de significados) está justamente o Mistério, o Eu Superior, o intangível, o inexplicável. E a sua manifestação no mundo, que é a Natureza (pra mim, no meu entendimento bem particular). 

Então, neste primeiro post de 2023 (e talvez o último), deixo aqui essa inspiração a quem quiser ler: adicione as SUAS camadas de felicidade no seu dia e você será muito mais feliz. 


quarta-feira, dezembro 21, 2022

Top 10 2022


Nós dois

Todo fim de ano eu faço esse exercício de reflexão: olho para trás e elejo o que de mais maravilhoso aconteceu naquele ano que está a terminar. Entro em uma energia de gratidão pela VIDA e de reconhecimento de que sou uma pessoa afortunada, não no sentido da fortuna material, é claro, mas da fortuna de desfrutar da VIDA em toda a sua plenitude e exuberância. 

Sem dúvida alguma, conhecer pessoalmente o amor da minha vida, o António, está no topo da minha lista. Nós nos conhecemos em 2021, mas pessoalmente, só em abril de 2022. Naquele mesmo dia, ele sofreu (literalmente) uma cirurgia para reverter um descolamento de retina. Resumindo, como não temos tempo a perder, estamos juntos, a construir o nosso lar, com muito amor, paz e desejosos de termos saúde para aproveitar tudo o que a vida nos oferecer nos próximos 20 anos. Temos planos e desejos, como todo casal jovem, mas nosso amor é maduro e forte para enfrentar todas as possíveis tempestades que venceremos juntos, daqui para frente. 

Mas vamos falar muito desse nosso amor, com mais detalhes, no livro que estamos planejando escrever juntos. 

Meu objetivo hoje, aqui, é fazer a lista das dez melhores coisas de 2022. 

1) ABRIL: Ter conhecido pessoalmente o António, o amor da minha vida. 

2) ABRIL: Ter tido a oportunidade de levar minha mãe a conhecer Paris, Bruxelas e Amsterdam. 

3) MAIO: Meu curso de francês em Aix-en-Provence. 

4) AGOSTO: A viagem do António ao Brasil (apesar dos percalços), com a ida ao Rio de Janeiro e a Caraguatatuba e Ilha Bela.

5) OUTUBRO: Minha mudança para Portugal. 

6) NOVEMBRO E DEZEMBRO: Visualizar a transformação do nosso espaço em um verdadeiro LAR. A transformação está em curso, mas eu a reverencio e agradeço. 

7) NOVEMBRO E DEZEMBRO: Ter conseguido ser mais parcimoniosa no uso das redes sociais. Para mim, foi um enorme ganho (e estou ainda em processo).  

8) DEZEMBRO: Ter tido a oportunidade de passar o aniversário da Biba com ela em Lisboa.

9) O ANO TODO: Ter realizado, pela minha editora Reality books, projetos individuais de livros e 3 coletâneas: A fé de cada um (31 autores), Pensamentos de gaveta (41) e Papo de cozinha afetiva (20) e mais uma -- Mães com filhos fora (24) -- no prelo, dando vez e voz a 116 autores, muitos deles estreantes na literatura.  

10) O ANO TODO: A minha saúde e a de toda a família - a agradecer muito!!!!


quarta-feira, novembro 02, 2022

Nova vida na aldeia


Desde domingo (dia 30/10) eu moro em uma aldeia em Portugal, pertinho de Óbidos, chamada Amoreira. Repare que no nome da aldeia está contida a palavra "amor" - pois bem... vim para cá trazida pelo meu amor. 

Claro que a bagunça impera, por enquanto. Mas fecho meus olhos e vejo o futuro. Vejo luz, vejo aconchego, vejo alegria e vejo equilíbrio. Vejo paz e amor. E saúde... E os dias passarão com calma e silêncio. Criatividade e inspiração. 

Quero deixar esse registro aqui no blog para voltar a ele de quando em quando e celebrar o amor e a VIDA! 

António, amo-te. 


sexta-feira, setembro 02, 2022

A aspereza da espera


Esperar não é nada fácil. Não tem nada que se possa fazer para acelerar o tempo. Quem acompanha esse blog sabe que eu briguei muitas vezes com o relógio. Sempre considerei o relógio um objeto extremamente cruel com a gente. Não dava tempo de nada e pronto! Foi-se o dia, a semana, o mês, o ano! Agora continuo a brigar, mas pelo motivo inverso. Agora eu vivo em compasso de espera. De espera pelo meu amor, que vai me lavar para a minha nova vida e eu não vejo a hora de chegar o dia 12 de setembro. Nesse dia nós vamos nos reunir novamente para nunca mais (eu disse nunca mais) nos separarmos. 

