sexta-feira, julho 20, 2007

Manifesto antifeminista


Recebi por email e confesso que muitas vezes é assim que eu penso, ultimamente...
Adorei especialmente a parte que fala que a gente passa o dia no telefone, resolvendo problemas que não são nossos.... A autora é desconhecida. Se alguém souber a autoria, por favor me avisa, tá?

Desabafo de uma mulher moderna

São 6:30 da manhã.. O despertador canta de galo e eu não tenho forças nem para atirá-lo contra a parede... Estou tão cansada... não queria ter que trabalhar hoje... Queria ficar em casa, cozinhando, ouvindo música, cantarolando, até....
Se tivesse filhos, gastaria a manhã brincando com eles, se tivesse cachorro, passeando pelas redondezas... Aquário? Olhando os peixinhos nadarem... Se eu tivesse tempo... gostaria de fazer alongamento...Brigadeiro...

Tudo menos sair da cama e ter que engatar uma primeira e colocar o cérebro pra funcionar. Gostaria de saber quem foi a mentecapta, a infeliz matriz das feministas que teve a estúpida idéia de reivindicar direitos de mulher... queria saber PORQUE ela fez isso conosco, que nascemos depois dela...

Estava tudo tão bom no tempo das nossas avós... elas passavam o dia a bordar, trocar receitas com as amigas, ensinando-se mutuamente segredos de molhos e temperos, de remédios caseiros, lendo bons livros das bibliotecas
dos maridos, decorando a casa, podando árvores, plantando flores, colhendo legumes das hortas, educando as crianças, freqüentando saraus, ENFIM, a vida era um grande curso de artesanato, medicina alternativa e culinária.

Aí vem uma fulaninha qualquer que não gostava de sutiã nem tão pouco de espartilho, e contamina várias outras rebeldes inconseqüentes com idéias mirabolantes sobre "vamos conquistar o nosso espaço"!!! Que espaço, minha filha??? Você já tinha a casa inteira, o bairro todo, o mundo aos seus pés. Detinha o domínio completo sobre os homens, eles dependiam de você para comer, vestir, pra tudo!!! Que raio de direitos requerer ?

Agora eles estão aí, são homens todos confusos, que não sabem mais que papéis desempenhar na sociedade, fugindo de nós como o diabo foge da cruz... Essa brincadeira de vocês acabou nos enchendo de deveres, isso sim. E
nos lançando no calabouço da solteirice aguda. Antigamente, os casamentos duravam para sempre, tripla jornada era coisa do Bernard do vôlei - e olhe lá, porque naquela época não existia Bernard do vôlei.

POR QUE ???..me digam POR QUE um sexo que tinha tudo do bom e do melhor, que só precisava ser frágil, foi se meter a competir com o macharedo? Olha o tamanho dos bíceps deles, e olha o tamanho dos nossos. Tava na cara
que isso não ia dar certo!!!

Não agüento mais ser obrigada ao ritual diário de fazer escova, maquiar, passar hidratantes, escolher que roupa vestir, e que sapatos combinar, que acessórios usar... tão cansada de ter que disfarçar meu humor , que sair
sempre correndo, ficar engarrafada, correr risco de ser assaltada, de morrer atropelada, passar o dia ereta na frente do computador, com o telefone no ouvido, resolvendo problemas que nem são meus!!!

E como se não bastasse, ser fiscalizada e cobrada (até por mim mesma) de estar sempre em forma, sem estrias, depilada, sorridente, cheirosa, com as unhas feitas, sem falar no currículo impecável, recheado de mestrados,
doutorados, e especializações (ufffffffffffffffffff!!!!!!!). Viramos supermulheres e continuamos a ganhar menos do que eles... Não era muito melhor ter ficado fazendo tricô na cadeira de balanço?

CHEGAAAAAAA!!!... eu quero alguém que pague as minhas contas, abra a porta para eu passar, puxe a cadeira para eu sentar, me mande flores com cartões cheios de poesia,faça serenatas na minha janela...ai , meu Deus, já
são 7:30,tenho que levantar!...

E tem mais: quero alguém que chegue do trabalho, sente no meu sofá, coloque os pés pra cima e diga "meu bem, me traz um cafezinho, por favor?", descobri que nasci para servir. Vocês pensam que eu tô ironizando? To falando sério! Estou abdicando do meu posto de mulher moderna.... Troco pelo de Amélia. Alguém se habilita?

quarta-feira, julho 18, 2007

Dia da vovó


Comemora-se o Dia da Vovó em 26 de julho porque esse é o dia de Santa Ana, mãe de Maria e avó de Jesus Cristo. Conta a história que Ana e o marido, Joaquim, não tinham filhos, mas sempre rezavam pedindo que o Senhor lhes enviasse uma criança. Ela teve uma menina quando já tinha idade avançada e a batizou de Maria.

Quando eu era apenas mãe, achava que esse dia não fazia o menor sentido, afinal, avós são mães antes de serem avós. Pra vc ver, agora já acho que até que tem a ver... Afinal avós são mães ao quadrado.

