domingo, março 17, 2019

Escrita curativa


Meu workshop de escrita curativa, que começou em Portugal, já completou um ano de vida. Parece que foi ontem! E hoje, no BDG, o workshop foi para lá de especial. O tema foi "espiritualidade e amor universal".

Cada pessoa escolhia uma palavra que tivesse relação com o tema. Uma das "tarefas" do pessoal foi criar uma oração para Deus / Ser de Luz, em que a palavra aparecesse.

Ao chegar em casa, tive essa inspiração de escrever uma oração, unindo as palavras de cada um dos 10 participantes, na ordem em que foram mencionadas no workshop. E o resultado final ficou assim:

Querido Deus, amado Pai Celestial, centelha divina que habita meu peito, meu Eu Superior,

Aqui estou eu, Pai, esta tua filha às vezes malcriada, às vezes somente ignorante, que se debate dia a dia nesta existência na matéria, por vezes desnorteada, sem saber o que o que pensar, como agir, pra qual santo rezar ou que rumo tomar.
Preciso tanto de Ti, Pai amado.
Aqui estou eu, Pai, prostrada aos Teus pés, para te louvar e rogar Tua misericórdia e Tua intercessão para que eu consiga trilhar essa jornada de crescimento espiritual obedecendo cada uma das Tuas leis tão perfeitas e plenas de sabedoria
Aqui estou eu, Pai, participante deste pobre grupo de almas e de consciências que precisam despertar de um sono de indiferença de séculos, para ativar a poderosa divindade que dorme no interior de cada um de nós.
Aqui estou eu, Deus, Pai todo poderoso, em busca de paz, em busca do meu lugar no seu infinito e imponderável universo, ansiando que Tu possas me ajudar a encontrar meu propósito maior nesta vida. Que eu possa cada vez mais me dirigir a Ti com meu coração cheio de amor e de gratidão com cada vez menos rogativas. Que minhas palavras te alcancem aí onde você estiver, e que este lugar seja bem aqui, dentro do meu coração.
Que assim seja.

quarta-feira, fevereiro 27, 2019

Querida amiga E.


(O E. é para preservar a identidade da minha querida amiga, mas ela saberá que escrevo este texto para ela).

Muitas vezes, pensamos porque acontecem coisas ruins para pessoas boas. Será que Deus não é tão bom assim, afinal? Por que algumas cargas emocionais nos parecem tão pesadas e tão desproporcionais ao merecimento de certas pessoas?

Acho que estas são as perguntas mais difíceis de serem respondidas. Mas também as mais fáceis. E a resposta resume-se a uma simples palavrinha: o amor.

Algumas pessoas erram muito mais do que outras. Por "n" razões, até mesmo razões médicas. Pessoas erram, Todas as que estão aqui no Planeta, sem exceção. Eu, particularmente, acredito que todas as razões para o erro são espirituais, acima de tudo.

E para suportar tanto peso, tanto tristeza, tanta violência, tanta decepção, é preciso que ao lado dessa pessoa que erra estejam outras pessoas capazes de amar incondicionalmente. Amar mais do que as pessoas "comuns". Ninguém é uma ilha, ninguém vive sozinho. Temos que aprender a viver e a "com-viver".

Por isso, diante de tanta excepcionalidade (no sentido negativo), só mesmo mais excepcionalidade (no sentido positivo) para contrabalançar, para equilibrar. São degraus difíceis de serem galgados. Mas a subida não é impossível.

Com a rede de empatia que se constrói ao longo do nosso caminho nesta vida, conseguimos atravessar as noites mais sombrias, as provas mais duras, escalar os picos mais altos. É difícil se colocar no lugar do outro? A empatia pode ser bonita na teoria, mas na prática é difícil imaginar e sentir o que o outro sente.

Mas acontece que nós todos estamos aqui em um curso intensivo de aprendizagem do amor.
Como não amar um filho, que foi gerado nas nossas entranhas e que agora nos parece uma pessoa estranha?

Por mais que a gente possa condenar os atos de alguém, essa pessoa merece compaixão. Piedade. Amor.

Tem uma frase bem conhecida, que é designada como um provérbio sueco, que diz assim: "Procure me amar quando eu menos merecer, pois é quando eu mais preciso". Essa frase é muito boa para refletirmos sobre os momentos em que o amor deve ser mais cultivado nesta nossa vida aqui neste planetinha.

