quarta-feira, junho 11, 2014

Um novo ciclo



A minha festinha de aniversário foi incrível!!! Amei cada segundo. Desde a preparação até o detalhe do bolo que despencou. Já que sempre algo tem que dar errado, melhor que tenha sido o bolo. Pelo menos, gostoso, ele estava. E muito!! Todo mundo elogiou. Foi tudo muito legal.

Mas o MAIS legal foi cantar para o meu marido e os convidados a música Dream a Little Dream of Me no microfone, com acompanhamento musical. Como eu mesma disse hoje no elevador, deixei a vergonha lá nos anos 70.

Hoje uma banda tocou aqui na rua Helena, na Vila Olímpia, no telhado em frente ao trabalho e foi incrível. Tocaram músicas dos Rolling Stones. Começou com Let's Spend the Night Together, passou por Brown Sugar e outras tão bacanas quanto.

Aquele meu estado de espírito da semana passada, o biorritmo pode explicar. Acho que como eu viria a ficar muito feliz depois, tinha que ficar triste antes, será?? Tem a sua lógica.



quarta-feira, junho 04, 2014

Meu querido diário...


Se eu tivesse um diário de papel, escreveria nele hoje. Mas não tenho mais. Eu tive um, com chavinha, que era ótimo para escrever os meus segredos!! Eu escrevia, às vezes minhas lágrimas molhavam as páginas, e eu continuava escrevendo... Mas hoje em dia, só tenho mesmo este diário virtual, então, vai aqui mesmo.

Eu preciso escrever para organizar meus pensamentos e meus sentimentos, sempre foi assim na minha vida. Desde quando eu tinha uns 13 anos e comecei a escrever poesias. Eram poesias bem baixo astral. Engraçado, parece que nunca fui uma criança inocente... Sempre carreguei comigo uma tristeza indefinível, E hoje, ela está pesando aqui do meu lado.

Fico pensando nas razões que me levam a me sentir assim. Só consigo pensar em besteiras, bobagens e coisas sem importância.

As coisas fundamentais, os desejos principais estão todos resolvidos, alcançados. Sabe quando você mesma se fala: "você deveria se sentir feliz"? Mas não é bem assim. Não é tão fácil.

Por um lado, amo a música "Happy", aqui de cima. Por outro, me sinto tão chateada sem motivo aparente, que preciso descobrir o que é isso.

Tudo bem que passei muito mal no sábado, provavelmente por causa de um suco estragado que tomei na minha casa, sem perceber que estava vencido há um mês!!!!!!!!!!

Mas vai ver que era preciso fazer uma limpeza interior, né?? Vai saber.

Eu costumava escrever em um papelzinho tudo o que me aborrece. Certas coisas dependem que eu levante a bunda da cadeira e faça (procrastinar é meu verbo preferido). Já outras, não dependem absolutamente de mim. Junta-se tudo num papelzinho e rasga em mil pedacinhos (ou queima, para um efeito mais teatral). Sempre funciona. Já tem post qui no Consulta com essa dica.

Acho que vou fazer isso.

Não é normal uma pessoa que completará 56 anos (amanhã, segundo minha querida astróloga, embora meu aniversário "oficial" seja só no dia 6/6) ficar assim meio triste, parecendo uma adolescente! Ontem à noite então percebi que tinha DUAS espinhas no nariz (que graças ao bom Deus ficam escondidas embaixo dos óculos)!!!

Por outro lado, ainda (quem disse que são só dois?? Tem também o de cima, o de baixo etc.), a gente tem o direito de ficar chateado de vez em quando. Não tem nada a ver essa "cobrança" geral que vc tem que estar sempre bem, sempre feliz, sempre mostrar como você é uma pessoa legal, bacana, bonita, magra, jovem. Go catch little coconuts!!! (do meu novo vocabulário de inglês para a Copa)

Não!!! Tem dias em que a gente tá triste, com olheiras, sentido-se o coco do cavalo do bandido. É assim a vida. É feita de ciclos. Ciclos ascendentes e descendentes. Nos anos 80 (acho), virou moda um troço chamado biorritmo. Eu fiz uns gráficos p/ mim, aprendi em uma revista, provavelmente. É assim....  É a vida. Não é sempre que a gente tá feliz. A vida não é uma propaganda de margarina. Não basta querer ficar feliz. A coisa tem que vir de dentro p/ fora. Ainda bem que os ciclos se movimentam. Passa amanhã, que hoje eu tô fechada pra balanço, esperando o sol completar o seu ciclo e o meu novo ano chegar.


segunda-feira, maio 26, 2014

Menopausa



Entrar na menopausa não é a mesma coisa do que "ficar mocinha", como a gente chamava.

