quinta-feira, maio 19, 2005

Antigamente...
Quando a gente começa a falar de antigamente é porque tá mesmo ficando velha, fazer o quê? Mas tá me dando uma nostalgia (já expliquei que etmologicamente é dor do passado, né?), mas é que antigamente, quando eu morava na Vila Brasília e a vida era não-digital, as pessoas simplesmente iam lá em casa. Não tinha isso de ligar antes, as pessoas passavam por lá e entravam ou a gente ficava por ali mesmo, pelo pátio da vila coberto de paralelepípedos, onde um dia torci o tornozelo... as crianças brincavam, a gente ficava jogando conversa fora, planejávamos e fazíamos festas juninas, e em todos os outros meses do ano.
Como era bom! e a gente sabia.
Por isso, quando digo que quero receber visitas é sério! Ninguém precisa ligar antes. Eu acho superlegal ouvir a campainha tocar e daí ter uma pessoa amiga que quer entrar lá em casa. Assim, de improviso. Fico muito chateada ao ver que isso não existe mais.
Geralmente, quando a campainha toca de improviso, nunca é alguém que vai fazer a gente ficar feliz, assim de repente. Adoro surpresas.
Mas como eu ia dizendo, tudo na vida passa, tanto pro bem quanto pro mal.
Depois que vc descobre isso, consegue viver mais leve. Vc sabe que aquilo vai passar. Vc faz de um tudo pra aproveitar bem o momento bom, porque ele vai passar. E releva as coisas chatas, porque elas também vão passar. Ver a vida em perspectiva, é isso. Essa é a minha mensagem de hoje.

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