quinta-feira, agosto 11, 2016

Os nossos ídolos

Há um tempo atrás, eu percebi que se fosse deixar as coisas como estavam, eu só ia gostar de artistas do "passado", do "meu tempo"! Mas decidi que não tem essa de meu tempo... Meu tempo é agora, como já disse alguém. E decidi pesquisar, entre os artistas mais moderninhos, de quem eu gostava. Foi quando me apaixonei pelo Paralamas (sim, faz um tempinho, isso).
E tem uma música deles, que também não é nova, que eu adoro e que tem tudo a ver com este blog. Por isso, coloco aqui pra você ouvir também.

Hoje, tem a Zaz, que eu adoro também. Mas preciso pesquisar de novo quem serão meus novos ídolos... Para isso, vou precisar da ajuda da minha filha. É um exercício constante de renovação.... Aos 58 anos, a tendência é a gente se apegar aos sons e emoções do passado, mas não pode. É preciso se renovar, se reinventar.... Como diz e aconselha a minha xará e querida amiga Silvia Furgler....

Palavras duras em voz de veludo....


sábado, julho 30, 2016

Fazendo as próprias regras

Estamos vivendo tempos muito interessantes. Eu, principalmente. É absolutamente delicioso não ter mais patrão nem horário a cumprir. É absolutamente perfeito fazer só o que dá na telha, na hora em que a gente bem entende.

Acabei de fazer um post no meu blog de saúde cardíaca, que seria o blog "sério" (este aqui o de soltar a franga!) Estou descobrindo agora que adoro bagunçar tudo, adoro fazer minhas próprias regras, adoro não ter que cumprir nenhuma agenda, nenhum manual de redação, adoro não ter de seguir nenhuma das lições que aprendi na faculdade.

Escrever é o que me move neste mundo. Mas quero escrever do meu jeito, no meu ritmo e na hora em que eu quiser.

Não tenho que contentar ninguém, não preciso aprovar o que eu escrevo com ninguém, não tenho que pedir por favor e nem que mudar uma palavrinha ou outra por implicância de alguém. A sensação de liberdade é absolutamente maravilhosa! As palavras fluem, pulam para fora da minha cabeça e vão criando sua dinâmica e sua dança no papel, no teclado, na tela... onde for. Liberdade não tem preço.

Tudo bem que também não estou recebendo nada pelo meu "trabalho", mas são os ossos do ofício. No momento, é assim, Silvia. Escreva, Silvia, escreva. Quem sabe você não será um caso como o do Van Gogh, só reconhecido depois que morreu? Pode ser, né?

Quando eu estava na faculdade, imaginei que teria um bom emprego, ganharia um bom salário, CDF que eu era. Mas quis a vida que não fosse assim. Quando tive que escolher entre a vida particular e a carreira, escolhi a vida, sem pestanejar. Eu tinha um bebê de nove meses esperando por mim em casa. E não me arrependo dessa escolha. Felizmente, hoje ninguém precisa mais fazer esse tipo de escolha. Nem jornalismo quase não existe mais. Qualquer pessoa pode hoje "produzir conteúdo", seja escrevendo, fotografando, em vídeo, seja o que for.

Se a qualidade do que se produz é questionável, aí é outra história. Mas o "poder" é de todos. Isso mudou tanto de alguns anos para cá! E eu gosto de assistir ao espetáculo. A indústria cultural treme nas bases. E isso é altamente estimulante.

Criei meu blog Clube do Coração pensando que conseguiria monetizá-lo rapidamente. Mas ele já está prestes a completar um ano e ainda não consegui esse objetivo. No entanto, me sinto cada vez mais solta e livre para fazer as coisas do meu jeito. O problema é que talvez o meu jeito não agrade as massas. E aí, não tem muito o que fazer. A minha única certeza é que nem assim eu vou parar. Tem um impulso interno que me move a escrever e vou continuar a fazer isso até quando as minhas forças vitais o permitirem.

Enquanto isso, vou criando projetos, tendo ideias e sentindo a criatividade fervilhar.

Muito boa esta fase! Obrigada, Deus / Universo! É muito bem me sentir viva.