Demorei um tempão pra ficar mocinha, quase todas as minhas amigas do colégio já eram "mocinhas" e usavam sutiã. E eu? A mais nova da turma (fazia aniversário só em junho, depois de todo mundo), morria de vergonha de tirar a camisa do uniforme e vestir a camiseta da educação física naquele vestiário abafado... Tanto que já ia com a camiseta da educação física por baixo, No vestiário, era só tirar a camisa do uniforme e estava pronta. Depois da aula, vestia de volta a camisa do uniforme por cima da camiseta suada e tudo bem. Sem falar naquele calção vermelho bufante ridículo que eu usava por baixo da saia pregueada bordô (ou cor de vinho). O conjunto se completava com as indefectíveis meias três quarto brancas e o sapato boneca preto.

Sutiã pra que se nem peito eu tinha?? Vergonha mortífera.... Até que um belo dia minha mãe resolveu comprar uma coisa parecida com um sutiã, que já estava ótimo para quem era "reta"! Era uma peça de roupa com uma parte molinha no meio. Fui perdendo a vergonha aos poucos e, finalmente, fiquei mocinha, coisa que - pensava eu - parecia que não aconteceria comigo jamais....

Agora, voltando à menopausa. Depois de tanta água que passou por debaixo da ponte, dois filhos, uma neta... agora muitas das minhas amigas da mesma faixa etária que eu já estão há tempos na tal da menopausa e eu aqui... esperando para ver o que vai acontecer. Agora, o medo é outro: engordar!

E os quilos não querem nem saber e vão se acumulando nos lugares mais indesejados. Fazer o que?? Malhar, zumba, vigilantes, natação, hidro... vale tudo nessa luta não pela estética, mas sim pela saúde.

Não sei que mulher eu serei na menopausa. Será que serei a mesma? Sentirei as mesmas coisas que sinto hoje? E como serão as tão comentadas ondas de calor para mim, que sempre fui friorenta? Ou seja, as dúvidas continuam a rondar a nossa vida, quer estejamos ficando mocinhas, quer estejamos nos despedindo da fase fértil.

Conclusão e moral da história: as aflições nos acompanham vida afora, qualquer que seja a fase em que nos encontremos. No entanto, não podemos deixar a peteca cair, estamos no jogo, ainda. E os hormônios dançam incontroláveis, bagunçando as nossas emoções.

Tudo em ritmo de rock.... e eu, nostálgica (nostalgia = dor do passado) fico aqui tentando descobrir o que acontecia no mundo no ano em que eu nasci.

Ouvindo a jukebox com as músicas que tocavam naquela época: La Bamba, Johnny Be Good...

Foi uma época bacana... em que eram fashion icons as atrizes Elizabeth Taylor, Jayne Mansfield, Brigitte Bardot, Kim Novak, Sophia Loren, Marilyn Monroe, Doris Day e Lana Turner.

E assim, aqui termina minha viagem no túnel do tempo.... Contando os dias para completar 56 primaveras (ou invernos, afinal, nasci em junho, né??). Tempo de fazer os balanços, tomar as decisões, criar coragem, arcar com as consequências das escolhas feitas no passado....

Neste fim de semana, reuni aqui em casa algumas amigas da época do colégio e a gente chama nosso grupo justamente de "Túnel do Tempo" - cada encontro com elas equivale a uma sessão de terapia em grupo, para mim, particularmente. A gente relembra coisas do passado, desenterra lembranças do baú da memória e vamos nos sentindo plenas, felizes, realizadas, mas ainda "no caminho", no aprendizado de muitas lições e colecionando alegrias e decepções vida afora.

Os laços criados naquela fase da vida, no entanto, não se desfazem facilmente e aquelas de nós que ainda não se integraram ao grupo não sabem o que estão perdendo. Somos novas mulheres, mulheres interessantes, amigas novas, com tantas confidências ainda a fazer umas às outras!!

Somos de novo adolescentes, quando dormimos na casa da amiga, né, Teresa e Elza??

Quando compartilhamos as histórias dos nossos filhos/as (né, Lygia Novo??)

