segunda-feira, novembro 12, 2018

Tudo passa!


Quando você estiver com um problema de difícil solução, ou estiver triste, desesperado, infeliz... Lembre-se disso: nesta vida, tudo passa. O Tempo pode ser o nosso cruel inimigo, mas ele também cura todos os males. O Tempo pode ser nosso grande aliado.

Como passar pelas turbulências da vida?? A fé ajuda muito. Se você acredita em Algo maior, que todos somos Um, que existe uma inteligência superior, fica mais fácil atravessar os percalços da vida, sabendo que seu Pai Maior sempre olha por você. Muitas vezes, a solução não é a que desejamos inicialmente. Mas é a solução possível.

Quem somos nós, pobres seres humanos ignorantes, para saber o que é melhor para nós, não é mesmo? Quem acredita em Jesus, já rezou o Pai Nosso inúmeras vezes... "que seja feita a Tua vontade, Pai". Não se trata de conformismo, mas sim de aceitação do que a Vida nos reserva. Vamos receber essa dádiva com humildade, amor, gratidão. E assim o dia fica mais luminoso, o coração mais leve e a vida mais fácil de ser vivida.

Tudo nesta vida passa.

Inclusive aqueles momentos mais felizes, mais esplendorosamente alegres (como as festas de casamento, por exemplo), também passam. No dia a dia não tem tanta alegria esfuziante. E ainda assim precisamos viver. Precisamos seguir em frente, precisamos lutar pela sobrevivência neste nosso mundo material. Precisamos nos levantar da cama de manhã a acreditar que teremos um dia magnífico, o nosso HOJE! O dia é o agora. É aqui que estamos, aqui e agora. O melhor lugar do mundo!

É assim...

Então, nesta segunda-feira, olhe a vida com mais leveza e alegria e, se possível, mais fé.

Boa semana!

segunda-feira, novembro 05, 2018

Aflição, agonia, irritação...


Será que tudo isso acontece devido à nossa pouca fé?? Todos esses sentimentos rondaram o meu dia hoje. Quem acredita em Deus e em Jesus não deveria se deixar dominar por esses sentimentos tão sórdidos e negativos. Esse baixo astral. Sabemos muito bem que estamos aqui mergulhados nesse pobre planeta de expiação e provas, não nos lembramos das besteiras que já fizemos em nossas vidas passadas. As situações vão se apresentando diante de nós, as mais variadas, das mais tristes e desesperadoras, às mais felizes, alternando-se rapidamente, freneticamente. Muitas vezes, somos levados a tomar atitudes desvairadas e nos arrependemos depois.

Já falei antes sobre arrependimento aqui. Atire a primeira pedra quem nunca se arrependeu de nada. Duvido que exista tal pessoa.

Como escapar desse rolo compressor?? A gratidão é uma forma de tentar driblar esses sentimentos mesquinhos, vamos olhar pra tudo de ótimo que temos ao nosso redor e vamos começar a agradecer por tudo. Agradecer muito, sempre e sempre. Pelos cinco sentidos, pela luz que chega às nossas retinas, pelo sol, a lua, as estrelas, as árvores, a saúde e até a doença, que faz com que valorizemos ainda mais a saúde. O riso da criança, o perfume das flores, o cheiro do mar. As viagens, nossos pés que nos conduzem pelas caminhadas pelo quarteirão.

A lista é quase infinita. Vamos exercitar esse novo olhar, e as coisas começam a ficar mais leves, mais fluidas, as necessidades vão diminuindo, as aflições vão virando sentimentos bobos que podemos aposentar.... A agonia vai desaparecendo em meio às sensações suaves da gratidão que brota de dentro dos nossos corações. A irritação perde completamente a razão de ser.

A gente vai evoluindo bem devagarinho, mas vai.

Passamos a cultivar um olhar mais espiritualizado, valorizando bem menos as coisas materiais do que as imateriais. A idade tem disso também, quando aprendemos o bem envelhecer, o bem sofrer. Porque não tem só alegrias e felicidades na vida e o bacana é justamente aprender com a experiência a lidar com os momentos menos felizes. De que jeito?? Usando mais a nossa fé. Caramba... com um pai tão poderoso quanto Deus e um irmão tão amoroso quanto Jesus, a gente pode relaxar. Deitar a cabeça no travesseiro e esperar pela viagem astral que nos levará a caminhos que estejam na mesma sintonia da nossa alma.

Se você não acredita em Deus, não faz mal. Agradeça ao Universo, ao fato de estar vivo, aos seus pais, que te concederam a Vida.

