quarta-feira, março 31, 2004

Fazer as pazes
Como é bom fazer as pazes! Dá um alívio. Parece que a gente tira um peso de cima das costas, um espinho do coração. As cores ficam mais expressivas, a cidade menos agressiva, o trânsito já não incomoda tanto... Como é bom fazer as pazes! Pedir desculpa (nem que seja por alguma coisa que a gente acredita que não tenha feito). Nem sempre é uma questão de intenção, mas de como a outra pessoa interpreta um ato qualquer. Uma gritaria fora de hora, ou uma bronca injusta, ou um carinho que não aconteceu... Somos todos imperfeitos. Então, vale a pena pedir desculpas, pra sentir toda essa avalanche de sentimentos bons. Mais dífícil do que pedir desculpas é perdoar. Mas perdoar mesmo. Passar uma borracha em cima do fato, como se nada tivesse acontecido. E seguir em frente. A vida é uma luta diária e ela não dá tempo pra gente ficar de mal de quem a gente ama. Não acha?

domingo, março 28, 2004

Com o tempo...
Recebi por e-mail da Estela. Gostei muito. Tudo a ver com o espírito, digamos, "romântico" deste blog.
“Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com uma outra pessoa você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquele cara ou aquela mulher que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente, não é o homem, nem a mulher da sua vida. Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você. O segredo é não correr atrás das borboletas... É cuidar do jardim para que elas venham até você. No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!"

Mário Quintana

sexta-feira, março 26, 2004

Mais uma sexta-feira
O Tom melhorou e até foi trabalhar. A Biba tem uma tala de ferro no dedinho. E a vida continua. Cheia de coisas pra fazer, pensar e pouca coisa cabe mais na minha cabeça. Tá tudo apertado lá dentro, que nem aquelas kombis de lotação às seis horas da tarde. Uma bagunça! Mas hoje é sexta-feira. TGIF. Diz que as secretárias norte-americanas escreviam isso nos memorandos, às sextas-feiras. Quem conhece o trava-língua dos mafagafos? É o assunto do momento, aqui.

quinta-feira, março 25, 2004

Luxação
Não sei se a Biba ficou com ciúmes da paparicação em torno do Tom, mas o fato é que ela luxou o dedo, jogando handebol hoje na escola. Eita vida cruel... Uma atrás da outra. Agora eu queria que alguém me explicasse o que essas duas palavras têm em comum: luxo e luxação. Gozada, essa nossa língua portuguesa...

quarta-feira, março 24, 2004

Tom
Meu filho acaba de completar 21 anos. Virou um homem. Tenho muito orgulho de ser a sua mãe. Ele faz Arquitetura, faz estágio em uma construtora - apesar de andar revoltado com o trabalho, que não é bem o que ele queria / tinha em mente - e leva a vida numa boa. Quando o celular dele toca no fim de semana, ele atende assim: "Disque Balada!". É um cara que está de bem com a vida, resumindo.
Ele me vê como a mãe chata. Ele não entende que quando eu sou chata - quando não faço o prato para ele ou não ligo se tem comida ou não - não tenho a intenção de ser chata, mas a de prepará-lo para o lado chato da vida. Imagina se eu o paparicasse e um belo dia eu já não estivesse mais lá para cumprir esse papel... Ele ia sofrer muito, acho. Então, é melhor sofrer em doses homeopáticas e ir se fortalecendo, fortalecendo o espírito independente, do que ter um trauma e não saber como se virar, depois disso. Sei que é uma idéia polêmica. E tem mais. Não sou do tipo "dona de casa", nunca fui e nunca serei, fazer o quê? Quantas mulheres de 45 anos mantém um blog na Internet? Pois é.
Eu sei dizer que a gente briga bastante. Eu tinha só 24 anos quando ele nasceu. Também estou aprendendo com ele a ser mãe, embora eu rejeite algumas das funções atribuídas à figura materna.
Apesar das briguinhas, elas são, no fundo, muito mais teatrais do que reais. Pelo menos do meu lado. Eu conservo dentro do meu coração aquele amor de mãe, incondicional, sabe? Nisso, sou bem tradicional. No sentimento que tenho quando olho para ele, dormindo em sua cama, nos horários mais impróprios. Quando rezo para o Anjo da Guarda dele, nos dias em que ele não vem dormir em casa também (não costumo fazer escândalos nessas ocasiões, como algumas mães). Peço aos Céus que o mundo seja gentil com ele, como faz toda mãe.
Ele chegou mais cedo em casa ontem. Dor de garganta. Passei na farmácia para comprar Cataflam e Hexomedine. Mas não adiantou nada. Hoje, a febre chegou aos 40 graus! E o Guilherme foi com ele ao hospital. Uma vez o Guilherme disse que era o pai e a mãe do Tomás, em uma reunião na escolinha. E eu tava lá! Nunca o perdoei por ter dito isso. Por outro lado, sei que o Gui o ama muito também e faz tudo o que estiver ao seu alcance para que ele tenha uma vida feliz. Ai, como é difícil educar uma pessoa! Tom, sare logo, tá? Bjs, da sua mãe, que te ama D+.