Quando contamos causos engraçados (ou mesmo tristes) dos nossos pais, irmãos, quando tiramos fotos posadas para atualizar o Facebook, ou simplesmente quando damos risada juntas, né, Bia, Liza, Lucinha, Sylvia Fernanda, Mara??

Já acabei o texto lá no meio e agora não sei mais o que dizer. Melhor botar um ponto final e voltar outro dia. Não sem antes dizer às minhas "velhas" amigas (calma, é só um jeito de falar!!!) que somos o máximo!!! Na menopausa (ou não) nós ainda temos muito a celebrar!! E que essa festa não termine nunca. Muito obrigada pela presença de vocês na Casa Amarela.  

sexta-feira, maio 09, 2014

Meu amor pela hidro



Sempre fui uma pessoa sedentária. Sou sedentária por natureza. Prefiro uma rede, um bom livro, uma poltrona, um sofá... Academia?? Não é comigo, não. Bola?? Tô fora. Sempre usei óculos, então, tinha um medo danado de levar uma bolada no rosto e os caquinhos de vidro entrarem nos meus olhos!! (sim, antigamente as lentes dos óculos eram feitas de vidro).
E a minha avó ajudava bastante a alimentar esse meu medo. Então, já viu... Eu estava fadada a ser sedentária. E, ainda por cima, amo ler. Meu pai foi um dos principais responsáveis por esse minha paixão pela leitura. Sou muito agradecida por ele sempre levar gibis para mim. Um belo dia, ele chegou lá em casa com um livro grosso, colorido. Era o primeiro volume de uma coleção de clássicos da literatura infanto-juvenil da Abril. A cada quinzena, saia um livro novo. Que alegria! Que felicidade! A emoção de imaginar de que cor seria a próxima capa... e elas eram de todas as cores: vermelho, verde, amarelo, roxo, marrom, lilás, azul claro, azul escuro etc. O cheiro do papel novinho. Sempre amei. Eram títulos como: A Ilha do Tesouro (foi o primeiro), Família Robinson, Tom Sawyer, Don Quixote, Moby Dick etc. Bom, e assim se passou minha infância.
Já grandinha, aprendi a andar de bicicleta. Mas não passou muito disso.
Daí vem a idade adulta, escola, faculdade, trabalho, casa. Onde enfiar a atividade física?
Em nenhum lugar, é claro.
Até que um belo dia, surge a ideia de fazer hidroginástica. Humm, interessante.
Para quem aprendeu a nadar na época da faculdade, a atividade aquática parece motivadora. Já que as aulas de Educação Física eram obrigatórias, decidi fazer algo útil: aprender a nadar - e foi o que fiz, já com meus 20 e tralalá. Para quem fica enjoado com o ir e vir da natação, a hidro é uma diversão. Tem música, pulos dentro d'água, macarrão, é tudo uma festa! E isso já dura seis anos. Comecei no dia 4/11/2008. Fui a primeira aluna do horário das terças e quintas, das 7h45 às 8h30. E se você quiser me achar nesses dias e horários, vai me achar lá. A menos que tenha alguma coisa de trabalho ou que eu esteja doente, "bato ponto" na piscina religiosamente nas aulas de hidro. Professores chegaram e partiram, e eu continuo lá.
Digo que mereço até uma homenagem por ser a única aluna que permanece na lista desde a primeira aula! Recentemente, arrastei meu querido marido também para dentro d'água e ele se tornou mais um amante da atividade. Portanto, querida professora Elaine, não se engane. Minha paixão pela hidro é antiga e forte. Nada vai abalar isso. Mesmo porque a sensação de "missão cumprida" ao término de cada aula é das melhores! Sem falar no bate-papo com as amigas, no vestiário e no café... conforme falei aqui! (que não posso negar...)
 