Sejamos mais leves, tenhamos mais fé, pratiquemos mais a gratidão. Cultivemos o amor, a caridade. Experimentemos a alegria da caridade praticada no dia a dia, com o nosso próximo mais próximo, dentro de casa mesmo. O perdão... exercitemos mais o poder de perdoar sempre (e esquecer). Estaremos tão preocupados em encontrar motivos para agradecer, que os percalços da vida vão passando a segundo plano.

Ah, que mundo maravilhoso....

segunda-feira, outubro 01, 2018

Minha querida amiga Catarina



Durante uns dois anos, eu acho, trabalhei no centro de São Paulo, na assessoria de imprensa do Banespa. Ficava no 33 andar daquele edifício Altino Arantes, que é um dos cartões postais da cidade de São Paulo. Para chegar lá, precisávamos tomar dois elevadores.

Lá conheci a minha amiga Catarina. Nós nos identificamos na hora. Ela falava de vidas passadas. Não gostava de andar de metrô, só de ônibus. Almoçávamos juntas, fazíamos compras na 25 de Março, estávamos sempre juntas. Divulgávamos as exposições que aconteciam no Museu Banespa. Naquela época, a gente tinha que se revezar para usar o computador. Dá para imaginar uma coisa dessas? Ela me levou para fazer umas “vivências” em um tempo em que nem a meditação ainda era moda. Criamos o projeto da revista Universo, uma revista zen, que nunca saiu do papel, embora tenhamos nos dedicado muito a ela. Ela foi até minha madrinha de casamento. Ou seja, éramos muito próximas.

Mas como eu pouco parei nos meus empregos ao longo da vida profissional, nós nos distanciamos, dadas as contingências, mas nunca nos desligamos totalmente. Éramos amigas no Orkut e depois no Facebook. Ela sempre elogiou o meu jeito de escrever. Eu sempre admirei a sua capacidade, sua veia empreendedora, sua alegria, seu amor pelos animais e sua beleza também, ela sempre foi muito parecida com a Julia Roberts e ia conquistando fãs por onde passasse.

O engraçado é que quem vê de fora e observa hoje o seu merecidíssimo sucesso, pensa que ela é sortuda, e que a vida sempre foi fácil para ela. Ledo engano. Eu sei o quanto essa mulher poderosa e linda batalhou vida afora para chegar aonde chegou, por seu mérito, seu esforço, sua dedicação, sua inteligência e simpatia.

Minha amiga querida Catarina, eu soube do seu sucesso quando uma outra amiga (a Nadine), naquela época em que eu tinha escasquetado que faria o Coletivo de Conteúdo (que naufragou quando decidi ir morar em Portugal), veio me falar de você. Ela te elogiou, elogiou o seu trabalho, suas palestras e cursos. Fiquei muito orgulhosa de você.

- Ela é minha amiga! Declarei, com muita felicidade no meu coração.

O que eu quero dizer é que você merece. Você merece cada comentário, cada elogio, cada pessoa na audiência das suas palestras, cada “curtida” no Facebook e cada interação no LinkedIn.

Embora estejamos em fases muito diferentes da vida, eu estou aqui, na retaguarda, a te admirar, e a torcer por você e pelo seu sucesso. Só quero dizer que me lembro das suas belíssimas e delicadas cortinas de miçangas, me lembro do dia em que nos encontramos na Praça Benedito Calixto, me lembro da sua descolada grife São Chicquinho, e sei o quanto você ralou para ter este seu lugar ao sol hoje.

Sou uma das suas primeiras fãs e continuarei a ser, sempre. Fico feliz com as suas conquistas e com os seus voos, que, espero, sejam cada vez mais altos e peço a Deus (ou ao Universo) que derramem cada vez mais bênçãos na sua vida e no seu caminho.

I love you.

sexta-feira, setembro 28, 2018

Para não dizer que nunca falei de política


Por que a política não dá certo no Brasil
Eu acho que all you need is love, que é o slogan deste meu blog. Mas hoje, vou falar de política. Mesmo porque tudo de que o Brasil precisa é de amor. E nenhum dos candidatos a presidente fala em amor. Nenhum deles.

Também fui influenciada pela seguinte postagem no Facebook de um amigo: “No inferno os lugares mais quentes são reservados àqueles que escolheram a neutralidade em tempo de crise.” Homero para Dante Alighieri, em A Divina Comédia.

Como não quero ir para o inferno, embora não acredite que ele de fato exista (mas isso é tema para outro post), resolvi falar (ou escrever) sobre o meu ponto de vista, muito particular.

