domingo, agosto 10, 2014

Dia dos Pais, 10 anos depois


Certas coisas mudam, outras não. Uma dessas coisas que não mudam: o amor e a admiração que sinto pelo meu pai. Li um livro (terminei ontem), do atual presidente da Abril (!), Alexandre Caldini Neto: A Morte na Visão do Espiritismo. O livro é excelente. Uma das coisas que ele fala, lá pro final, é um conselho: para a gente expressar o nosso amor enquanto ainda é tempo, para não correr o risco de se arrepender depois. O remorso é amargo.

Bom, então.... eu escrevi sobre o meu pai aqui no meu blog em 2004. Dez anos se passaram... e os sentimentos não mudaram. Inclusive a culpa que sinto por não ligar para ele tanto quanto eu gostaria. Não sei dizer porque não ligo mais. Circunstâncias da vida, sei lá. Então, vou escrever tudo de novo...... Vamos lá.....

A paternidade
Impressionante como a figura masculina inspira poder e força. E isso faz falta para qualquer ser humano, filho ou filha. Eu tive a sorte de ter dois "pais" na minha infância. O meu pai, José Leonardo, inteligente, me estimulou a ler, me levava gibis do Walt Disney e os livros coloridos de literatura infanto-juvenil da Abril Cultural, publicados a cada quinzena. Ele me ensinou muitas coisas, mesmo com seu jeito fechadão. Chegava em casa por volta das 5 e meia da tarde. O chinelo ficava estrategicamente posicionado ao lado da porta de entrada. Tomava banho, vestia o roupão listado de azul e branco, deitava no sofá, lia. Ou subia para a oficina, onde fazia seus barquinhos de madeira, de acordo com o projeto original. Me levava para passear aos domingos de manhã, em matinês de cinema, ou pelo bairro vizinho do Morumbi (morávamos no Butantã, aliás, onde moro até hoje), ficávamos vendo aquelas mansões, tão distantes da nossa realidade...
Ele também me levava para passear na Cidade Universitária e eu ficava escolhendo onde ia estudar. Houve uma época em que eu queria fazer Biologia, pois adorava aquele bosque. Na realidade, estudei na ECA muito tempo depois. 
Já grandinha, eu queria ir ao Círculo Militar, balada naquela época chamava "mingau", não sei porque... (depois descobri: a palavra vem de “domingueira” = “mingau”) Mas eu só podia ir de 15 em 15 dias. O pai de alguém levava, outro pai buscava. O meu pai participava de vez em quando desse rodízio. Nunca me perguntava nada. Sempre confiou na educação que me deu. Ele sempre diz que o importante é ensinar a pescar ao invés de dar o peixe. Sempre foi fiel a esse pensamento.
Admiração é a palavra que melhor expressa o sentimento que nutro até hoje pelo meu querido pai. Apesar de vivermos em cidades diferentes e de nos falarmos muito menos do que eu gostaria, tem muito do meu pai dentro de mim. Por mais que as pessoas digam que por fora me pareço cada vez mais com a minha mãe, por dentro, sou muito mais parecida com o meu pai.
E preciso agradecer, agradecer muito mesmo, pelo mais precioso presente que ele me deu (ele e a minha mãe, é claro): a vida.

Ah, sim, meu segundo pai foi o meu avô Mário, mas faço outro post só pra ele, um dia desses. Vou contar só uma coisinha: a gente saia pra passear na calçada da casa onde eu morava e ele sempre me dava uma flor chamada "brinco de princesa". Não preciso dizer que eu me sentia a própria, né??

UPDATE: Tive ainda o terceiro pai: o Nelson, o segundo marido da minha mãe. Embora não tenha havido grande envolvimento emocional entre nós, ele também faz parte da família "estendida" e tenho rezado muito por ele, pela sua saúde. Ele está há mais de cinco meses internado no hospital, com sério e gravíssimos problemas de saúde. Minha mãe tem se desdobrado para dar a ele toda a atenção, embora tenha suas limitações, de idade, inclusive.

