
Tenho uma amiga triste com o fim do relacionamento dela.


Acho que as crianças deveriam aprender isso na escola.
As roupas simplesmente surgem de volta nas gavetas e nos cabides, limpinhas e cheirosas, né?
Mas para isso, percorrem um longo e desconhecido caminho.
Primeiro, elas vão para a máquina de lavar. Mas se estiverem muito sujas, tem o processo químico da pré-lavagem.
Na máquina, há diversos opcionais: alvejantes, sabões em pó de diferentes qualidades e amaciantes tão mais cheirosos quanto mais caros forem.
Isso sem falar naquelas roupas que precisam ser quaradas (nunca vi essa palavra escrita antes!!) ou então ficar de molho em soluções
Depois disso, as roupas precisam ser estendidas no varal, mas não de qualquer jeito.
Dependendo da roupa, precisam ser estendidas de um jeito determinado. Os lençóis, então, ah, esses são um caso à parte.
Bom, e depois disso, as roupas precisam ser recolhidas (se chover, você tem que sair correndo p/ fazer isso).
E dobradas, e então desdobradas e passadas, usando produtos químicos específicos para ajudar nessa tarefa também.
E depois empilhadas, transportadas para os quartos respectivos, desempilhadas e guardadas.
E depois acham que o trabalho da dona de casa é moleza.
Se você adiar a tarefa, por umas duas ou três semanas, a conclusão é que precisará de mais ou menos quatro horas para apenas passar e empilhar tudo.
Quando menina, eu pensava que nunca faria o serviço doméstico. "Por isso que eu estudo (eu era praticamente uma cdf), vou trabalhar, nunca vou fazer o serviço doméstico", pensava eu, na minha tola ignorância.
Hoje, o tempo que economizo com o trânsito de SP gasto com a casa, a roupa, a comida....
Meu sonho adolescente era o de duas empregadas: quando uma estivesse de folga, a outra estaria no batente.
Eu queria empregada de novela, sabe? Aquelas que sabem fazer de um tudo, sem precisar mandar... Ou então uma tia Nástácia que cozinhasse bem e mandasse em mim. Mas enfim, minha vida tá beeeeem diferente desse sonho dourado. Minha casa tem 4 andares e muito, muito, muito trabalho.
Fora que o serviço doméstico não dá $$$ e eu tô em uma fase crítica, em que preciso que coisas e propostas dêem certo. Ou seja, nunca estive tão ocupada em toda a minha vida, embora não esteja “trabalhando” no sentido oficial da palavra.
Por isso, vou demorar um pouco pra fazer o meme que a Evellyn me passou.....

Recebi da Evellyn por e-mail e gostei tanto que resolvi publicar. Tô vendo aqui que ela também publicou no blog dela. Depois, me conta o que achou. A imagem do shopping é pra mostrar como a fachada é mesmo parecida com a de uma igreja. Eu nunca havia pensado nisso! O texto é atribuído ao Frei Betto.
Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos e em paz nos seus mantos cor de açafrão. Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez refletir: 'Qual dos dois modelos produz felicidade?'
Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: 'Não foi à aula?' Ela respondeu: 'Não, tenho aula à tarde'. Comemorei: 'Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde'. 'Não', retrucou ela, 'tenho tanta coisa de manhã...' 'Que tanta coisa?', perguntei. 'Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina', e começou a elencar seu programa de garota robotizada. Fiquei pensando: 'Que pena, a Daniela não disse: 'Tenho aula de meditação!
Estamos construindo super-homens e super mulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados.
Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: 'Como estava o defunto?'. 'Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!' Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?
Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizinho de prédio ou de quadra! Tudo é virtual. Somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. E somos também eticamente virtuais...
A palavra hoje é 'entretenimento'; domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela. Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: 'Se tomar este refrigerante, vestir este tênis, usar esta camisa, comprar este carro,você chega lá!' O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose.
O grande desafio é começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, autoestima, ausência de estresse.
Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping-center. É curioso: a maioria dos shoppings-centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingo. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...
Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Deve-se passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno... Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do Mc Donald...
Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: 'Estou apenas fazendo um passeio socrático.' Diante de seus olhares espantados, explico: 'Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia: "Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz !"
Bom, deixa eu tirar a poeira aqui do blog, né? Ele anda meio abandonadinho, coitado. Inclusive, preciso dizer que o arcano aqui debaixo tá errado, porque fiz a brincadeira com meu nome de casada (e tinha que ter sido com o nome de solteira). Enfim, já passou.
A Sandra me pediu e eu atendo, embora com atraso! Falei mais das qualidades, e de um defeito só... Rsrsrs
1) As melhores coisas que fiz na minha vida são meus filhos e, por tabela, minha neta.
2) Rôo as unhas... (defeito difícil de corrigir)
3) Não me incomodo com rugas e nem com cabelo branco, acho que a gente tem que deixar o tempo seguir seu curso, sem querer brecá-lo. Por quanto tempo vc consegue enganar os outros? (começaram a elogiar minhas mechas brancas, acho isso o máximooo!!)
4) Vou apagar as luzes aqui em casa por uma hora, na próxima sexta-feira, dia 28, dentro do movimento que está sendo conhecido como Hora do Planeta. Mais informações aqui.
5) Amo ler e escrever. Meu pior pesadelo é quando me imagino cega, por algum motivo qualquer...
6) Sou espírita e trabalho na Seara Bendita. Isso pra mim é sagrado!
Blogs pra entrarem na brincadeira: Fran, Luciana K, Pri, Silvia, Verdadeiro Jornalismo, Nana.