Sei que quando a gente tá triste, tá pra baixo, tá decepcionado, tá sem entender os acontecimentos, a tendência é termos vontade de desistir, de chorar, nos faltam palavras, ficamos perplexos diante de certas atitudes.

Mas é justamente aí que precisamos vibrar amor. Muito amor e mais amor. É nessas horas que temos que recorrer aos seres de LUZ que velam por nós, que nos inspiram, nos amparam, nos protegem... eles estão ao nosso lado, e ouvem as nossas preces.

Esses anjos da guarda aguardam pacientemente a poeira baixar. Nos enviam eflúvios de LUZ e de consolação.

Nesse momento, também cabe aquele famoso conto do rei, que queria uma palavra "mágica" para os momentos de aflição e de dor, do vídeo que postei aqui.

E eu só posso mesmo oferecer meu ombro, minha solidariedade, minha empatia, minhas orações, minhas vibrações positivas, minhas palavras....

Fique bem, minha amiga. Sobretudo, tenha a consciência tranquila - você fez e faz tudo o que pode e mais um pouco. E é isso, vai passar.

Boa noite, durma bem.

sábado, fevereiro 02, 2019

O que é escrita curativa?


Ainda sob a forte emoção da vivência de hoje, aqui estou eu no meu querido diário virtual outra vez para agradecer ao Universo (Deus?) pela oportunidade que Ele me deu de compartilhar um bocadinho do que aprendi nesses meus 60 anos de vida com relação ao poder que as palavras têm e a como podemos usar esse poder a nosso favor.
As palavras estão presentes em nossa vida o tempo todo, mas a gente vive a maior parte do tempo no "piloto automático" e nos esquecemos de que as palavras podem curar. Olha só que imenso poder temos ao nosso dispor!
A escrita curativa nada mais é do que a oportunidade, por meio das palavras, de fazermos verdadeiras viagens no tempo e reconstruímos o nosso passado doloroso, e criamos o nosso futuro brilhante. Nós podemos tudo! Temos esse poder, mas às vezes nos esquecemos dele. As palavras nos ajudam a nos conectar a esse nosso poder.
O papel (ou o computador) podem nos ajudar a organizar ideias, pensamentos, sentimentos, a botar ordem na casa (o nosso interior).
Aprendi que, ao escrever, soltamos os nossos fantasmas e eles deixam de nos assombrar.
Ao escrever, nos ligamos uns aos outros, quando compartilhamos as nossas palavras, isso quando elas chegam carregadas de verdade, de alma, de coração. Elas rasgam o nosso peito e nos ajudam a decifrar o que tem lá dentro. Não estamos sós.
Palavras, sentimentos, emoções, doces, não tão doces, dolorosas. As palavras nos dão CORAGEM de lidar com as nossas emoções mais íntimas e mais escondidas.
A escrita curativa é esse mergulho. Um mergulho profundo.... mas quando a gente tá lá embaixo, vemos que não estamos sozinhas, sozinhos.... tem gente esticando a mão e nos puxando pra cima, pro alto, pro lugar onde estão os nossos desejos, aguardando para serem realizados.
Nós podemos tudo.
A união, o encontro, a conexão.... Cada pessoa traz uma palavra e a sua palavra é a sua verdade. Nada é por acaso. Uma palavra se liga à outra e à outra, e todas se interconectam dando novos sentidos a palavras por vezes esquecidas.... empoeiradas. Mas elas ganham novo brilho, nova vida, e se revestem de novos significados.
As palavras de hoje foram: gangorra, gincana, escola, sentir, aconchego, experiência, amor e renascimento (por ordem cronológica, da mais nova à mais velha).
"Na escola do sentir, experimentar o movimento da gangorra, que sobe e desce, preenche e esvazia, aconchega e desafia, gera o movimento do amor. "
Gratidão profunda ao dia de hoje, a quem foi lá, de tão longe, à contribuição de cada uma, com suas singularidades e intercessões. Gratidão, gratidão, gratidão........

sábado, janeiro 26, 2019

A Esposa (filme)