sexta-feira, março 19, 2004

Uma história de amor diferente
Hoje vou mudar um pouco de assunto. Recebi este link, com uma história de amor diferente e emocionante, amor de mãe pela filha, Luísa. Confere lá. E se puder ajudar, ótimo! Nem que seja como eu, colocando um link no seu blog.

quinta-feira, março 18, 2004

Trânsito
Morar em São Paulo significa se (des)entender com o trânsito maluco dessa cidade. Acho que todo mundo já viu um filminho do Pateta, em que ele se transforma em uma espécie de "monstro" na direção do carro. Acho que isso acontece com todo mundo, inclusive comigo! Eu me recuso a deixar algum espertinho que corta todo mundo pela esquerda a entrar na minha frente. Me sinto vitoriosa. Colo no carro da frente e acelero. Não deixo ninguém, nem uma mosquinha, passar na minha frente. Pode até entrar na frente de alguém lá na frente, mas não na MINHA frente.
Também nutro verdadeiro ódio por carros modelo SUV (sport utility vehicles) com vidros "filmados". Nesses, então, dou fechadas, se tiver chance. Eles se acham os donos da rua. Querem passar por cima de todo mundo. Enxergam a turba de carros aqui embaixo de uma perspectiva superior. Argh!! Geralmente há uma loira burra ao volante. Mas nem sempre. Às vezes, é um mauricinho metido a besta. Ou um lutador de jiu jitsu com seu Pit Bull. Argh! Isso, sem falar que são totalmente antiecológicos, consumindo uma quantidade absurda de gasolina, que pode fazer falta no futuro. Imagina se eles têm essa consciência....
Outro capítulo à parte são os carros, táxis, com aquele gancho atrás, para não carregar nada. Só para servir de "proteção". O que eles não percebem é que a "proteção" é na verdade uma baita agressão aos desavisados que batem a canela naquele ferro horroroso. Argh!! Odeio, odeio, odeio.
Se há violência no mundo - ainda (porque eu acho que o pessoal já deveria ter evoluído espiritualmente bem mais do que isso, inclusive eu) - ela se concentra muito no trânsito.
Vou tentar mudar o meu jeito. De vez em quando, deixo alguém passar na minha frente e confesso que me sinto muito melhor. Imagine all the people living life in peace. Seria tão bom!

terça-feira, março 16, 2004

Ansiedade
Mandei meu "Diário do Desemprego" para a editora. Estou tão ansiosa! Quando penso nisso, minhas mãos suam, como não acontecia há pelo menos uns 20 anos. É que é muito importante p/ mim. MUITO IMPORTANTE MESMO. Por outro lado, sou uma mulher adulta, crescida, madura e estou preparada para o que der e vier. Mesmo que não dê nem venha nada eu não vou desanimar. Imagino mesmo que não vai ser na primeira tentativa que vou ter sucesso, né? Seria muita banana por um tostão, como dizia minha avó.
Mas, por outro lado, tenho que ter sorte, uma vez na minha vida, poxa vida. 2004 é o ano. Vou virar escritora. Que é o que sempre quis. Senão, daqui a pouco eu morro sem realizar o meu sonho.
Enfiei o original, meu currículo e uma cartinha dentro de uma caixa de plástico azul, que tem que me dar sorte. Se não der certo, da próxima vez vou usar uma caixa amarela - é a minha cor favorita.