Quero recomendar a leitura de uma apostila muito bacana, de autoria da Dra. Gudrun Burkhard, médica antroposófica fundadora da Clínica Tobias e da Weleda. Este texto me foi recomendado há mais de 20 anos pelo Cidão, baterista da Traditional Jazz band (a banda foi minha cliente de assessoria de imprensa nos anos 80) e tem me acompanhado no decorrer das várias fases da minha vida. Sempre trazendo uma luz, uma interpretação diferente daquilo que estou vivendo nos diferentes momentos da vida. Tem também um vídeo bacaninha dela (3 minutos) aqui neste link:


Espero que seja útil para quem "caiu" aqui sem querer.


terça-feira, julho 26, 2016

Dia dos avós

Quando meus avós eram vivos, esse dia de hoje não era muito popular. Nunca prestei uma homenagem decente a eles.

Principalmente ao meu vovô Norberto, pai da minha mãe, que morreu no meio da aula de auto-escola (ele era o instrutor), quando eu tinha seis anos. Não me falaram nada e eu nem fui ao enterro dele.
Fiquei sabendo depois e me senti traída.

Meu vovô Norberto gostava de tocar violão (meu tio Leônidas herdou o gosto dele). E eu morria de vontade de cantar com ele, mas morria mais ainda de vergonha. Conclusão: não cantava, ficava muda. Ele queria que eu cantasse "Dominique", música que estava na moda naquela época.



Hoje eu canto em um coral e espero que ele se orgulhe de mim. Eu não lembro mais nada dele, a não ser essa breve passagem.

Também conheço as cartas de amor que ele escreveu para a vovó Irene. Tão romântico!

A vovó Ene (Irene) era um doce, um amor de pessoa. Eu adorava os bifes acebolados que ela fazia em uma frigideira toda furadinha. Tenho muitas saudades. Nas férias, eu sempre passava uns dias lá com ela. Eu dormia com ela na cama de casal (o vovô já tinha morrido). Ela me emprestava um roupão quentinho de lã, xadrez. A comida dela era a melhor comida de todo o mundo. Ela era paciente, tranquila, pode ser que eu a tenha visto triste, mas nunca brava. Ela cuidou do meu primo, Rogério, desde pequenininho. Mas nessa época, acho que eu já estava casada, ou tinha uma vida muito corrida e pouco a visitei. Netos/as, visitem mais os seus avós enquanto ainda é tempo.

Do vovô Mário, o que falar?? Ele foi tão presente na minha vida.... Contava histórias, colhia uma flor chamada brinco de princesa para colocar no meu cabelo e eu me sentia assim uma verdadeira princesa. Inventava brincadeiras, comidas italianas para se fazer no Natal. Eu me lembro que sentava no colo dele e ficava perguntando porque Deus não tinha me dado um par de olhos tão azuis quanto os dele... Sempre foi muito carinhoso e dedicado à minha avó Flora.

Vovó Flora escreveu um livro, que finalmente consegui lançar, mas só depois que ela não habitava mais aqui o nosso planetinha. Nunca me esqueci quando ela costurou roupinhas novas para todas as minhas bonecas (eu tinha um monte... filha única, né?? Sabe como é...) certa vez, em um Natal.

Vovó Flora era brava e briguenta, implicante. Mas me amava e eu a amava também, muito. Era tudo para o meu bem, embora me parecesse uma chateação, na época. Quer um exemplo? Andar descalça era proibido. Quando lavava a cabeça, tinha que por uma toalha de rosto no ombro, por causa da friagem. Quem pulava a janela virava ladrão... E por aí vai.... Mas ela era a única que coava o feijão para eu comer, porque eu não gostava daqueles grãozinhos. Sim, eu era mimada. Muito mimada. Esse tratamento não serviu muito bem para me preparar para o mundo aqui fora, mas hoje, quando eu olho pra trás, sinto enormes saudades da vovó Flora e das suas manias.

Hoje eu sou a avó. Procuro ser uma boa avó. Amo a minha neta de um tanto, que não dá nem pra explicar. Escrevi várias cartinhas pra ela, desde antes dela nascer. Estão aqui neste blog, inclusive.

E assim vai indo a vida. Um dia a gente é neta. Piscou, e já é avó.

Passa tudo muito rápido. Como diz o magnífico Herbert Viana: "O trem da juventude é veloz, quando foi olhar já passou!"

Portanto. você aí, mexa-se. Se seus avós são vivos, desligue a novela e ligue pra eles agora mesmo.

