segunda-feira, novembro 21, 2016

Filhos, o sentido da vida


Ultimamente, não sei se por causa dos malditos hormônios, eu ando meio pensativa demais, digamos. Para não dizer outra coisa pior.... Estou reavaliando o que é importante na vida e o que não é.
Deixando de assinar várias newsletters, deixando de ler o que não me interessa, me desapegando de coisas materiais variadas  - em suma, decidi entrar em 2017 muito mais leve.
Morar em casa grande é bom e não é... É a tal da faca de "dois legumes"!
A tendência é acumular coisas e mais coisas, e servir de depósito para as coisas que os filhos não querem mais, mas querem ter por perto.
Então, é preciso dar um BASTA e começar a limpar a área.

Isso é fácil.

O problema são as burocracias.
Eu pensei (erradamente, por sinal) que, ao deixar meu emprego, eu conseguiria viver da minha editora e/ou do meu blog de saúde cardíaca. Busquei ajuda, fiz o Empretec, etc e tal.
Mas nada disso adiantou e eu cheguei a me arrepender amargamente da minha decisão de deixar o trabalho. Todo mundo me dizia que eu era "louca" de abandonar um emprego em um cenário de crise e eu me lixei... não dei a mínima.
Eu sempre me identifiquei muito mais com a cigarra do que com a formiga, na famosa fábula......

Mas o que eu quero dizer aqui neste texto (e já desviei bastante do tema) é que o que importa mesmo, de verdade, na minha vida, não é o trabalho (e nunca foi, e por isso estou colhendo os frutos do que andei plantando vida afora). O que importa de verdade são os nossos filhos.
Meus filhos - o Tom e a Biba - são, sem sombra de dúvida alguma, minhas melhores obras, que fiz com a ajuda do meu marido, o Guilherme.
Eles me dão alegrias, me deixam orgulhosa, ficam bravos comigo, me dão broncas, me abraçam forte quando eu preciso, me carregam para onde eles acham que eu devo ir....
Ainda não virei criança de novo, para deixar a minha vida na mão deles totalmente e espero que isso nunca aconteça. Embora não dependa de mim.
Mas eu enxergo meus filhos agora como adultos que se responsabilizam também pelas escolhas deles e isso é muito bacana.
Se me arrependo de algumas decisões tomadas na minha carreira, não me arrependo de nada do que fiz no meu papel de mãe. Errei, é claro, e erro ainda.
Mas faço o melhor que eu posso, fiz o melhor que eu pude.
E o mais bacana: deu certo!!!! Eles dois são pessoas de caráter e isso me enche de orgulho e alegria.
São eles que me ajudam a afastar as ideias sombrias que andam rondando a minha mente e meu coração nessa fase decadente da vida....

Eu agradeço a Deus por ter me dado esses meus dois presentes magníficos. E agradeço muito a Deus também pela minha neta, a Helena. Que também preenche meu coração de alegria, sempre que eu a vejo.
Ela é o futuro vivo, o futuro da nossa família, é a esperança em dias melhores personificada.
É isso.

De tudo que fiz na minha vida, posso me arrepender de muita coisa. Mas não me arrependo nem um milímetro de ter trazido meus filhos para este Mundo LOKO!!!! Espero e acredito que só com a presença deles neste Planeta, ele já fica melhor. Já não me dá tanta vontade assim de ir embora e deixá-los aqui pra trás.
Eles me dão força e coragem. São tudo pra mim. Isso deve ser amor. Muito amor.
E eu agradeço.

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