Estive a refletir nos últimos dias e vi que a política não dá certo no Brasil por vários motivos. Mas tem um que nunca vi ninguém falar. O brasileiro vota como se fosse um jogo, uma competição, e o seu desejo é “ganhar” – ele quer que o candidato dele ganhe. Por isso, não vota em quem ele acredita que será o melhor governante, mas em quem ele acha que tem mais chances de ganhar. E as pesquisas são perversas, nesse sentido. As pessoas votam em que está na frente nas pesquisas. Elas querem “ganhar” esse jogo eleitoral.

A maioria não busca conhecer as propostas dos candidatos, a maioria nem sabe o que é esquerda e direita. As propagandas (todas, sem exceção) são enganosas. E o povo sofre. Meu Deus, como sofre esse povo brasileiro! Como sofrem os miseráveis que circulam pelo centro de São Paulo. Como dói ver isso.

Quem teve a oportunidade de ter uma vivência curta que seja no exterior, sabe que a faxineira da academia tem carro e tem a mesma qualidade de vida dos frequentadores da academia. Estou usando o meu exemplo, de Portugal, país que tive a felicidade de conhecer de “dentro”. A faxineira, normalmente nascida na Europa Oriental, viaja nas férias, compra comida boa e barata no supermercado, compra roupa bonita e barata, come eventualmente em restaurantes, seus filhos estudam na mesma escola do prefeito (ou do presidente da câmara), tem acesso a boas condições de saúde e de educação.

Mas aqui? Meu Deus, são quilômetros ou anos-luz de distância da realidade de lá... Outro dia desci do ônibus no ponto errado com a minha mãe e passamos atrás da Estação da Luz. Vimos pessoas em condições abaixo da miséria vivendo na rua, dormindo no chão, com lixo do lado, alguns animais são muito mais bem tratados do que aquilo. Aquelas cenas me reviraram o estômago, me revoltaram, me entristeceram. É triste, muito triste, ver como a corrupção na política destruiu qualquer esperança de uma vida melhor para aquelas pessoas. Será que algum candidato a qualquer cargo eletivo passou por ali, algum dia, mas fora da bagunça da campanha?... Será que algum deles teve a chance de ver como a vida daquelas pessoas está a evaporar em meio à sujeira, à miséria, à pobreza extrema? Será que vai adiantar votar em fulano ou beltrano, nessas eleições?

Minha fé é pouca, para qualquer lado que eu olhe. Vejo oportunistas por todos os lados. Vejo gente falsa, dissimulada, discursos vazios e propostas nulas. Vejo propostas de ódio, extremistas de um lado e de outro... até quando, meu Deus do Céu, este nosso povo vai sofrer desse jeito? Será que a vida daquelas pessoas vai mudar, quer seja fulano ou beltrano que vença essas eleições?

Nos países em que o voto não é obrigatório, a coisa pública funciona muito melhor, porque os supostos candidatos precisam ainda convencer os eleitores a votarem. Juro, eu não queria mesmo votar. Tem algum candidato que defende que o voto não deveria ser obrigatório?

Eu tenho 60 anos. Nesse tempo todo, tenho certeza que se nossos políticos fossem minimamente honestos, teria dado tempo de alguém ter mudado a situação do Brasil, se não tivesse tido tanta roubalheira, tanta corrupção. Teria dado tempo de investir em saúde e em educação, para não precisar investir em segurança. Em um período de 20 anos, uma nova geração de jovens capazes de ajudar o combalido Brasil teria sido criada. Mas nada foi feito, ou melhor, tudo o que foi feito foi na direção errada. Triste, muito triste a situação desse nosso pobre Brasil.

segunda-feira, setembro 17, 2018

Propaganda

Isso de ser jornalista não acaba nunca, né? Está no sangue, na alma, no coração. 

Podemos trabalhar onde for, no que for, ou podemos já estar em plena aposentadoria, como é o meu caso, mas a mania de escrever e de fazer reportagens não "sara" nunca. 

Morei durante um ano em Portugal (no Algarve) e escrevi tudo sobre a minha experiência no livro "Destino Algarve". 

O livro está à venda apenas comigo. Quem tiver interesse ou souber de alguém que tem o desejo de morar em Portugal e que possa se interessar, por favor, faça o link. 

Para comprar, tem duas alternativas: ou na Amazon (e-book) ou diretamente comigo. 

Olha só o comentário da minha amiga Marinetti: 

Oi Silvia, tudo bem? Terminei de ler seu livro agora, ameeeiii!