Se já partiram, faça uma oração, que eles ouvirão. E certamente estarão esperando por você do lado de lá. Com um bolinho de chuva, um agasalho para o caso de estar meio gelado do lado de lá. Uma história de antigamente. E um abraço apertado.

É isso. Feliz dia dos avós pra todo mundo.




terça-feira, julho 12, 2016

Dinheiro, felicidade, trabalho...

Quem trabalha muito ganha muito dinheiro? Quem trabalha pouco ganha pouco dinheiro? Quem estudou muito ganha muito dinheiro? Quem era bom aluno é um profissional bem remunerado?
Nada disso. O mundo mudou de um jeito que as pessoas da minha geração (tenho 58 anos) estão atônitas, perplexas, sem entender muito bem onde estamos e aonde o futuro nos levará.

Por um lado, há um monte de gente vendendo treinamentos online que prometem mundos e fundos. Principalmente fundos. Você pode se tornar rico "só" aprendendo a usar bem o seu poder interior, a lei da atração, o segredo.... Tá... Mas são eles próprios que estão ficando (muito) ricos!

Aí entra também o lado espiritual... Quem disse que o dinheiro traz a felicidade?? E se o meu propósito de vida for outro?? E se o que eu quero mesmo é "salvar o planeta"? Que nem diz esta moça aqui:



Escreva no Google "como viver sem dinheiro" e aparecerão inúmeras histórias muito interessantes de gente que largou tudo e que se diz muito feliz.

Então....

Eu ando pensando muito nisso... a gente falava, lá no começo dos anos 80, que agora estaríamos trabalhando muito menos, porque as máquinas substituiriam a gente no serviço braçal e coisa e tal... haveria tempo para o delicioso "ócio criativo", mas nada disso é verdade hoje.... 

Até fiz um trabalho na faculdade sobre o Domenico De Masi e suas teorias tão interessantes... Pesquisei bastante mas não consegui descobrir de que ano é a primeira edição do livro dele... Enfim, não importa. O que importa é que quem ainda trabalha com horário e patrão é cada vez mais explorado, isso quando não adoece de tanto trabalhar e de tanta tortura psicológica que há no ambiente corporativo. 

Recentemente, muita gente compartilhou a fábula da formiga que trabalhava feliz e que acaba sendo demitida, por estar desmotivada, no final da triste, verdadeira e longa história. 

Então não sei não, mas acho que estamos no meio de uma transição muito interessante. Pra que dinheiro?? Ou pra que tanto dinheiro?? Nossa, estou em crise.... O que leva ao outro post que compartilhei hoje. E pensar que este link leva a uma página de uma instituição bancária!  

Tá tudo muito louco.... O jeito é escrever no blog, para tentar organizar as ideias em torno deste tema. Minha amiga Monica Miglio e eu temos conversado sobre o trabalho e a felicidade, ultimamente. 

Ele está fazendo um curso online sobre "trabalhar com propósito" e me fez a seguinte pergunta: "O que você faz tão bem, sem grande esforço e à vontade?"

Eu amo escrever. Escrevo sem precisar, sem necessidade, sem esforço. Mas ainda não consegui ganhar dinheiro escrevendo sobre o que eu bem entender, como faço aqui no blog, desde 2003. No entanto, não paro... Continuo a escrever. Escrever para mim é como respirar. É como o coração bater - não dá p/ parar. Mas talvez o que eu escreva aqui não seja assim tão "interessante" para a maioria das pessoas, como são, por exemplo, os livros do Paulo Coelho, de quem eu, particularmente, não gosto. Pode ser despeito, sim, pode ser.... Ele vende milhões de livros, em milhões de línguas e eu só escrevo aqui para três ou quatro pessoas. 

Então é isso: todas as questões têm tantos ângulos e lados que eu só tenho mesmo são incertezas e dúvidas e isso, definitivamente, não dá ibope. E muito menos dinheiro! 

quinta-feira, junho 30, 2016

Vídeo bacaninha

https://www.facebook.com/video.php?v=10155732326790584

Veja este vídeo bem bacaninha, tudo a ver com o blog!!!
Eu guardei aqui para saber os desdobramentos da história, mas não consegui saber - se alguém souber, por favor, me diga se ela está namorando.