Hoje é dia de pedir muita LUZ para o meu pai querido, José Leonardo, e também para o vovô Mario, o Nelson, o meu filho, que também já se tornou pai da Helena, e para o meu marido querido, o Guilherme, um paizão.

Eu amo todos vocês. De todo o meu coração. Que todos eles sejam muito abençoados.

quinta-feira, agosto 07, 2014

Glotof? Gloutof? ou kougelhopf?

Ainda sobre o livro do ouriço...

A minha colega de clubinho, a Angélica, foi quem levou o doce / personagem para a gente experimentar. Uma delícia!!

Ela pegou a receita neste saboroso link. E acrescentou: "Deixei as uvas passas embebidas em rum (outra receita diz  kirsch) por 1 hora. Também li em outra receita que pode por raspas de limão."

Este outro link  diz respeito ao nome do doce  Glotof? Gloutof? ou kougelhopf?

E neste link aqui, uma interessante pesquisa sobre o livro, de outro clube de leitura. 

Para finalizar, o link do trailer do filme

Qualquer dia eu publico o fim alternativo e romântico que me atrevi a escrever. 



terça-feira, agosto 05, 2014

A elegância do ouriço


Comecei a participar de um clube de leitura no clube. Isso porque o livro que foi discutido no mês passado, Malala, eu já tinha lido e achei bacana a ideia de discutir minhas impressões com outras pessoas.

É uma atividade tão bacana, essa!

Ontem, falamos sobre o livro "A Elegância do Ouriço", de Muriel Barbery. O livro é de 2006 e virou filme em 2008 (pena que não acessível por aqui nos trópicos). É uma leitura muito instigante, como o título sugere, cheia de referências literárias, filosóficas, e até culinárias. Uma das integrantes do nosso grupo levou um prato que parece um panetone, que aparece no livro e cuja receita ela garimpou em várias pesquisas, e ainda adicionou seu toque pessoal.

Foi uma noite fantástica, na companhia de mulheres interessantes e inteligentes, saboreando o tal prato feito com açúcar, amêndoas e uva-passa.

Porém, eu não gostei do final (que não é feliz) e escrevi um final de comédia romântica alternativo. Talvez eu envie para a autora, com toda a minha petulância!! rsrsrs

A cada mês, um livro diferente. Meu ritmo de leitura é mais acelerado - consigo ler facilmente um livro por semana, mas acho que um por mês é uma média boa. Meu clube é assim: além de possibilitar exercício para o corpo, também permite que exercitemos o cérebro. Bom isso!



domingo, agosto 03, 2014

Filme de ação

Todo mundo sabe que eu só gosto mesmo é de comédias românticas. Porém, outro dia, fui até a lanchonete que fica no último andar do prédio onde eu trabalho, que tem o sugestivo nome de Manjericão Lounge, e estava passando o filme Guerra Mundial Z, com o Brad Pitt. É um filme sobre zumbis atacando o planeta e coisa e tal...
Gostei.
Mas gostei mais da companhia do meu filho.

Resolvi começar a registrar aqui os filmes que vejo, porque eu esqueço facilmente os nomes dos filmes, dos atores, etc... O blog está tão empoeiradinho, coitado.

segunda-feira, julho 28, 2014

Astros



Acreditar em horóscopo é uma coisa, na Astrologia é outra. Eu acredito na Astrologia, eu me identifico com as características do meu signo (Gêmeos) e até tenho uma astróloga, a Ana Cristina Abbade, que me ajuda muito nos momentos de dúvida. Também sou espírita e sei que a Doutrina Espirita não é muito favorável a nenhum desses tópicos esotéricos, espiritualistas, o que seja. Eu, porém, acredito que é tudo válido. Tudo o que nos ajuda a nos situar melhor no mundo está valendo. Porque eu acredito que tudo acontece primeiro na nossa mente, antes de acontecer na dita Realidade. E se alguém ou algo nos faz crer em coisas boas acontecendo na nossa vida, por que não?