O filme permite vários níveis de interpretação e "leitura". Você pode sair do cinema odiando o marido que se apropriou dos textos escritos pela mulher e ainda por cima a traiu a vida inteira. Pode julgá-lo ou julgá-la: – “que burra... como ela deixou que ele se apropriasse assim do talento literário dela?”. Mas o filme não é tão raso. Podemos elogiar as atuações dos atores e especialmente da protagonista Glenn Close, no papel da brilhante escritora que sempre viveu à sombra do marido, que ficou com todos os louros (incluindo um magnífico Nobel de Literatura), sendo que tinha sido ela a “consertar” o texto originalmente pobre do marido. Podemos tudo, na condição de meros espectadores da história.
Porque podemos tudo, eu escolhi chorar.... Chorei na cena em que ele recebe a ligação telefônica, comunicando que havia sido escolhido para receber o prêmio Nobel de literatura. Gente... meu coração até acelerou. Não existe honra maior para um escritor. Um sonho!
Chorei também na última cena, quando ela, já no voo de volta, passa a mão com carinho na página em branco do caderno de anotações, tesouro de muitos escritores....
A página em branco... Ele tinha comentado sobre a página em branco no discurso dele, terror de quem não tem o dom da escrita, ela é idolatrada por aqueles que dominam as palavras e sabem como bailar com elas no papel... Pelo menos as pessoas da minha geração (tenho 60 anos) têm certa intimidade com o papel em si (e não a tela do computador), o lápis e/ou caneta. Muitas vezes, é no caderninho de anotações que nascem as sentenças que, buriladas, se perpetuarão mais tarde no livro.
Eu tinha mania de escolher uma boa caneta esferográfica antes de escrever... uma caneta que deslizasse suavemente pelo papel. Podia até ser uma prosaica Bic. Em geral, as Bics não costumam falhar. Só falham quando a gente chora em cima do papel, daí ele enruga e a caneta engasga ali.
Escolhida a caneta boa, enchi cadernos e mais cadernos com meus pensamentos, desabafos, observações, lágrimas, dores, alegrias... mais dores do que alegrias. Era daquele jeito que eu me curava. E foi assim a minha vida inteirinha. Por isso, eu queria que o filme tivesse sido todo diferente. Ele foi baseado em um livro. E eu escreveria outro livro. Aliás, eu escreverei outro livro.
O filme é altamente inspirador. Dá uma vontade danada de escrever, escrever, escrever, até que as palavras se transformem em diamantes, capazes de emocionar, de fazer brotar uma lágrima, ou esboçar um sorriso, ou até mesmo uma gargalhada. Como eu amo a literatura! Como o meu coração pula de alegria diante da mera oportunidade de alguém ler o que escrevo. E gostar!
Enquanto o meu dia de ganhar o Nobel da literatura não chega, sigo a escrever. E a ler. Me alimento do poder das palavras. São elas que nos conduzem vida afora, porque nosso pensamento é feito de palavras. Há palavras doces, ácidas, amargas, gordas e magras. Há palavras duras, macias, de todas as cores. Tudo de que elas precisam é serem combinadas, elas podem tanto ferir quanto curar feridas, acalmar mentes e corações, podem até curar.
É por isso que faço o workshop de escrita curativa. Porque acredito que todos têm o poder de usar as palavras a seu favor. Ainda que isso não seja literatura, é o poder que todas as pessoas alfabetizadas têm e às vezes se esquecem, ou talvez não saibam, não tenham consciência desse poder.
O autoconhecimento é um longo caminho, sem atalhos, mas com degraus, é preciso subir um a um para chegarmos a nos elevar um pouquinho que seja. Um pouquinho de cada vez, um pouquinho a cada vida.
E assim vai, e assim desviei de falar do filme, falei de mim, falei das palavras, costurei uma na outra e voltei ao princípio. Como não dá para ler os livros que ela escreveu para ele (como fiquei curiosa para ler “A Noz”!!!), vou atrás do livro que deu origem ao filme, para mergulhar mais fundo nessa história de muitos níveis.
Resumindo, o filme é magnífico, não perca. E ver o filme no Cine Sala (ex-Fiametta), na Fradique Coutinho, torna a experiência cinéfila ainda mais deliciosa.

quinta-feira, janeiro 24, 2019

Hoje eu me emocionei


Hoje eu me emocionei ao receber esta carta de mim mesma, enviada um ano atrás, já com o "sotaque" português. Eu tinha acabado de realizar o meu primeiro workshop de escrita curativa.