quinta-feira, maio 08, 2014

A crise dos 7 anos

Uma das coisas mais legais da hidroginástica lá no meu clube não é a hidroginástica. Mas sim as conversas com as amigas no vestiário e no café. Hoje, por exemplo, a Larissa, que faz natação, falou sobre a teoria dela (ela leu em algum lugar, mas eu ouvi a história vinda dela, então, estou dando o crédito conforme ouvi) a respeito da malfadada crise dos 7 anos.
Como todos sabem, todo casamento sempre passa pela crise dos 7 anos. Ela explicou: "É a crise dos eletrodomésticos quebrados". Sim, pois aos sete anos de casamento, o casal tem um ou dois filhos, em idade escolar, ambos trabalham, tem mil afazeres e os eletrodomésticos começam a quebrar, em geral, todos de uma vez só. E que mulher com filhos pequenos, que trabalha fora, sabe lidar, por exemplo, com uma máquina de lavar roupa quebrada? Pode ser que haja alguma, mas será uma exceção à regra.
E o tempo (e o dinheiro) para ligar para o moço consertar?? E o stress quando ele vier com aquela conversa sobre a "rebimboca da parafuseta"??
Ou seja: stress, discussão, brigaiada, criança gritando, marido que começa a demorar para chegar do trabalho para aquele cenário de guerra... Daí para a separação, é um pulo.
Mas uma vez que a gente perceba que o problema maior está nos eletrodomésticos, e não no marido, ainda tem uma chance. Vale até fazer um carnê das Casas Bahia para salvar esse casamento.
E eu posso garantir que nada no mundo é melhor do que a fase pós-crise.
Quando a crise passa, a mulher toda feliz porque ganhou uma geladeira com acabamento em aço inox, ao invés da triste "linha branca" que já está fora de moda, todo casamento recebe uma lufada de ar novo, e tudo pode ficar melhor do que no começo. O relacionamento se fortalece, e tudo fica uma maravilha. Só tem que tomar cuidado para não vir o terceiro filho (caso não seja um desejo do casal!!)....

domingo, abril 27, 2014

O trabalho mais difícil do mundo



Continuando a falar de trabalho... vamos lá...

Se existe uma coisa difícil neste mundo esta coisa é educar filhos. Você vai pelo caminho do meio, tenta conciliar as coisas, tenta apaziguar as situações, tenta entender as motivações daquela pessoa que já é adulta e, ainda assim, não tá bom, não tá legal.
Os pais não foram feitos para simplesmente agradar aos filhos. Muitas e muitas vezes eles precisam ir contra os filhos, para que eles enxerguem “the big picture” ou “o todo”. Mas os jovens adultos tendem a enxergar apenas um recorte da realidade e analisam todo o Universo a partir daquele recorte.
Sem falar na paranoia, um traço da personalidade dessa galera. Eles acham (ou melhor, tem certeza) que o Mundo está contra eles, e especialmente os seus pais. Eles acham (tem certeza) que seus pais querem controlar os seus passos, que querem definir o seu futuro e, por um lado, estão certos. Nenhum pai (ou mãe) quer que seu/sua filho/a sofra. Quando o bebê se machuca, não tem mãe que (secreta ou abertamente) não preferisse que o machucado fosse nela e não naquele serzinho que ela já ama tanto.
Mãe é louca mesmo. Toda mãe é louca. Abre mão da “vida própria” em detrimento daquela criaturinha que nasce chorando, demandando, exigindo seu tempo, sua energia, seu leite, suas horas, seus minutos, sua dedicação, sua atenção.
E não, nunca o que a mãe dá é o suficiente. Aquele serzinho sempre quer mais e mais.
O que ele te dá em troca? Às vezes, um sorriso. Às vezes, aquela mãozinha segura na sua, ou no seu peito, ou no seu cabelo. E você tem vontade de congelar aquele instante pra sempre. Mas não. O instante passa rápido e dali a pouco, a criança já está trocando os dentes de leite pelos definitivos. Logo mais, tá dizendo que aquele seu vestido é horroroso ou te pede para parar de cantarolar aquela música que está tocando no rádio porque você é muito desafinada.
Mas passa de ano, te dá um desenho, ou uma flor murcha. Ou faz um bilhetinho dizendo que você é a melhor mãe do mundo (e você acredita piamente naquilo).
E assim vai.
Até o dia em que a sua criança precisa escolher “o que vai ser quando crescer” e é aquela crise danada. Você matricula na orientação vocacional, manda viajar, faz o diabo, achando que quando ele/ela voltar, já vai ter descoberto o seu destino. Mas não. A pessoa ainda tem 18 anos e mal imagina como é o “mundo lá fora”, ainda que tenha passado um semestre ou dois no exterior.
Daí entra em uma faculdade, no estágio e parece que está tudo caminhando bem... Ledo engano. A pessoa chora e diz que não é feliz. Nada do que você faça ou diga parece ajudar.  E os pais se perguntam: “Meu Deus, onde foi que eu errei?”. Porém, não há resposta para essa pergunta e você continua tentando acertar. Nesse jogo de ensaio e erro, nada é certo. Nada é garantido. Você começou o jogo lá atrás, mas as regras mudam a cada lance e o tabuleiro muda de lugar, as peças se alternam e vão e vem e você se confunde com esses movimentos que parecem girar em círculos viciosos. Não dá para você viver a vida do seu filho/a. Por mais que você se esforce, ele tem que traçar o seu caminho e não tem borracha para apagar os movimentos no sentido errado.
E você vira mero espectador dessas idas e vindas, sem poder controlar o tempo, o mundo, as pessoas, as amizades e os amores. Daí você descobre o que é a dor mais funda de todas, o seu coração se esmigalha dentro do seu peito ao ver que aquela criancinha a quem você tentou educar com todo o amor e carinho está se sentindo sozinha e abandonada. E por mais que você insista para ela se aconchegar no seu colo, o que funcionava há 10, 15 anos atrás, não funciona mais.
O pior de tudo é que você sabe que o que ele/a quer é exatamente o que você quer para ele/a: que ele/a seja feliz! Só isso. Será que é pedir muito, meu deus do céu??
Por que tem que ser tão difícil assim conquistar essa felicidade? Ou será que a felicidade é “brinquedo que não tem”, como diz a letra daquela música? E, se não tiver mesmo, como continuar vivendo e buscando essa utopia?
Como educar uma criatura assim tão complexa, tão adulta, tão cheia de problemas, tão infeliz?