Mais uma consulta sentimental


De vez em quando, algumas pessoas me procuram aqui no blog para que eu dê algum conselho sentimental, o que faço de bom grado. Foi o que fez o G. recentemente:

Minha situação é a seguinte: eu e minha namorada brigamos há um tempo atrás, porque ela estava com amizade com um cara e eu não gostava... Sabe, não é que eu queria escolher as amizades dela... é que eu via que as intenções dele não eram só de amigo... Até que então ele assumiu que queria algo a mais com ela... Ali a gente discutiu e tals, mas nos entendemos. 

Passou o tempo e na semana passada peguei o celular dela e vi um print de uma conversa dela com esse cara. Lá ele estava dando em cima dela, e ela deu fora nele, sabe? Falou que nunca ia ter nada com ele.... Então fui ver o motivo do print e vi que ela tinha enviado ele pra uma amiga... Na conversa, ela perguntava pra amiga: "se estivesse em minha situação, você ficaria com ele?" 

Sabe, isso doeu muito... Aí, mais pra frente, após a amiga dizer que ela não deveria fazer isso, ela disse "eh acho q o q a gente quer ter não podemos ter".

Depois disso, tivemos uma discussão e ela me explicou tudo... Eu entendi o lado dela... Ela me disse que nunca me trairia e que me ama... Que quer se casar comigo.... Assumiu o seu erro...e jurou q nunca mais ia conversar com esse cara.


Agora você sabe a minha situação... Eu acreditei sim em tudo q ela disse, mas não consigo ter a mesma confiança de antes.... O que eu devo ou devia ter feito?

Respondi assim:

G., 

Um relacionamento é feito mesmo de altos e baixos. Não existe mar de rosas e nem a felicidade perfeita. 
Cabe a você ter uma conversa bem franca com ela, explicar como você está se sentindo. 
E meu conselho é: perdoar! 
Perdoar quer dizer zerar tudo e começar de novo. Não é todo dia que a gente encontra uma pessoa que nos ama e que a gente ama também. Invista na sua relação com ela. 
Tenho certeza que vai dar tudo certo e que vocês serão muito felizes! 

Boa sorte!!!

domingo, maio 29, 2016

Sobre a morte


Ontem morreu um senhor na Seara Bendita, o lugar onde eu trabalho todos os sábados de manhã.
E morreu anteontem a mãe de uma amiga minha, também em casa, sem que estivesse doente antes. Que mortes mais desejáveis, meu Deus!
Peço a Deus, todos os dias, para morrer de um jeito parecido, sem dar trabalho para ninguém. Sem experimentar a decrepitude da velhice, a deterioração das faculdades mentais e a decadência das funções vitais do organismo.
Pode falar o que quiser... mas eu não tenho o menor medo da morte. Tenho medo, isso sim, da vida por um fio, da vida fora de controle, da vida vegetativa. Deve ser muito pior do que a própria morte. Porque passar pro lado de lá todos nós vamos, mais cedo ou mais tarde.
Claro que eu compreendo que isso está totalmente fora do nosso controle. Nós, pobres mortais, queremos controlar tudo... a vida e a morte. Mas somos incapazes de controlar ambas. E quando a gente procura fazer isso, criamos um débito gigante perante a Justiça Divina. Então, eu me submeto e me submeterei ao que tiver que acontecer comigo. Mas, Deus Pai, por favor, me leve embora de um jeito bacana, please. Obrigada.

quarta-feira, maio 25, 2016

Vai dar tudo certo!

Tem dias em que a gente simplesmente sente que tudo vai dar certo. A gente sente uma certeza interior muito forte de que a colheita chegará no momento certo, que nem sempre é o momento idealizado por nós.
Você pega se pensando que o mundo é bom, bonito, todo dia tem um sol, um céu, uma luz, que o Criador coloca no nosso caminho, na nossa vida para nos lembrarmos de quem somos de verdade. Estamos aqui para nos dar as mãos uns aos outros, para crescermos, evoluirmos juntos, unidos. Só isso.
Quando a gente tem essa epifania de compreender isso, parece que tudo fica mais leve, mais fácil, mais luminoso, mais alegre, mais quente e o mundo se torna um lugar menos inóspito.
Tudo vai dar certo.
No momento em que tiver que dar certo.
As pessoas vão se entender, vão criar coisas, vão ter de ser mais criativas.
Essa economia colaborativa é o máximo e eu estou muito engajada na ideia do compre do pequeno, saia da sua redoma de vidro e rompa as barreiras que te cercam.
Faça o que seu coração pede para que você faça.
Não adie mais os seus sonhos... você não sabe o que vai acontecer amanhã.
O dia é hoje e a hora é agora.
Acredite em Deus, mas acredite sobretudo em você, no seu potencial como filho d"Ele e irmão de Jesus. Já pensou, que família bacana a sua, hein?? E a minha também, a de todo mundo.
Você pode tudo. É só querer e acreditar.
Fala-se muito de Fé, pra lá e pra cá, mas a fé mais verdadeira, mais poderosa, é em nós mesmos. No que podemos e devemos fazer, sentir, pensar, escolher.
Vida, vida pulsando, junto com a batida do seu coração. Se o seu coração nunca se cansa de bater, por que você se cansaria?
Quando a gente sente isso, deve ser o nosso Anjo da Guarda, mentor, seja lá o nome que você queira dar. Ele nos sopra pensamentos bons, nos inspira a fazer o Bem, e isso dá uma baita felicidade. Quando a gente deseja, de coração, a felicidade do outro é quando a gente alcança a nossa própria felicidade.
Vá em frente, não desista, persista, lute, dê o próximo passo, saia da inércia, mexa-se.
Vamulá.