Tem este site, Future Me, em que você pode escrever um e-mail que será entregue para você quando você determinar.

Incrível! Eu não imaginei que estaria de volta a SP... Escrevi bonito, aquele dia... Quer ver??

Dear FutureMe, 
No sábado passado você ganhou seus primeiros euros com seu workshop de escrita curativa. Não sei como você estará aí no futuro, se esse seu projeto evoluiu e se você começou a sentir-se mais segura nesses eventos que faz, se você está mais segura nos vídeos, e se as pessoas estão a gostar de você e do que você diz a elas. Mas lembre-se deste comecinho, de como as coisas começaram a fluir tão rapidamente que você quase esqueceu de agradecer por toda a AJUDA DIVINA que levou você aonde está aí no futuro. Valorize cada pessoa que se dá ao trabalho de participar dos seus workshops. Tomara que você tenha aprendido a transmitir direitinho tudo o que você sabe a respeito do poder da palavra. Que esteja falando de forma fluente e que tenha prosperidade e abundância na sua vida. Tomara que a sua casa seja aquela dos seus sonhos. Agradeça por isso. Lembre-se de mim aqui neste computador, torcendo para tudo dar certo, com as mãos geladas, um pouco ansiosa, mas segura de que você começou, finalmente,a seguir o que era para ser, com propósito de ajudar as pessoas a sentirem-se mais confortáveis com as palavras pensadas, ditas e escritas. Lembre-se de mim aqui, sem saber se ia dar certo.... Hoje, temos a primeira palestra marcada para março. Pegue na minha mão e diga que tudo deu certo. 
Te amo, estamos juntas. 
Te peço perdão por ter sido covarde e não ter começado isso antes. 
Sinto muito por ter hesitado durante tanto tempo. 
Sou grata por ter finalmente cedido a esse impulso interior por começar a fazer o que eu tinha que fazer nesta minha vida. Espero que estejas bem e bem feliz. 
Silvia

terça-feira, janeiro 22, 2019

Sonhadora


Muito engraçada essa vida, né?? No mesmo dia em que volto ao lendário prédio da Abril, na Geraldo Flausino Gomes (áureos tempos, aqueles...), decido me candidatar a uma vaga "dos sonhos" postada por uma querida amiga no Facebook. E olha que eu nem tava procurando emprego nem nada.

Mas ainda sou muito, muito jovem para pendurar as minhas chuteiras, não é mesmo? Os 60 são os novos 40, já disse alguém.

Tomara que a pessoa que for receber o meu cv não tenha nenhum tipo de preconceito e me chame para a entrevista. Esta noite vou sonhar com este emprego. Ai, ai!

domingo, janeiro 06, 2019

Abundância para VOCÊ


Ultimamente andaram acontecendo algumas coisas na minha vida, algumas epifanias, que me fizeram enxergar porque sempre persegui a prosperidade na minha vida, sem nunca alcançá-la plenamente. Tivemos fases mais ou menos prósperas e realizei muitos dos meus sonhos que pareciam inalcançáveis.
Mas a abundância ia e vinha. E eu não entendia o porquê. Daí, tive a primeira epifania, no ponto de ônibus, quando um garoto com um calção estampado de abacaxis me deu bom dia. Foi uma coisa muito forte para mim e eu sei que quando eu escrever aqui parecerá totalmente pueril a quem apenas lê. A frase era simplesmente esta: "vejo virtude na pobreza". Foi uma luz que acendeu dentro de mim e iluminou a minha vida inteira. Até chorei. Fiquei observando as pessoas no ônibus e vi uma grandiosidade em cada uma delas, uma coisa de louco mesmo. Cada uma com seus problemas, suas dificuldades, mas também sua alegria de viver, sua luta de todos os dias, sabe?? Como somos uma Bela Humanidade, todos nós juntos!
Daí, logo no Natal, fui convidada para participar de uma meditação do Deepak Chopra sobre abundância, que tem a duração de 21 dias.
Os efeitos foram imediatos na minha vida.
Ainda estou dentro desse período de 21 dias. Mas os "milagres" já começaram a acontecer.
Estou muito feliz e agradecida.
E hoje apareceu o elefantinho que ilustra este post em uma postagem no WhatsApp.
Quero mais que a prosperidade e a abundância sejam acessadas a partir dessa fonte universal inesgotável por todas as pessoas que "caírem" aqui neste meu modesto e tão amado blog.
É isso aí.
De mãos dadas chegaremos mais longe.
Muita paz, amor, saúde e prosperidade para VOCÊ em 2019.
Vamo que vamo. É nóis na fita.

segunda-feira, novembro 12, 2018

Tudo passa!