Eu, uma pessoa que nunca acreditou no "felizes até a que a morte os separe" estou aqui falando de um amor que vai durar toda a minha vida terrena (e talvez além, quem sabe...) Inclusive digo mais... a impressão que temos é a de que nos conhecemos de vidas passadas, se é que elas existem.. Sentimos uma estranha familiaridade um no outro. Difícil de explicar. 

Mas o tema deste post é a espera. Os ponteiros do relógio que lentamente vão se movimentando a passos lentíssimos até o dia do nosso reencontro. 

Muito já se falou - em verso e prosa - sobre a relatividade do tempo. E agora sinto na carne e na alma esse paradoxo. 

António, meu amor, quero deixar registrado aqui no meu blog esse áspero período de espera. Eu supunha que tivesse sido mais fácil, mas à medida que a data se aproxima, tudo fica mais difícil e complicado do lado de cá do Atlântico. A gente se vê pela fria tela (ecrã) do computador e, ao invés de aliviar a saudade, ela só acirra a vontade que temos que estar lado a lado. O toque da pele com a pela não se mimetiza pela Internet. Pelo menos ainda não... 

António, meu amor, te espero aqui com todo o meu amor embrulhadinho para presente. Tu vais me entender melhor quando estiver frente a frente com esta minha cidade de São Paulo tão contraditória... Apaixonante e amedrontadora. Frenética e poética. Mas não vou ficar aqui a citar adjetivos, sempre insuficientes para definir a "minha" megalópole. "A cidade é uma estranha senhora que hoje sorri e amanhã te devora!" 

António, meu amor, quero fazer as malas e ir com você para Amoreira! O próprio nome da nossa aldeia contém a palavra "amor". Essa mudança representa tudo com que eu sonhei na minha vida inteira, desde criança. Esse resgate do amor e do meu sonho infantil é algo que nunca, nunca, nunca poderei retribuir à altura. 

Só quero dizer de novo e de novo: amo-te, amo-te, amo-te até o infinito e além. Chega logo, meu amor. Anda cá, amore mio. 

terça-feira, agosto 02, 2022

Camadas de felicidade



(Achei essa foto com um bolo bem parecido
aos que a minha querida madrinha Alayde fazia nos aniversários!
Que saudades...)  

Eu ia escrever um texto com esse título aqui no blog, mas no meio do processo, decidi que esse será o título do prefácio do livro Papo de Cozinha Afetiva, o mais novo lançamento da minha editora Reality books. Em breve... nas redes sociais mundiais. 

quinta-feira, junho 30, 2022

Para o António


Ele gosta que eu o trate por "tu" e essa é a coisa mais difícil pra mim, juro que me esforço muito. Meu desejo é agradá-lo, minha felicidade é vê-lo feliz. 

Quem diria que o ocaso da minha vida ainda me reservaria um grande amor a ser vivenciado em toda a sua plenitude? 

Surpresa, feliz, agradecida, comovida... é assim que me sinto. A foto estampa a nossa felicidade. 

Chovia, mas a chuva não tinha a menor importância. As paisagens eram bonitas, na mesma. 

Esta é a nossa primeira foto juntos. Foi feita no dia 22 de abril, o dia em que se comemora o "descobrimento" do Brasil!!!! E eu descobri Portugal ao lado do meu português, minha pessoa favorita no mundo para ser meu parceiro de vida. 

Amo-te, António. Meu amor por ti é público e notório. Quero passar a minha vida ao teu lado. Pra sempre. 

Eu não poderia deixar de fazer este post no meu blog... Pronto! Estamos casados espiritualmente e decretamos a nossa felicidade. Só depende de nós. 

Beijos, com todo o meu amor

sábado, maio 07, 2022

Para a Lelê


Oi, Lelê,

Essa hora você deve estar dormindo, porque a festa ontem só pode ter sido ótima. 

Espero que você veja minha mensagem, mas tenho a sensação que vc não viu as últimas... Mas eu preciso escrever pra você, pelo seu aniversário de 15 anos... Nossa! 15 anos!!! Já??? O tempo voou. Lembro de você bebezinha no meu colo, naquele carnaval, na cadeira de balanço, que delícia ter você nos meus braços... Naquele momento eu sabia que tudo aquilo passaria rápido e foi o que aconteceu. 