domingo, março 14, 2004

Histórias de amor (2 - final)
Estou um pouco atrasada para publicar aqui minha homenagem aos 450 anos de São Paulo. A história começa no post anterior. Ia fazer em capítulos, mas mudei de idéia e resolvi mandar de uma vez só o resto da história. Essa história participou de um concurso e não ganhou nada... a história ganhadora comparava a nossa São Paulo à Gotham City do Batman... - nada mais americanóide! ...enfim, vai saber. Vai ver eu não estava bem sintonizada às expectativas da comissão julgadora. Fazer o quê, se sou uma romântica incurável?
A vida da gente pode ser resumida em um encadeamento de histórias de amor. Não é lindo, tudo isso?

Irene e Norberto
Na capital paulista, Norberto, o rei da alegria entre os amigos, com seu inseparável violão, conhece Irene - mocinha muito franzina e bonitinha - que passa a ser sua inspiração para lindas e românticas cartas de amor. O casamento é logo acertado, como era comum naquela época, e o casal vai morar em uma casinha térrea, bem simples, com jardim na frente e quintal nos fundos, que só tem sala, quarto, cozinha e banheiro do lado de fora, na rua Gandavo, na Vila Clementino.
Nasce Neide, e dois anos mais tarde, Ivone. Naquela época, a Medicina ainda não conhecia nem mesmo a cura para vermes, mal que abrevia a vida de Neide, aos dois aninhos de vida. Esse fato traz a primeira grande tristeza ao casal. Pouco depois, nasce Leônidas, nome escolhido para homenagear famoso jogador de futebol da época. A vida simples prossegue sem maiores sobressaltos. Norberto trabalha como instrutor de auto-escola. Irene cuida dos afazeres domésticos com dedicação e capricho.

Ivone e José Leonardo
Por outra dessas coincidências da vida, José Leonardo e Ivone encontram-se na Walita, onde os dois trabalham. Aquela mocinha simpática, com suas covinhas que aparecem quando ela sorri, vaidosa - não vai nem até a esquina sem passar seu batonzinho - chama a atenção de José Leonardo. O jovem alto, muito magro, com jeito de intelectual e aqueles bigodes que o fazem parecer mais velho do que é, também conquista o coração de Ivone.
O namoro logo leva ao casamento. Fica registrado para sempre na foto oficial o vestido branco, com uma longa cauda - como se usava nos anos cinqüenta - bem como o imenso buquê de flor de laranjeira. Os sogros vão morar com o casal em uma casa confortável, com três dormitórios, sala, cozinha e banheiro, no conjunto habitacional construído pelo Instituto da Previdência, na região oeste de São Paulo.
Um ano mais tarde, nasce Silvia Regina, no hospital e maternidade São Paulo. O avô Mário manda fazer uma placa para instalar na frente da casa, com os dizeres: “Vivenda Silvia Regina”. As meninas da perua adoravam perguntar para Silvia o que queria dizer “vivenda”, por que havia uma placa com o seu nome da porta da casa, perguntas sempre que a deixavam bem embaraçada.
P.S.: os descaminhos dessa vida levaram esse casal a novas histórias de amor, mas aí são outros casos, outros personagens... qualquer dia eu conto!

Florência e Vilhelm
O bairro de Pinheiros, também na zona oeste de São Paulo, é o cenário da história de amor de Vilhelm e Florência. Jóquei, nascido na Romênia, Vilhelm encanta-se com a beleza de Florência, filha de portugueses. Vaidosa, sempre com uma flor nos cabelos, exímia cozinheira - ganhou até um concurso de culinária - ela começa a ser procurada por ele. Com muita insistência, além de presentes bonitos e caros, principalmente jóias de ouro que ela tanto adora - o estrangeiro consegue conquistá-la.
Muito católica, Florência dá à primeira filha o nome da padroeira do Brasil. Demora nove anos até ter o segundo filho, o tão desejado menino. Nascido no hospital e maternidade Santa Helena, na Liberdade, Guilherme faz o maior sucesso. Não é todo dia que nasce um bebê com 5 quilos!