Quando você estiver com um problema de difícil solução, ou estiver triste, desesperado, infeliz... Lembre-se disso: nesta vida, tudo passa. O Tempo pode ser o nosso cruel inimigo, mas ele também cura todos os males. O Tempo pode ser nosso grande aliado.

Como passar pelas turbulências da vida?? A fé ajuda muito. Se você acredita em Algo maior, que todos somos Um, que existe uma inteligência superior, fica mais fácil atravessar os percalços da vida, sabendo que seu Pai Maior sempre olha por você. Muitas vezes, a solução não é a que desejamos inicialmente. Mas é a solução possível.

Quem somos nós, pobres seres humanos ignorantes, para saber o que é melhor para nós, não é mesmo? Quem acredita em Jesus, já rezou o Pai Nosso inúmeras vezes... "que seja feita a Tua vontade, Pai". Não se trata de conformismo, mas sim de aceitação do que a Vida nos reserva. Vamos receber essa dádiva com humildade, amor, gratidão. E assim o dia fica mais luminoso, o coração mais leve e a vida mais fácil de ser vivida.

Tudo nesta vida passa.

Inclusive aqueles momentos mais felizes, mais esplendorosamente alegres (como as festas de casamento, por exemplo), também passam. No dia a dia não tem tanta alegria esfuziante. E ainda assim precisamos viver. Precisamos seguir em frente, precisamos lutar pela sobrevivência neste nosso mundo material. Precisamos nos levantar da cama de manhã a acreditar que teremos um dia magnífico, o nosso HOJE! O dia é o agora. É aqui que estamos, aqui e agora. O melhor lugar do mundo!

É assim...

Então, nesta segunda-feira, olhe a vida com mais leveza e alegria e, se possível, mais fé.

Boa semana!

segunda-feira, novembro 05, 2018

Aflição, agonia, irritação...


Será que tudo isso acontece devido à nossa pouca fé?? Todos esses sentimentos rondaram o meu dia hoje. Quem acredita em Deus e em Jesus não deveria se deixar dominar por esses sentimentos tão sórdidos e negativos. Esse baixo astral. Sabemos muito bem que estamos aqui mergulhados nesse pobre planeta de expiação e provas, não nos lembramos das besteiras que já fizemos em nossas vidas passadas. As situações vão se apresentando diante de nós, as mais variadas, das mais tristes e desesperadoras, às mais felizes, alternando-se rapidamente, freneticamente. Muitas vezes, somos levados a tomar atitudes desvairadas e nos arrependemos depois.

Já falei antes sobre arrependimento aqui. Atire a primeira pedra quem nunca se arrependeu de nada. Duvido que exista tal pessoa.

Como escapar desse rolo compressor?? A gratidão é uma forma de tentar driblar esses sentimentos mesquinhos, vamos olhar pra tudo de ótimo que temos ao nosso redor e vamos começar a agradecer por tudo. Agradecer muito, sempre e sempre. Pelos cinco sentidos, pela luz que chega às nossas retinas, pelo sol, a lua, as estrelas, as árvores, a saúde e até a doença, que faz com que valorizemos ainda mais a saúde. O riso da criança, o perfume das flores, o cheiro do mar. As viagens, nossos pés que nos conduzem pelas caminhadas pelo quarteirão.

A lista é quase infinita. Vamos exercitar esse novo olhar, e as coisas começam a ficar mais leves, mais fluidas, as necessidades vão diminuindo, as aflições vão virando sentimentos bobos que podemos aposentar.... A agonia vai desaparecendo em meio às sensações suaves da gratidão que brota de dentro dos nossos corações. A irritação perde completamente a razão de ser.

A gente vai evoluindo bem devagarinho, mas vai.