Hoje você é minha conselheira amorosa, minha confidente, minha neta querida, de quem eu gostaria de estar mais próxima, mas já aprendi que a Vida é assim mesmo. Ela te rouba de mim e tá tudo bem. 

Você tem seus amigos e amigas que te amam também, e é preciso que viva essa fase da sua vida em toda a intensidade. 

Minha amada neta do meu coração, quero que, acima de tudo, você seja feliz. Faça as escolhas certas, de companhias, amizades e crushes... Que a Vida sempre sorria pra você, te apresentando as oportunidades certas e que você sempre escolha o melhor caminho (nem sempre é o mais fácil, atenção...) 

E quero que você saiba que sempre, sempre, sempre, poderá contar comigo para o que quer que seja... Um mingauzinho, um colinho, uma pergunta, uma confidência, qualquer coisa. 

Eu te amo INFINITOOOOOOOOOOOOOO

E só peço a Deus que você seja cada vez mais FELIZ!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Amo-te!!! Je t'aime!!! (em português de Portugal e em francês e em todas as línguas conhecidas e desconhecidas). 

Sua vovó Silvia 


quarta-feira, março 16, 2022

Sobre ser "velha" (mas sentir-se jovial)


Recebi agora de uma amiga querida o link para uma pesquisa de uma famosa marca de calçados que deseja criar modelos específicos para a chamada "terceira idade". A intenção da moçadinha que fez a pesquisa e "pensou" nos calçados é a melhor possível, tadinhos. 

O "problema" é que nós, os velhos e velhas, não cabemos nas "caixinhas" onde eles querem nos encaixar. 

Os três modelos de sapatos são horrorosos. Eu simplesmente detesto "sapato de velho"! Na descrição dos modelos, eles falavam em joanetes e outros problemas (nem li tudo, pra falar a verdade, tenho mais o que fazer). 

Pode ser que alguns velhos e velhas adorem os sapatos e os "conceitos" por trás de cada modelo. Mas eles nem consideraram que alguma pessoa que fosse responder a pesquisa não quisesse escolher nenhum dos modelos e muito menos pagar qualquer valor por eles. Não colocaram a alternativa "nenhuma das anteriores", não deixaram caixinhas para comentarmos cada conceito... uma lástima.  

Depois de certa idade, a gente sabe muito bem o que quer, a gente já sabe que tipo de sapato funciona (ou não) pra gente, que tipo de roupa, de produto, de marca. Mas eles nem perguntaram isso... Como querem "descobrir" algo sobre a nossa geração, "empurrando" conceitos totalmente falsos pela nossa goela abaixo? 

Meus amados jovens... Talvez vocês não saibam, porque nem tinham nascido, mas a minha geração viveu a juventude nos anos 70 e 80, quebramos um monte de barreiras e compramos várias "brigas" com as gerações anteriores. Querem apenas um exemplo?? Imaginem vocês que meu filho (e a namorada) foi capa de uma revista semanal que tinha como manchete "Sexo na casa dos pais"!  

E vocês vêm me falar de joanete?? Nossa, vocês estão tão errados a respeito da minha geração! Quando alguém me chama de "Dona Silvia" ou de "senhora" aí mesmo é que eu me ofendo. Gosto de ser chamada de você, até mesmo pela garotada de 18 anos ou menos. 

Nunca uso a expressão "no meu tempo..." Sabe por quê? Porque meu tempo é hoje, quero as coisas que são moda hoje, não quero "coisa de velho". Sou louca pra morar em um studio, de 30 metros quadrados no máximo, com vista para o pôr do sol, em um prédio cheio de jovens. Gosto de rock, de jazz, e de usar tênis all star. Meu sonho é fazer intercâmbio na França e na Itália (mas não no grupo de velhos e sim "misturada" com todo mundo). 

Me poupem... me economizem... e não me coloquem na caixinha "velha" porque eu vou espernear muito e sair dali. E passar o ano novo na Ilha do Cardoso dançando forró (como fiz em 2019/2020 com duas amigas). 

Espero ter ajudado vocês a entenderem com quem estão tentando falar. Boa sorte pra vocês. E se tiverem mesmo muita sorte, vão chegar "aqui" na minha idade. rsrsrs