Silvia e Guilherme
O lugar: colégio Equipe da rua Martiniano de Carvalho. O ano: 1975. Silvia, aos 16 anos, está no terceiro colegial, no colégio Stella Maris, na rua Cardeal Arcoverde, em Pinheiros, onde estuda desde o primeiro ano primário. Ela e suas quatro melhores amigas resolvem fazer cursinho à tarde e escolhem o Equipe, onde Guilherme faz supletivo.
Seus cachos dourados, seus olhos claros, que lembram os do vovô Mário, seu jeitão alegre e amigo de todo mundo seduzem a mocinha tímida e ele se torna seu primeiro namorado.
Em agosto daquele ano ficam noivos. O plano era uma viagem ao Peru, de trem, nas férias. E o noivado era uma forma de ajudar a convencer os pais. A madrinha da Silvia, Alayde, doceira de mão cheia, faz um delicado bolo em forma de coração para marcar a data.
Apesar da viagem não ter dado certo, o noivado dura cinco anos, até que em 1980, os dois vão morar juntos em um sobradinho geminado na Vila Brasília, na rua João Moura, de novo, Pinheiros.

São Paulo, 450 anos
Cenário de histórias de amor, entrelaçadas umas nas outras. É assim que vejo São Paulo. A cidade, que pode aparentar ser fria, a chamada “Selva de Pedra”, não é assim para quem conhece suas entranhas, como eu.
A cidade representou o sonho de uma vida melhor para meu avô Mário; o cenário das vitórias no Jóquei do avô dos meus filhos, Vilhelm; o palco do amor dos meus pais e lugar mágico onde meus próprios sonhos se tornaram realidade.
Em 1983, nasce o Tomás, em plena avenida Paulista. Em 1992, é a vez da Marjorie chegar ao nosso mundo e à nossa cidade. Mudamos de Pinheiros para o Butantã, trabalho no Itaim. Vivo e respiro todos os dias nessa cidade. Reclamo do trânsito, mas continuo sonhando. Trabalho mais do que me divirto, como todo paulistano. Mas, sobretudo, amo essa velha senhora de 450 anos. Amo São Paulo. Amo minha vida.

sexta-feira, março 12, 2004

Histórias de amor (1)
Flora e Mário
Flora, bonita morena, pele, cabelos e olhos castanhos profundos, com seu ar de decidida, de repente passou a se interessar por fotografia. Seu padrinho, que fazia todas as suas vontades, compra uma câmera para a afilhada. Seu interesse súbito se explica pelos olhos muito azuis e pela simpatia de Mário, o atencioso descendente de italianos, dono da primeira e única loja do gênero da cidadezinha de Mococa, interior do estado de São Paulo.
Do flerte inicial ao casamento foi um pulo. Namorar era proibido, naquela época. Os dois começam a vida em uma casinha na fazenda, outro presente do padrinho.
A lida na fazenda, porém, não satisfaz o jovem Mário. Ele deseja ser capaz de sozinho sustentar Flora. Para isso, o casal resolve arriscar a sorte na cidade grande e se muda para São Paulo, levando o único filho ainda pequeno, José Leonardo.


quinta-feira, março 11, 2004

Saudades, palavra que só existe em português
Recebi um e-mail hoje da Delly que eu adorei. Tudo a ver com o meu blog. Diz que é do Miguel Falabella, mas não tenho certeza, sabe como são esses e-mails que ficam correndo pela net, né? Parece que o Luís Fernando Veríssimo é autor de tudo quanto é texto... Eu recebi um e-mail um dia desmentindo que o texto do e-mail anterior fosse daquele autor... Sei lá. Em todo caso, o texto é muito bonito e mando aqui:

"Em alguma outra vida , devemos ter feito algo de muito grave para sentirmos tanta saudade... Trancar o dedo numa porta dói. Bater o queixo no chão dói.Torcer o tornozelo dói. Um tapa , um soco, um pontapé doem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim.