quinta-feira, maio 12, 2016

Conveniência


Você pode tudo. Mas nem tudo convém. Escolher as atitudes certas, as palavras certas e até os desejos certos é uma arte. Ser conveniente é um desafio.

Hoje de manhã, quando entrei no vestiário feminino do clube, me deparei com um menino grande. Eu precisava tirar a roupa para tomar banho e aguardei que ele saísse com a mãe. Como a coisa ficou demorada, perguntei:
- Desculpe, mas qual é a idade dele?
- Sete anos, ela respondeu.
- Então ele não deveria estar aqui, retruquei.
- Por que? Te incomoda?
- Muito.

Assim, ela pediu para ele sair e esperar lá fora.

Eu, não satisfeita, perguntei:
- E a você? Não incomoda que ele veja uma velhinha pelada?

Ela começou com um papo furado de liberdade, de vergonha do corpo e tal. Então, mostrei a placa bem visível na porta do vestiário, onde se lê que só podem entrar meninos de até 6 anos.

O que está mãe está ensinando ao filho? O desrespeito às regras. Lamentável. Ou seja, poder entrar lá com o filho, ela pode. Mas está sendo inconveniente! Fazendo o que não convém.


A placa da loja de conveniência me inspirou a contar esta história. Ah, se existisse um pacotinho de “conveniência” que a gente pudesse distribuir a algumas pessoas! 

quinta-feira, maio 05, 2016

Nem tudo são flores no Dia das Mães


No segundo domingo de maio, celebra-se o Dia das Mães, uma das datas mais comemoradas e que mais movimentam o comércio no Brasil. Isso é conhecido de todos.

O que muitos desconhecem é que ao mesmo tempo em que existem mães e filhos felizes, com festas, abraços e presentes, há uma multidão de pessoas tristes e saudosas com a data e que se sentem machucadas com a lembrança.
Segundo Carlos Correia, voluntário do CVV, entidade que oferece gratuitamente apoio emocional e prevenção do suicídio em todo o país, o Dia das Mães, ao lado de outras datas festivas, é uma das épocas do ano com grande procura pelo atendimento. “Existem mães que perderam seus filhos, abandonaram seus filhos ou os viram se perder nos vícios. Há os filhos que foram abandonados, que abandonaram as mães ou as perderam recentemente, sem falar na síndrome do ninho vazio”, comenta Carlos.
São infinitas histórias. Algumas pessoas lidam bem com elas, outras nem tanto. “Ficar triste é natural e comum a todos. Porém, alguns se afundam nessas emoções e ao ouvirem menções que lembrem o Dia das Mães, ficam vulneráveis e emocionalmente instáveis”, completa o voluntário.
É importante não deixar de comemorar a data por conta desses casos, mas respeitar e entender que nem todos querem compartilhar esse ânimo e merecem demonstrações claras de apoio e compreensão. Carlos explica que, além de toda a carga emocional já existente, a percepção de que ninguém entende sua dor leva à sensação de solidão e exclusão, o que só piora o quadro.
O CVV está disponível 24 horas por dia, inclusive nos domingos e feriados, pelo telefone 141 ou pela internet (www.cvv.org.br) para atendimento via chat, e-mail ou Skype.
(Fonte: assessoria de imprensa do CVV)