Ainda bem que eu tenho Fé. E a minha Fé me diz que eu não estou sozinha nessa tarefa. Minha filha tem o seu Anjo da Guarda, que a protege e inspira em todos os momentos e que é a única “pessoa” que pode ajudá-la, muito melhor do que eu mesma. 
Para ilustrar, este link: 

terça-feira, abril 08, 2014

Emprego

Esse negócio de fazer aniversário todos os anos é uma coisa engraçada. Por um lado, fazer aniversário é bom, tem festa e tal. As pessoas te beijam, te abraçam, ou, no mínimo, deixam uma mensagem fofa na sua timeline no facebook.

Porém, tem um inconveniente: a cada ano que passa a gente fica mais velho/a. E isso traz rugas, falta de reflexos, de agilidade, de disposição, dores estranhas em lugares mais estranhos ainda, cabelos brancos, falta de paciência, etc, etc, etc.  Porém, o passar dos anos traz também experiência, em alguns casos, até sabedoria (nem todos).

O negócio é o seguinte: o emprego nosso de cada dia.... Dei todas essas voltas para finamente chegar ao ponto. Tem muita gente que odeia a segunda-feira e ama a sexta. Isso deve ser reflexo da relação que elas mantêm com o trabalho / emprego.

Para muita gente, trabalhar é um sacrifício, E não deixa de ser, mesmo. A gente tem que cumprir horários, e, pior, ordens. Algumas vezes até concordamos com as ordens, mas nem todas. E ainda assim, é o chefe, então é melhor cumprir. Tem até um ditado que diz: "manda quem pode, obedece quem tem juízo". Por aí vai.

A minha amiga Cris Alcântara postou um vídeo de animação que ganhou um prêmio em um festival em Berlim:


É forte, apesar das imagens "fofas".

É cáustico, sagaz, crítico. É bacana. Mas não sei se concordo com a mensagem final.

Ainda que o trabalho seja tudo isso, o trabalho é também a maneira com que a sociedade capitalista em que vivemos nos permite progredir. Progredir em todos os sentidos: material e aé espiritual. Com as mãos ocupadas, com a mente ocupada, a gente constrói um monte de coisas boas, cada um no seu quadrado.

Então, acho que o autor do vídeo exagerou um pouco. Toda generalização é, no mínimo, perigosa. Ainda que tenha gente que se comporta dessa forma com relação ao trabalho, ao emprego, eu me lembro muito bem das segundas-feiras quando eu estava desempregada e ficava observando os carros saindo da garagem do prédio onde eu morava para irem ao trabalho. E eu não tinha para onde ir. Nunca me senti tão triste, tão improdutiva, tão infeliz.