Mas o que mais dói é saudade. Saudade do irmão que mora longe. Saudade da cachoeira da infância. Saudade do gosto da fruta que não se encontra mais. Saudade do amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa. Doem essas saudades todas.

Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença e até da ausência consentida... Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem se verem mas sabiam-se lá. Você podia ir para o dentista e ela para a faculdade mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã. Contudo, quando o amor de um acaba ou o do outro se torna menor, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter. Saudade é basicamente não saber. Não saber mais se ela continua fungando num ambiente mais frio. Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia. Não saber se ela ainda usa aquela saia. Não saber se ele foi à consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania de estar sempre ocupada, se ele tem assistido às aulas de inglês, se aprendeu a entrar na internet e encontrar a página do diário oficial, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua preferindo Malzbier, se ela continua preferindo suco de acerola, se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados, se ela continua dançando daquele jeitinho enlouquecedor, se ele continua cantando tão bem, se ela continua detestando Mc Donald's, se ele continua amando, se ela continua a chorar até nas comédias...

Saudade é não saber mesmo! Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.

Saudade é não querer saber se ela está com outro e ao mesmo tempo querer. É não saber se ele está feliz , e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso... É não saber se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais saber de quem se ama e ainda assim doer. Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e o que você provavelmente está sentindo agora, depois que acabou de ler..."

quarta-feira, março 10, 2004

Sol e chuva, casamento de viúva
Temperatura instável na capital paulista. Agora, o sol vem beijar a minha mesa. Mais um caso de amor sem solução. A persiana e o vento não se dão bem. Então, tenho que fechar a janela. Daí sou eu quem morre de calor. E assim vai.

"Sonia" - tem outra resposta p/ vc nos "comments" do post anterior.
Vc não prefere conversar comigo por e-mail, não?
Também queria pedir pra deixar os palavrões de fora da nossa conversa, tudo bem? É que eu tenho leitores menores de idade e não acho uma boa.
Tks,
Silvia

segunda-feira, março 08, 2004

Segundona
Finalmente, vimos o Picasso na Oca. Dei duas voltas no estacionamento para conseguir uma vaga.
Mas fiquei feliz mesmo foi com a consulta sentimental da Sonia.
Respondi pelo "comentário", mas algo me diz que é melhor postar tudo aqui.
Vamos lá:

Ok, quer comecar a entender minha relacao?
Eu nao a entendo...uma hora amo meu marido, outra hora penso em ficar por causa da filha, outra adoro-o, e em outra odeio por nao me ajudar com servicos domesticos e achar que sou obrigada a cuidar de tudo e ainda sair pra trabalhar todos os dias.
To conversando a tempos com uma pessoa querida pela net e msn ,no trabalho. O acho muito especial.
Moro fora do pais e ele no brasil.
Eu 23 ele 22, jovem , farra e tal, porem quer uma pessoa especial na vida, formando agora e tal.
Temos uma amizade que de vez enquando sai algo colorido, mas nao estampado, indiretamente.
Nao conto que sou casada ainda, digho que separei.
Naoi tenho coragem, porem queria ve-lo.
Nao posso largar minha familia e ir pro brasil e realizar meu sonho...ja nao sou mais crianca, tenho uma crianca.
Sonia **** | 03.04.04 - 8:48 am | #

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O que fazer?
Nunca deixaria tudo por ele, isso nunca...quero minha filha ao lado do pai e quero viver este casamento que e verdadeiro mas que falata algo.
Gostaria de ir ate o nordeste e da um beijo em quem tenho na memoria a todo momento.
Sonia **** | 03.04.04 - 8:49 am | #

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Entendi...vc quer reunir estorias romanticas e de vida aqui nesse cantinho (blog) pra fazer parte ou te inspirar pro seu livro, ne?
Sou um bom comeco com muitos comecos e nenhum fim.
Sonia **** | 03.04.04 - 9:23 am | #