O que nos mantém vivos são os nossos desejos. Todo mundo está sempre atrás de alguma coisa nesta Vida e isso é que é bacana. Uns querem o amor, outros, a prosperidade, outros, viajar, outros, amizades, outros, o sucesso profissional ou a fama... a casa própria, filhos, saúde... Temos tanto a desejar e a conquistar na vida.

Por isso, não entendo porque as pessoas odeiam tanto a segunda-feira. Toda segunda-feira é um recomeço, é um passo em direção à conquista dos nossos sonhos e desejos.  A gente não precisa esperar a virada do ano, podemos decidir mudar e recomeças todas as semanas, todos os dias, todos os minutos.

Boa segunda-feira a todos.

quarta-feira, junho 11, 2014

Um novo ciclo



A minha festinha de aniversário foi incrível!!! Amei cada segundo. Desde a preparação até o detalhe do bolo que despencou. Já que sempre algo tem que dar errado, melhor que tenha sido o bolo. Pelo menos, gostoso, ele estava. E muito!! Todo mundo elogiou. Foi tudo muito legal.

Mas o MAIS legal foi cantar para o meu marido e os convidados a música Dream a Little Dream of Me no microfone, com acompanhamento musical. Como eu mesma disse hoje no elevador, deixei a vergonha lá nos anos 70.

Hoje uma banda tocou aqui na rua Helena, na Vila Olímpia, no telhado em frente ao trabalho e foi incrível. Tocaram músicas dos Rolling Stones. Começou com Let's Spend the Night Together, passou por Brown Sugar e outras tão bacanas quanto.

Aquele meu estado de espírito da semana passada, o biorritmo pode explicar. Acho que como eu viria a ficar muito feliz depois, tinha que ficar triste antes, será?? Tem a sua lógica.



quarta-feira, junho 04, 2014

Meu querido diário...


Se eu tivesse um diário de papel, escreveria nele hoje. Mas não tenho mais. Eu tive um, com chavinha, que era ótimo para escrever os meus segredos!! Eu escrevia, às vezes minhas lágrimas molhavam as páginas, e eu continuava escrevendo... Mas hoje em dia, só tenho mesmo este diário virtual, então, vai aqui mesmo.

Eu preciso escrever para organizar meus pensamentos e meus sentimentos, sempre foi assim na minha vida. Desde quando eu tinha uns 13 anos e comecei a escrever poesias. Eram poesias bem baixo astral. Engraçado, parece que nunca fui uma criança inocente... Sempre carreguei comigo uma tristeza indefinível, E hoje, ela está pesando aqui do meu lado.

Fico pensando nas razões que me levam a me sentir assim. Só consigo pensar em besteiras, bobagens e coisas sem importância.

As coisas fundamentais, os desejos principais estão todos resolvidos, alcançados. Sabe quando você mesma se fala: "você deveria se sentir feliz"? Mas não é bem assim. Não é tão fácil.

Por um lado, amo a música "Happy", aqui de cima. Por outro, me sinto tão chateada sem motivo aparente, que preciso descobrir o que é isso.

Tudo bem que passei muito mal no sábado, provavelmente por causa de um suco estragado que tomei na minha casa, sem perceber que estava vencido há um mês!!!!!!!!!!

Mas vai ver que era preciso fazer uma limpeza interior, né?? Vai saber.

Eu costumava escrever em um papelzinho tudo o que me aborrece. Certas coisas dependem que eu levante a bunda da cadeira e faça (procrastinar é meu verbo preferido). Já outras, não dependem absolutamente de mim. Junta-se tudo num papelzinho e rasga em mil pedacinhos (ou queima, para um efeito mais teatral). Sempre funciona. Já tem post qui no Consulta com essa dica.