Portanto, você que lê este texto e que viu o filminho, encontre uma maneira de ser feliz hoje, não fique adiando a sua felicidade. Identifique o que te faz feliz e dê um jeito de encaixar isso no seu cotidiano, para não se tornar um "capacho" qualquer. Eu, por exemplo, canto no meu querido coral do clube desde o ano passado, faço aulas de hidroginástica há 10 anos e faço trabalho voluntário aos sábados de manhã. É pouco? P/ mim, por enquanto, é o suficiente. Essas atividades me dão felicidade e equilíbrio para enfrentar o resto,

Essa minha "sabedoria", esse meu modo de encarar a vida, a realidade, só chegou mesmo depois do passar de vários anos. Houve um tempo em que eu também me revoltei contra o "sistema" - mas hoje enxergo as coisas de outra perspectiva. Acredito que estamos neste mundo para crescer, para evoluir. E acredito que o trabalho (qualquer que seja ele) nos ajuda nessa tarefa.

segunda-feira, fevereiro 24, 2014

Como recuperar a confiança no relacionamento



99% dos novos visitantes aqui do "Consulta Sentimental" chegam aqui ou porque traíram e se arrependeram, ou porque foram traídos (mais raro) ou porque estão prestes a trair e estão com dúvidas sobre o que fazer.

Eu já falei tantoooo sobre o assunto e então vou colocar todos os links aqui p/ ajudar essas pessoas.

Não tenha preguiça de ler. Certas partes vão te ajudar:

Confiança se recupera?
Confianca, erro, arrependimento, castigo
Mais sobre o mesmo
A mardita pinga
Post triplo ainda sobre a tal da confiança...
Se todo o blog pudesse ser resumido....
Desistir, resistir e insistir
Quem traiu quem?



sexta-feira, janeiro 24, 2014

Traí... e agora?


Impressionante... o meu post mais lido de todos os tempos atrai um monte de gente aqui para o blog que está sofrendo porque traiu. Quem dera existisse um reloginho que fizesse o tempo voltar, não é mesmo?? Só que esse reloginho não existe.

Mas existe a nossa consciência. E a gente deixa de seguir o que ela nos mostra tão claramente.... E depois a gente se arrepende.

O melhor é pensar antes. No Vigiantes do Peso também nos ensinam a pensar antes (de comer, no caso). Mas quando a gente deixa o impulso dirigir os nossos atos, estamos dando lugar ao nosso lado "animal", ao "instinto" e isso não é legal....

Em geral, quando a gente "trai", nosso pior algoz é a nossa própria consciência, que nos condena por termos agido de forma egoísta, sem pensar nos sentimentos de quem nos ama. Daí a gente sofre e fica com aquela sensação de arrependimento. Se você quer reconquistar o seu marido (ou mulher), minha querida (ou meu querido), vai ter que trabalhar para isso. 

A lição é aquela básica: não fazer ao outro o que não gostaríamos que o outro fizesse para nós. Por que será que está demorando tanto tempo pra gente entender isso?? 

Já falei muitas vezes sobre esse assunto aqui no blog, mas parece que é preciso sempre voltar ao tema... sempre cai alguém aqui de paraquedas, perdidinho, sem saber o que fazer. 

Você vai ter que começar tudo de novo, do zero, e terá que provar o seu amor verdadeiro ao seu parceiro, ou parceira. Como você vai fazer isso? Não sei. Quem sabe não é melhor você prestar atenção no que diz a sua consciência, desta vez?? 

Ah, sim! Muito importante: não esqueça de ser o primeiro a se perdoar pela sua fraqueza. Saiba que todos nós erramos, sem exceção. 

Boa sorte!! 




terça-feira, janeiro 07, 2014

Filhos, filhos....



Poema Enjoadinho
Vinícius de Moraes

Filhos...  Filhos?
Melhor não tê-los!
Mas se não os temos
Como sabê-lo?
Se não os temos
Que de consulta
Quanto silêncio
Como os queremos!
Banho de mar
Diz que é um porrete...
Cônjuge voa
Transpõe o espaço
Engole água
Fica salgada
Se iodifica
Depois, que boa
Que morenaço
Que a esposa fica!
Resultado: filho.
E então começa
A aporrinhação:
Cocô está branco
Cocô está preto
Bebe amoníaco
Comeu botão.
Filhos?  Filhos
Melhor não tê-los
Noites de insônia
Cãs prematuras
Prantos convulsos
Meu Deus, salvai-o!
Filhos são o demo
Melhor não tê-los...
Mas se não os temos
Como sabê-los?
Como saber
Que macieza
Nos seus cabelos
Que cheiro morno
Na sua carne
Que gosto doce
Na sua boca!
Chupam gilete
Bebem shampoo
Ateiam fogo
No quarteirão
Porém, que coisa
Que coisa louca
Que coisa linda
Que os filhos são!