Inspirador, leitura deliciosa, leve, muita coisa em comum, na infância, juventude...
Cheguei a sentir "ciúmes" de Portugal, achei que chegaria lá primeiro, há mais de 20 anos atrás...rs Ainda não perdi a esperança de também cruzar o oceano para o velho mundo...
Fiquei com gostinho de "quero mais" , tomara que a sua inspiração sirva para nos brindar com a continuidade dessa história linda!
Parabéns!!! Show!
Um beijo grande 

quarta-feira, maio 30, 2018

Adeus, titio!


Hoje o mundo fica mais silencioso. Meu tio Leônidas foi fazer suas batucadas e cantorias no céu, junto do vovô Norberto, da vovó Ene e da Madalena, que o antecederam nesta passagem para o mundo espiritual.
Nós nunca fomos muito próximos, mas eu gostava dele. Ele me deu um LP do Credence Clearwater Revival nos anos 60/70, por aí. Puxando pela memória, acho que foi ele que me deu o primeiro chiclé Ping Pong também. Solteirão, a gente achava que ele nunca ia se casar. Até que conheceu a Madalena e ela deu um rumo na vida dele. Nasceu o meu único primo, o Rogério, e a vovó Ene entrou em cena, para cuidar do netinho, porque a Madalena tinha problema de coração.
Meu tio adorava cantar, tocar violão e animar as festas. Os amigos o chamavam de Léo. Ele sabia cantar o Trem das Onze de trás para frente.
Por isso, hoje o céu ficará mais feliz com a chegada dele.
Que ele seja bem recebido, com festa, e que a família toda receba bênçãos de luz, de consolo, e de aceitação.
Sentir muito é só uma expressão vazia.
Eu queria estar pertinho da minha mãe, para abraçá-la e confortá-la. Mas as coisas não funcionam sempre como a gente quer, né?
Nossa tarefa é continuar a viver a nossa vida, fazendo sempre mais do que nos deixa felizes.
Vai, titio, vai deixar o céu mais alegre também.

sábado, maio 26, 2018

Mudança de vida


Quero deixar registrada aqui no meu blog a data de 24 de maio de 2018. Nesse dia, fomos a uma ótica aqui em Portimão, para o meu presente de aniversário, óculos novos. Pois bem. Há alguns dias, eu estava sentindo uma dor do lado direito da barriga, fígado. Há alguns anos, um exame de ultrassom descobriu que eu tinha gordura no fígado. Fiquei bem nervosa e decepcionada, pois eu estava em uma fase especialmente comportada, em termos de atividade física e alimentação. Não tinha muito o que melhorar. O médico me recomendou tomar vinho sem álcool, mas eu nem experimentei.

Bem, depois que chegamos aqui em Portugal, a gente se deslumbrou com o vinho de ótima qualidade e preço acessível, além de todas as comidas gostosas, como o pastel de nata, por exemplo. E o resultado foi desastroso. Engordei, claro.

Para resumir a história, o senhor da ótica que nos atendeu, quando o Guilherme disse que tínhamos comprado "peixinho" e estava na sacola (saco) do Continente. ele contou que só comia "peixinho", verduras, legumes e que, com essa alimentação, conseguiu ficar em ótima forma. Ele contou que chegou a pesar 150 quilos! Foi aí que caiu a minha ficha e que eu vi que tinha solução pra mim.

Decidi naquele mesmo instante mudar radicalmente a minha alimentação.

O que estou a fazer desde então? 

1) ioga e meditação todas as manhãs antes de tomar o pequeno almoço, por influência da minha querida mestra e amiga Catarina.
2) aveia todos os dias (porque vi um vídeo dizendo que é bom consumir aveia todos os dias e eu gosto, e substitui o pão)
3) cortei completamente as bebidas alcoólicas (todas)
4) muita água (e chá de cardo mariano, presenteado pela amiga "de infância" Solange)
5) eliminei o pão e os carboidratos todos (arroz branco, macarrão, bolachas, biscoitos, etc.) só como o biscoitinho de milho natureba e também vou comprar bolachas marinheiras, que o amigo da ótica também come.
6) eliminei completamente a carne vermelha
7) eliminei completamente os doces e o açúcar.
8) minha alimentação agora é baseada em tudo o que vem da terra: grãos, cereais, verduras, legumes e frutas. E iogurtes, que eu gosto. E chás de todos os tipos e sabores.

Meu peso hoje (na balança de banheiro velhinha que já tinha aqui no apto) está em 78kg. Todo mês, no dia 24, eu vou me pesar de novo e escrever aqui no blog.

Um longo caminho começa com apenas um passo, já disse alguém.

Vamos em frente. Motivação, energia e foco.

E hoje vai ter noite mexicana aqui em casa. E eu só vou beber água com limão.

quarta-feira, maio 02, 2018

Wedding Ana & Cid


Tive a imensa felicidade e a grande honra de ter sido convidada a ler um trecho do meu e-book Destino Algarve na cerimônia de casamento da Ana e do Cid.