Acho que vou fazer isso.

Não é normal uma pessoa que completará 56 anos (amanhã, segundo minha querida astróloga, embora meu aniversário "oficial" seja só no dia 6/6) ficar assim meio triste, parecendo uma adolescente! Ontem à noite então percebi que tinha DUAS espinhas no nariz (que graças ao bom Deus ficam escondidas embaixo dos óculos)!!!

Por outro lado, ainda (quem disse que são só dois?? Tem também o de cima, o de baixo etc.), a gente tem o direito de ficar chateado de vez em quando. Não tem nada a ver essa "cobrança" geral que vc tem que estar sempre bem, sempre feliz, sempre mostrar como você é uma pessoa legal, bacana, bonita, magra, jovem. Go catch little coconuts!!! (do meu novo vocabulário de inglês para a Copa)

Não!!! Tem dias em que a gente tá triste, com olheiras, sentido-se o coco do cavalo do bandido. É assim a vida. É feita de ciclos. Ciclos ascendentes e descendentes. Nos anos 80 (acho), virou moda um troço chamado biorritmo. Eu fiz uns gráficos p/ mim, aprendi em uma revista, provavelmente. É assim....  É a vida. Não é sempre que a gente tá feliz. A vida não é uma propaganda de margarina. Não basta querer ficar feliz. A coisa tem que vir de dentro p/ fora. Ainda bem que os ciclos se movimentam. Passa amanhã, que hoje eu tô fechada pra balanço, esperando o sol completar o seu ciclo e o meu novo ano chegar.


segunda-feira, maio 26, 2014

Menopausa



Entrar na menopausa não é a mesma coisa do que "ficar mocinha", como a gente chamava.

Demorei um tempão pra ficar mocinha, quase todas as minhas amigas do colégio já eram "mocinhas" e usavam sutiã. E eu? A mais nova da turma (fazia aniversário só em junho, depois de todo mundo), morria de vergonha de tirar a camisa do uniforme e vestir a camiseta da educação física naquele vestiário abafado... Tanto que já ia com a camiseta da educação física por baixo, No vestiário, era só tirar a camisa do uniforme e estava pronta. Depois da aula, vestia de volta a camisa do uniforme por cima da camiseta suada e tudo bem. Sem falar naquele calção vermelho bufante ridículo que eu usava por baixo da saia pregueada bordô (ou cor de vinho). O conjunto se completava com as indefectíveis meias três quarto brancas e o sapato boneca preto.

Sutiã pra que se nem peito eu tinha?? Vergonha mortífera.... Até que um belo dia minha mãe resolveu comprar uma coisa parecida com um sutiã, que já estava ótimo para quem era "reta"! Era uma peça de roupa com uma parte molinha no meio. Fui perdendo a vergonha aos poucos e, finalmente, fiquei mocinha, coisa que - pensava eu - parecia que não aconteceria comigo jamais....

Agora, voltando à menopausa. Depois de tanta água que passou por debaixo da ponte, dois filhos, uma neta... agora muitas das minhas amigas da mesma faixa etária que eu já estão há tempos na tal da menopausa e eu aqui... esperando para ver o que vai acontecer. Agora, o medo é outro: engordar!

E os quilos não querem nem saber e vão se acumulando nos lugares mais indesejados. Fazer o que?? Malhar, zumba, vigilantes, natação, hidro... vale tudo nessa luta não pela estética, mas sim pela saúde.

Não sei que mulher eu serei na menopausa. Será que serei a mesma? Sentirei as mesmas coisas que sinto hoje? E como serão as tão comentadas ondas de calor para mim, que sempre fui friorenta? Ou seja, as dúvidas continuam a rondar a nossa vida, quer estejamos ficando mocinhas, quer estejamos nos despedindo da fase fértil.