O texto acima foi extraído do livro "Antologia Poética", Editora do Autor - Rio de Janeiro, 1960, pág. 195.


"Vossos filhos não são vossos filhos. São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma.

"Vossos filhos não são vossos filhos.
São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma.
Vêm através de vós, mas não de vós.
E embora vivam convosco, não vos pertencem.
Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos,
Porque eles têm seus próprios pensamentos.
Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas;
Pois suas almas moram na mansão do amanhã,
Que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho.
Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis fazê-los como vós,
Porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados.
Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas.
O arqueiro mira o alvo na senda do infinito e vos estica com toda a sua força
Para que suas flechas se projetem, rápidas e para longe.
Que vosso encurvamento na mão do arqueiro seja vossa alegria:
Pois assim como ele ama a flecha que voa,
Ama também o arco que permanece estável.
(Gibran Khalil Gibran)

Dois poemas que eu amo muito. 

Eu sempre quis ser mãe. Mais do que isso. Sempre tive certeza de que seria mãe. Se eu ia casar ou não para mim era um mero detalhe. Isso na ingenuidade dos meus 15 anos... Eu queria mesmo era ter uns dez filhos. Mas a vida me deu apenas dois. 
E uma neta. Já estou no lucro... 
Como é bom ter sempre uma criança por perto! 
Uma criança alegra todo Natal. 
Uma criança justifica o fato de ir ao cinema assistir desenho animado. 
Uma criança ilumina o seu dia com o riso fácil dela. 
Mas (e sempre tem um "mas"...) as crianças crescem e viram adultos. 
Isso não quer dizer que seja uma perda... ao contrário, 
De filhos, essas criaturas passam a ser companheiros de jornada neste nosso querido e doido Planeta Terra. E aí, como aconselha Khalil Gibran, a gente precisa arremessá-los, tais como flechas, para que eles atinjam seus objetivos, seus alvos... 

E assim, a Biba partiu para a África. Lá se foi a minha bebê Marjorie (21)... mergulhar em um mundo novo, cheio de desafios, de novidades, de aventuras... Deixou o namorado, a casa, a família, o aconchego do carro 100% do tempo à disposição dela para andar de van e de trem em terras africanas. Chorou na separação... Mas ela se aventurou... a casa onde ela está hospedada nem telefone tem, quanto mais Internet... Ela orme na pate de baixo de um dos dois beliches. Suas companheiras são do Canadá, EUA e Austrália, principalmente. Todas tem o inglês como língua materna... e ela sente dificuldade de entender tudo o que se fala.. "elas falam muito depressa"! 

E a mãe aqui "surtou" com a falta de notícias sobre a chegada dela na Cidade do Cabo. Até o Consulado Brasileiro em Cape Town eu mobilizei, Eles responderam meu e-mail hoje. Mas ontem mesmo ela conseguiu se comunicar com a gente. Me chamou de "louca", me mandou apagar posts desesperados no Facebook (obedeci) e conversou com a gente pelo Whatsapp. Voz feliz, animada, cheia de novidades pra contar. 

Hoje, ela contou que conheceu as criancinhas - não é um orfanato, como pensamos de início, mas uma creche. Em um bairro parecido com a nossa "favela". Hoje, ela ficou na classe de crianças de 2 a 3 anos. Vai mandar foto em breve. Vai ficar lá até o dia 30/1. Depois, a aventura continua mais 15 dias, com a sogra, que mora em Moçambique. 

Como é bom ver os nossos filhos trilharem o caminho que escolheram! 

Não tem como explicar - nem a aflição de não ter notícias, nem a felicidade de vê-los crescer.... 

Eu só tenho mesmo a agradecer. Agradeço por ter sido a "ponte" a permitir a aventura da minha filhinha aqui no Planeta Terra. Agradeço pela viagem segura que ele fez (e está fazendo). Agradeço pela coragem que ela tem de buscar o que quer e acredita. Agradeço pelas respostas que obtive aos meus emails desesperados. Agradeço muito a Deus e ao Universo (que para mim são a mesma coisa). 

Agradeço pela possibilidade de aprender a ser "Mãe" - assim como os poetas disseram. 

Obrigada!