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Sonia, que legal receber a sua mensagem. Parece que me vejo aos 20 e poucos anos, também cheia de dúvidas... Pois eu posso te garantir uma coisa, que acho que pode te tranquilizar: quando o relacionamento passa por uma crise, ele sempre sai dela fortalecido. Suas queixas sobre o seu marido são comuns a todas nós. São pequenos "nadas" cotidianos que atrapalham a vida. Mas se você tem um objetivo maior - manter a família unida, nem que seja em função da felicidade da sua filha - você aprende a passar por cima dessas coisinhas menos importantes. E aos poucos aprende também a convencer o seu marido a ter um comportamento mais colaborativo. Não tenho a pretensão de dar respostas definitivas, mas sim "pistas" para você tomar a sua decisão. Se precisar, escreva de novo. Se quiser mandar seu e-mail, respondo só pra vc. Bjs e boa sorte!
Silvia
PS - vc me deu uma boa idéia para um novo livro. O "primeiro" já tá praticamente pronto!

Como diz o Pasquale, é isso.
(espero que tenha sido uma resposta útil. Eu teria mais coisas pra falar, mas não quero ser chata.)

quarta-feira, março 03, 2004

Evento
Tô muito cansada pra falar qualquer coisa. Eram cinco, seis assessores para cada jornalista. Ufa! Acompanhei três entrevistas. Quarenta e cinco minutos esperando o táxi debaixo de chuva (ainda bem que a Selma me emprestou o guarda-chuva dela!) e mais quarenta e cinco minutos no trânsito infernal da Marginal antes de chegar em casa. Isso é morar e trabalhar em São Paulo.
Tenho que ir, mas preciso falar mais uma coisa: só hoje, quando contei pra Elis sobre o meu blog, é que eu percebi que ele está completamente desvirtuado. O que ele tem de "consultório sentimental", como era a proposta original?? Nada, mais. No começo, ainda procurei manter o romantismo. Mas agora... Trânsito na Marginal... Que decadência. O que há de romantismo nessa cena? Parece que ninguém levou minha proposta a sério. Minha carreira curta de conselheira sentimental acabou cedo por falta de credibilidade aguda. Snif, snif. :-(
E eu responderia os e-mails.
E manteria a privacidade das pessoas.
Acho que preciso fazer o "regulamento" do blog.
Quem sabe assim as pessoas confiem mais em mim, né?
Mas hoje não. Que eu tô muito cansada. Fui.
As árvores da Cidade Jardim
Tudo bem que a Marta queira fazer túneis, reformar avenidas. Até aí, tudo bem. Que o trânsito se lixe, etc. Mas COMO É QUE NINGUÉM FALA NADA SOBRE ARRANCAR TODAS AS LINDAS ÁRVORES DA CIDADE JARDIM?????? NÃO ME CONFORMO. LEVEI UM CHOQUE QUANDO VI A CENA. Cadê as árvores da Cidade Jardim? Proponho que o nome da avenida seja mudado já. Para "Cidade Devastada Em Obras Intermináveis e Antiecológicas". Faça-me-o-favor. Que vergonha. Vou entrar para o Partido Verde agora. Vou colocar mensagens no site do Greenpeace, onde mais posso reclamar??

terça-feira, março 02, 2004

Segunda, praticamente terça
Putz! Não vi o Picasso ainda.
O Tom ficou bem doente e passei o sábado no Hospital.
Mas ele já melhorou. Foi só uma laringite aguda acompanhada de sinusite.
Mas é o seguinte: ainda não contei, mas meu plano este ano é tirar o livro da gaveta. E estou batalhando para isso diariamente. Estou forte. Consigo enfrentar críticas. Pode vir quente que eu estou fervendo. É isso aí. Vamo pras cabeças e vamo que vamo. Meu livro é assim de um estilo semi-jornalístico autobiográfico onírico. Vai classificar isso como ficção ou não-ficção? Romance ou comédia da vida real? Esse é que é o problema.