Conclusão e moral da história: as aflições nos acompanham vida afora, qualquer que seja a fase em que nos encontremos. No entanto, não podemos deixar a peteca cair, estamos no jogo, ainda. E os hormônios dançam incontroláveis, bagunçando as nossas emoções.

Tudo em ritmo de rock.... e eu, nostálgica (nostalgia = dor do passado) fico aqui tentando descobrir o que acontecia no mundo no ano em que eu nasci.

Ouvindo a jukebox com as músicas que tocavam naquela época: La Bamba, Johnny Be Good...

Foi uma época bacana... em que eram fashion icons as atrizes Elizabeth Taylor, Jayne Mansfield, Brigitte Bardot, Kim Novak, Sophia Loren, Marilyn Monroe, Doris Day e Lana Turner.

E assim, aqui termina minha viagem no túnel do tempo.... Contando os dias para completar 56 primaveras (ou invernos, afinal, nasci em junho, né??). Tempo de fazer os balanços, tomar as decisões, criar coragem, arcar com as consequências das escolhas feitas no passado....

Neste fim de semana, reuni aqui em casa algumas amigas da época do colégio e a gente chama nosso grupo justamente de "Túnel do Tempo" - cada encontro com elas equivale a uma sessão de terapia em grupo, para mim, particularmente. A gente relembra coisas do passado, desenterra lembranças do baú da memória e vamos nos sentindo plenas, felizes, realizadas, mas ainda "no caminho", no aprendizado de muitas lições e colecionando alegrias e decepções vida afora.

Os laços criados naquela fase da vida, no entanto, não se desfazem facilmente e aquelas de nós que ainda não se integraram ao grupo não sabem o que estão perdendo. Somos novas mulheres, mulheres interessantes, amigas novas, com tantas confidências ainda a fazer umas às outras!!

Somos de novo adolescentes, quando dormimos na casa da amiga, né, Teresa e Elza??

Quando compartilhamos as histórias dos nossos filhos/as (né, Lygia Novo??)

Quando contamos causos engraçados (ou mesmo tristes) dos nossos pais, irmãos, quando tiramos fotos posadas para atualizar o Facebook, ou simplesmente quando damos risada juntas, né, Bia, Liza, Lucinha, Sylvia Fernanda, Mara??

Já acabei o texto lá no meio e agora não sei mais o que dizer. Melhor botar um ponto final e voltar outro dia. Não sem antes dizer às minhas "velhas" amigas (calma, é só um jeito de falar!!!) que somos o máximo!!! Na menopausa (ou não) nós ainda temos muito a celebrar!! E que essa festa não termine nunca. Muito obrigada pela presença de vocês na Casa Amarela.  