Tragédia

Sempre tento falar só em assuntos "leves" por aqui.
Mas hoje, acredito que preciso falar uma coisa séria e não sei se todos vão compreender e/ou concordar.
É muito triste quando acontece uma acidente como o de ontem, em São Paulo.
As pessoas ficam muito emocionadas e comovidas com o drama de cada família envolvida. Isso é natural. Somos seres humanos com tudo o que tem de bom e de ruím nisso. O que tem de bom é a solidariedade que se cria entre as pessoas nessas horas.
Agora, eu também acho que é necessário buscar uma compreensão maior sobre fatos como esse.
No meu ponto de vista, eu que sou espírita, kardecista, nada acontece por acaso. Nenhuma pessoa que estava (ou não) naquele vôo não estava ali por acaso.
Existe um glossário, no site da Seara Bendita, que explica a razão desses desencarnes coletivos e reproduzo aqui com a intenção de que sirva de consolo para quem está muito inconformado com os acontecimentos:

DESENCARNE COLETIVO. É o desencarne que ocorre em acidentes e catástrofes de toda sorte, que vitimam pequeno ou grande número de criaturas. Ocorre porque um grupo ou grupos de espíritos comprometidos com um mesmo débito ou com débitos semelhantes, em reencarnações pregressas, se associam, ainda na espiritualidade, antes do renascimento, com a finalidade de realizar "trabalho redentor em resgates coletivos".

Que Deus abençoe todos os que estão envolvidos - direta ou indiretamente - nessa tragédia!

segunda-feira, julho 16, 2007

Resposta ao Fernando


O Fernando fez um comentário no post do dia 1 de março.

Não, Fernando, a da direita é a minha filha, a Marjorie. No meio, o papai, Tomás. E na ponta direita, a mamãe Rafaela.

A Helena (foto), minha neta, já fez dois meses, no dia 7/7.

E aposto que a Rafa já encontrou várias respostas para as perguntas que ela tinha naquela época.

Obrigada pela visita e volte sempre.

quinta-feira, julho 12, 2007

As incongruências do amor


O amor é uma coisa engraçada.
Tem a ver com a flecha do cupido, será?
Mas acontece que às vezes só um dos dois está mais empolgado do que o outro com aquele relacionamento. Um arrastaria um bonde pelo outro, mas o outro não arrastaria nem um carrinho de rolemã pelo um. Assim, o amor vai vivendo as suas fases. E os papéis, em algum tempo, se invertem. Um se cansa de arrastar o bonde e o outro sente falta daquela atenção com a qual já estava se acostumando. Daí aparece o sofrimento. Um sofre pelo outro. Lágrimas escondidas, aquele aperto no peito, quando você vai toda apaixonada e ele lá, meio indiferente aos seus sentimentos. Mas não era ao contrário que tudo acontecia no começo? O que fazer?
Buscar o equilíbrio, digo eu.
E você: pensa que é fácil, é?
Não. Não penso que é fácil. Mas se fosse, que mérito haveria?
O que acontece é que existe uma lei universal da causa e efeito. Às vezes, ela age bem rapidamente. Se você fez sofrer, possivelmente sofrerá do mesmo mal que causou, na mesma proporção. Mas se você sofreu, pode inadvertidamente fazer sofrer, sem perceber que está causando tanto sofrimento. Amor é que nem uma árvore. Precisa de tempo para crescer e se fortalecer. Dar frutos, fincar raízes.
O melhor, sempre, em qualquer situação, é abrir o coração e deixar que o sentimento tome as rédeas. Deixe de lado qualquer tipo de racionalização. Não fique pensando no orgulho ferido e muito menos em o que os outros vão pensar. Danem-se os outros. O assunto é apenas entre você e ele, ou você e ela. Resolva. Conquiste, use as suas “armas do bem”, combata o bom combate, como disse a Pri hoje.
Vá à luta, mas com as armas do coração. Nunca falha. Nunca.
Reflita bem: o que é mais importante para você: o namoradinho /a ou aquele show, bacana também? A vida é feita de escolhas. Você escolhe. Ninguém pode escolher por você. Você decide que riscos é capaz de correr, quantas desfeitas é capaz de agüentar, com um sorriso nos lábios, porque afinal de contas, você ama aquela pessoa. E amor é assim algo incondicional. Não existe: eu te amo se você.... Isso pode ser qualquer coisa, menos amor verdadeiro. O amor não tem a ver com qualquer coisa que se faça e nem se diga. Embora às vezes algumas palavras tenham um alto poder de ferir corações. Por isso, é bom tomar muito cuidado, ouvir a voz do coração – coisa careta de se dizer, mas muito verdadeira. O amor é cego, surdo e mudo. E é também a parte mais importante dessa vida. Por isso, resolvi voltar. Nova fase, novo ano, novo emprego, novas pessoas, tudo novo de novo.