Passamos a cultivar um olhar mais espiritualizado, valorizando bem menos as coisas materiais do que as imateriais. A idade tem disso também, quando aprendemos o bem envelhecer, o bem sofrer. Porque não tem só alegrias e felicidades na vida e o bacana é justamente aprender com a experiência a lidar com os momentos menos felizes. De que jeito?? Usando mais a nossa fé. Caramba... com um pai tão poderoso quanto Deus e um irmão tão amoroso quanto Jesus, a gente pode relaxar. Deitar a cabeça no travesseiro e esperar pela viagem astral que nos levará a caminhos que estejam na mesma sintonia da nossa alma.

Se você não acredita em Deus, não faz mal. Agradeça ao Universo, ao fato de estar vivo, aos seus pais, que te concederam a Vida.

Sejamos mais leves, tenhamos mais fé, pratiquemos mais a gratidão. Cultivemos o amor, a caridade. Experimentemos a alegria da caridade praticada no dia a dia, com o nosso próximo mais próximo, dentro de casa mesmo. O perdão... exercitemos mais o poder de perdoar sempre (e esquecer). Estaremos tão preocupados em encontrar motivos para agradecer, que os percalços da vida vão passando a segundo plano.

Ah, que mundo maravilhoso....

segunda-feira, outubro 01, 2018

Minha querida amiga Catarina



Durante uns dois anos, eu acho, trabalhei no centro de São Paulo, na assessoria de imprensa do Banespa. Ficava no 33 andar daquele edifício Altino Arantes, que é um dos cartões postais da cidade de São Paulo. Para chegar lá, precisávamos tomar dois elevadores.

Lá conheci a minha amiga Catarina. Nós nos identificamos na hora. Ela falava de vidas passadas. Não gostava de andar de metrô, só de ônibus. Almoçávamos juntas, fazíamos compras na 25 de Março, estávamos sempre juntas. Divulgávamos as exposições que aconteciam no Museu Banespa. Naquela época, a gente tinha que se revezar para usar o computador. Dá para imaginar uma coisa dessas? Ela me levou para fazer umas “vivências” em um tempo em que nem a meditação ainda era moda. Criamos o projeto da revista Universo, uma revista zen, que nunca saiu do papel, embora tenhamos nos dedicado muito a ela. Ela foi até minha madrinha de casamento. Ou seja, éramos muito próximas.

Mas como eu pouco parei nos meus empregos ao longo da vida profissional, nós nos distanciamos, dadas as contingências, mas nunca nos desligamos totalmente. Éramos amigas no Orkut e depois no Facebook. Ela sempre elogiou o meu jeito de escrever. Eu sempre admirei a sua capacidade, sua veia empreendedora, sua alegria, seu amor pelos animais e sua beleza também, ela sempre foi muito parecida com a Julia Roberts e ia conquistando fãs por onde passasse.

O engraçado é que quem vê de fora e observa hoje o seu merecidíssimo sucesso, pensa que ela é sortuda, e que a vida sempre foi fácil para ela. Ledo engano. Eu sei o quanto essa mulher poderosa e linda batalhou vida afora para chegar aonde chegou, por seu mérito, seu esforço, sua dedicação, sua inteligência e simpatia.

Minha amiga querida Catarina, eu soube do seu sucesso quando uma outra amiga (a Nadine), naquela época em que eu tinha escasquetado que faria o Coletivo de Conteúdo (que naufragou quando decidi ir morar em Portugal), veio me falar de você. Ela te elogiou, elogiou o seu trabalho, suas palestras e cursos. Fiquei muito orgulhosa de você.

- Ela é minha amiga! Declarei, com muita felicidade no meu coração.

O que eu quero dizer é que você merece. Você merece cada comentário, cada elogio, cada pessoa na audiência das suas palestras, cada “curtida” no Facebook e cada interação no LinkedIn.

Embora estejamos em fases muito diferentes da vida, eu estou aqui, na retaguarda, a te admirar, e a torcer por você e pelo seu sucesso. Só quero dizer que me lembro das suas belíssimas e delicadas cortinas de miçangas, me lembro do dia em que nos encontramos na Praça Benedito Calixto, me lembro da sua descolada grife São Chicquinho, e sei o quanto você ralou para ter este seu lugar ao sol hoje.

Sou uma das suas primeiras fãs e continuarei a ser, sempre. Fico feliz com as suas conquistas e com os seus voos, que, espero, sejam cada vez mais altos e peço a Deus (ou ao Universo) que derramem cada vez mais bênçãos na sua vida e no seu caminho.

I love you.