sexta-feira, maio 09, 2014

Meu amor pela hidro



Sempre fui uma pessoa sedentária. Sou sedentária por natureza. Prefiro uma rede, um bom livro, uma poltrona, um sofá... Academia?? Não é comigo, não. Bola?? Tô fora. Sempre usei óculos, então, tinha um medo danado de levar uma bolada no rosto e os caquinhos de vidro entrarem nos meus olhos!! (sim, antigamente as lentes dos óculos eram feitas de vidro).
E a minha avó ajudava bastante a alimentar esse meu medo. Então, já viu... Eu estava fadada a ser sedentária. E, ainda por cima, amo ler. Meu pai foi um dos principais responsáveis por esse minha paixão pela leitura. Sou muito agradecida por ele sempre levar gibis para mim. Um belo dia, ele chegou lá em casa com um livro grosso, colorido. Era o primeiro volume de uma coleção de clássicos da literatura infanto-juvenil da Abril. A cada quinzena, saia um livro novo. Que alegria! Que felicidade! A emoção de imaginar de que cor seria a próxima capa... e elas eram de todas as cores: vermelho, verde, amarelo, roxo, marrom, lilás, azul claro, azul escuro etc. O cheiro do papel novinho. Sempre amei. Eram títulos como: A Ilha do Tesouro (foi o primeiro), Família Robinson, Tom Sawyer, Don Quixote, Moby Dick etc. Bom, e assim se passou minha infância.
Já grandinha, aprendi a andar de bicicleta. Mas não passou muito disso.
Daí vem a idade adulta, escola, faculdade, trabalho, casa. Onde enfiar a atividade física?
Em nenhum lugar, é claro.
Até que um belo dia, surge a ideia de fazer hidroginástica. Humm, interessante.
Para quem aprendeu a nadar na época da faculdade, a atividade aquática parece motivadora. Já que as aulas de Educação Física eram obrigatórias, decidi fazer algo útil: aprender a nadar - e foi o que fiz, já com meus 20 e tralalá. Para quem fica enjoado com o ir e vir da natação, a hidro é uma diversão. Tem música, pulos dentro d'água, macarrão, é tudo uma festa! E isso já dura seis anos. Comecei no dia 4/11/2008. Fui a primeira aluna do horário das terças e quintas, das 7h45 às 8h30. E se você quiser me achar nesses dias e horários, vai me achar lá. A menos que tenha alguma coisa de trabalho ou que eu esteja doente, "bato ponto" na piscina religiosamente nas aulas de hidro. Professores chegaram e partiram, e eu continuo lá.
Digo que mereço até uma homenagem por ser a única aluna que permanece na lista desde a primeira aula! Recentemente, arrastei meu querido marido também para dentro d'água e ele se tornou mais um amante da atividade. Portanto, querida professora Elaine, não se engane. Minha paixão pela hidro é antiga e forte. Nada vai abalar isso. Mesmo porque a sensação de "missão cumprida" ao término de cada aula é das melhores! Sem falar no bate-papo com as amigas, no vestiário e no café... conforme falei aqui! (que não posso negar...)
 

quinta-feira, maio 08, 2014

A crise dos 7 anos

Uma das coisas mais legais da hidroginástica lá no meu clube não é a hidroginástica. Mas sim as conversas com as amigas no vestiário e no café. Hoje, por exemplo, a Larissa, que faz natação, falou sobre a teoria dela (ela leu em algum lugar, mas eu ouvi a história vinda dela, então, estou dando o crédito conforme ouvi) a respeito da malfadada crise dos 7 anos.
Como todos sabem, todo casamento sempre passa pela crise dos 7 anos. Ela explicou: "É a crise dos eletrodomésticos quebrados". Sim, pois aos sete anos de casamento, o casal tem um ou dois filhos, em idade escolar, ambos trabalham, tem mil afazeres e os eletrodomésticos começam a quebrar, em geral, todos de uma vez só. E que mulher com filhos pequenos, que trabalha fora, sabe lidar, por exemplo, com uma máquina de lavar roupa quebrada? Pode ser que haja alguma, mas será uma exceção à regra.
E o tempo (e o dinheiro) para ligar para o moço consertar?? E o stress quando ele vier com aquela conversa sobre a "rebimboca da parafuseta"??
Ou seja: stress, discussão, brigaiada, criança gritando, marido que começa a demorar para chegar do trabalho para aquele cenário de guerra... Daí para a separação, é um pulo.
Mas uma vez que a gente perceba que o problema maior está nos eletrodomésticos, e não no marido, ainda tem uma chance. Vale até fazer um carnê das Casas Bahia para salvar esse casamento.
E eu posso garantir que nada no mundo é melhor do que a fase pós-crise.
Quando a crise passa, a mulher toda feliz porque ganhou uma geladeira com acabamento em aço inox, ao invés da triste "linha branca" que já está fora de moda, todo casamento recebe uma lufada de ar novo, e tudo pode ficar melhor do que no começo. O relacionamento se fortalece, e tudo fica uma maravilha. Só tem que tomar cuidado para não vir o terceiro filho (caso não seja um desejo do casal!!)....