Foi emocionante.

Estou muito grata! Gratidão, gratidão, gratidão.

Foi uma cerimônia incrível! Cada detalhe foi cuidado, pensado, tudo muito cool e elegante na simplicidade, do jeito que eu gosto. Fiquei feliz também com o reconhecimento da Luisa, que veio conversar comigo, com o namorado, o Antônio, e elogiou o meu texto. Bacana demais, Foi muito giro. Bué da fixe.



Resolvi postar os vídeos aqui para deixar registrado esse momento especial. Eu lendo, os inesperados aplausos e o tamanho da audiência. Foi mais fácil ler porque, exceto os noivos, eu não conhecia mais ninguém e nem ninguém me conhecia. Eu, a tímida disfarçada, até que me saí bem!



sexta-feira, abril 20, 2018

Onde é o lar?


Dedico esta canção à minha filha Marjorie Schibik. Por mais que a gente mude pra lá e pra cá, nunca se esqueça que você tem um lar aqui do nosso lado. Independente das coisas materiais que deixamos para trás, o que importa é que nosso coração estará sempre aberto pra te receber, em qualquer situação, em qualquer circunstância e em qualquer país. Obviamente o mesmo se aplica ao Tomás Schibik, mas ele já tem um lar bem estruturado e amoroso ao lado da Natália Tozi! O nosso lar é o lugar onde estão as pessoas que a gente ama, nem que não seja propriamente um "lugar físico". E tenho certeza que muitos dos meus novos amigos de infância, aqui de Portimão, identificam-se com o que estou a dizer. Meu desejo hoje é de uma luminosa sexta-feira a todos, daqui e de lá. A quem está longe de casa e a quem está perto do coração.

domingo, março 25, 2018

Porque não posso mais ser sua amiga



Oi, Carla Pontes, tudo bem?

Fui toda feliz e contente nesta tarde ver o seu concerto de voz & acordeão, acompanhada pelo talentoso Gonçalo Pescada, no Convento São José, em Lagoa, no primeiro horário.
Agora, enquanto derramo essas palavras aqui no computador, você deve estar concentrada para entrar no palco pela segunda vez. E enfeitiçar o público de novo. Assim como fez comigo.
Quando cheguei ao teatro (ex-igreja?), os lugares estavam todos ocupados e tive que me contentar em sentar na última fila. Justo eu, que sempre gostei de sentar na primeira.
Mas mesmo lá longe a sua mágica me alcançou, me atingiu em cheio. Imagino o que você não deve ter feito com aquelas pessoas que estavam bem pertinho de você.
Quando você entrou no palco, com seu vestido encarnado, pura emoção, já entendi que aquela apresentação seria especial.
O encarnado cintilante do seu vestido simbolizou todo o amor com que você impregnou aquele ambiente. Dizer que sua voz é angelical seria permanecer no lugar-comum.
Fui ver uma amiga cantar. Mas o que vi foi uma diva, uma deusa, uma fada. Sua voz preencheu cada espaço vazio, cada coração. O repertório traçou uma trajetória em que só estavam autorizadas as músicas de alta qualidade. Quer fossem estrangeiras ou portuguesas. Tudo com uma naturalidade e uma delicadeza comoventes. Parecia tão fácil para você entoar aquelas canções. No entanto, sua voz me transportou para fora daquele espaço, me fez viajar. Eu flutuava acima do meu corpo, no ritmo das músicas. Meus olhos me enganavam, criando uma aura de luz ao seu redor e ao redor do fantástico músico que a acompanhava no acordeão.
Seu sorriso, no intervalo entre as músicas, explicando tudo em português e em inglês, em respeito ao público multicultural que a aplaudia entusiasticamente, nos conduzia de volta ao espaço charmoso do Convento São José.
Porém, como disse no título deste post, infelizmente não posso mais ser sua amiga. Minhas amigas habitam o mesmo Universo que eu. Confuso, corrido, real. Mas você não. Assim como a bailarina, da “Ciranda da Bailarina”, do Chico Buarque, você mora em outro mundo, outro plano, um Olimpo reservado apenas a poucos. Como posso continuar a ser sua amiga? Não vai dar.... Agora, sigo na condição de fã. Gratidão pela sua arte que nos comove, e nos move. Isso sim foi show. Gratidão por ter iluminado minha tarde de domingo! Envio vibrações de muita LUZ e muito SUCESSO na sua trajetória. 

Um beijo.

Da sua ex-amiga,

Silvia