quinta-feira, dezembro 22, 2016

Feliz Natal e feliz ano velho!



Bom, primeiro, vamos falar do aniversariante: Jesus. Que o Menino Jesus nasça no coração de todos, com sua doçura, sua inocência infantil, seu amor incondicional a todas as criaturas de Deus. Um cara que nasceu há mais de 2 mil anos e que deixou um Evangelho que é um fonte inesgotável de LUZ e de AMOR para esta Humanidade não pode ter sido um cara qualquer. Não é lógico pensar / sentir assim. Ele é o grande governador do nosso planeta e Ele espera que nós sejamos pessoas cada vez melhores nos anos que hão de vir.

Segundo, vamos falar deste ano velho, coitado, 2016. Essa tendência que as pessoas têm (e eu me incluo também) de só falar mal, de criticar, de lembrar das dores e das tragédias do ano que finda.... quer saber?? Não tá com nada.

Enquanto não soubermos olhar pra trás e valorizar cada uma das coisas BOAS e até ÓTIMAS que nos aconteceram (ou que fizemos acontecer, melhor assim). não poderemos seguir nosso caminho evolutivo de forma plena e feliz.

Já falei aqui que faço um pote por ano, onde vou colocando só as coisas boas que aconteceram. Já tenho vários. Enquanto as pessoas fazem conservas de doces, eu coleciono coisas boas, ano a ano.

Aconselho todo mundo a fazer o mesmo.

Não vamos simplesmente jogar fora os anos, conforme eles vão passando. É uma situação especial abrir o pote e ir retirando e revivendo os momentos bons daquele ano que vai embora.

Estamos aqui mais uma vez à beira de um ano novo, com nossos corações cheios de esperança em dias sempre melhores.

Ao invés de amaldiçoar o ano que passou, vamos agradecer por tudo que a nossa vida nos trouxe de bom.

Vamos receber 2017 de braços e coração abertos.

É isso!


domingo, dezembro 18, 2016

33 desejos para 2017



Já joguei fora o calendário de 2016, fiz o balanço da lista de 33 pedidos e formulei novos pedidos para 2017.

Dica da amiga e blogueira Priscila Fiorin.

Agora é enviar ao Universo para que sejam atendidos!!!

365 dias para 33 pedidos... acho que deve ser uma boa média.

terça-feira, dezembro 13, 2016

Agonia de dezembro (ou dezembrite)


Não sei pra você. Mas pra mim, este mês de dezembro sempre me dá uma agonia danada.
A correria, que já vigora o ano inteirinho, em dezembro se acirra ainda mais.
Dá uma ânsia de fazer tudo, de deixar tudo pronto para o ano que vem...
É um ímpeto de deixar tudo arrumado, tudo concluído, tudo resolvido.
Só que isso simplesmente não existe. Pelo menos não nesta vida.
Penso em quem morre: quem morre nunca conclui tudo o que planeja.
Sempre fica uma conta não paga, um telefonema não dado, um carinho não feito, uma palavra não dita. Isso dá uma agonia... Deve dar, eu acho.
Uma confissão não feita, um sonho não realizado, um desejo não expresso ou não atendido.
Esse raciocínio me leva a pensar que nunca devemos deixar para amanhã o que podemos fazer hoje.
E mais uma vez, o dito popular prova que a sabedoria do povo é vasta e profunda.
Porque amanhã sempre pode ser tarde demais.

terça-feira, novembro 29, 2016

Sem nome




O Consulta tem a enorme honra de mais uma vez postar aqui uma texto brilhante da minha amiga Lu Praxedes. Delicie-se. 

Sem nome

Não precisa ter nome ou roteiro para chamar de amor. As histórias efêmeras, transitórias e sem nome são, definitivamente, também uma forma de amar. São intensas, deixam marcas e refletem a nossa capacidade de acolher, de ser acolhido e de querer reescrever o rumo das nossas vidas, ainda que a ausência de adjetivos possa dificultar este desejo.

E pensar que tudo começou com o seu não sorriso. Sim, você sorri não sorrindo. É quase um sorrir com os olhos. Um sorriso quase não dado, mas ao mesmo tempo doado, explosivo. Luz no breu. Foram diversos sorrisos implícitos, inúmeras trocas de olhares e conversas sobre o que importava. E sobre o que não importava também. Foram beijos longos, memoráveis e caminhos desencontrados que se cruzaram em alguma conversão astral. Foi combustível, foi intensidade. Foi você e fui eu. Mas não teve nome. Ao menos não há um nome convencionalmente conhecido para o que foi vivido.

Talvez a forma de amor mais genuína seja aquela que sempre parece nos escapar, que não exige denominações. Ao mesmo tempo que nos fascina, que nos embriaga, a possibilidade de não tê-la num futuro próximo torna tudo ainda mais especial. O toque, aquele não sorriso que insiste em sorrir para você e a forma de pegar na sua mão. A incerteza acentua o amor. O inesperado torna o sentimento mais forte e mais presente. Dentro e fora de você.

As histórias sem nome e sem regras refletem que o amor também nasce e prospera no caos, ignorando padrões sociais. O certo ou o errado não se aplicam aqui. Estas relações têm força própria e vida autônoma. O bem querer e o desejo de felicidade do outro são o eixo, o norte, a expressão máxima da alegria. Os adjetivos, quaisquer que sejam eles, se tornam insignificantes diante de você. Diante de nós.

E ainda há o seu não sorriso. O seu não sorriso que insiste em permanecer. Porque é seu. Por que é você. Porque é aconchego. Porque é conforto. Porque não tem nome, mas tem morada.

Dentro de mim. O meu sorriso de todo dia.

segunda-feira, novembro 21, 2016

Filhos, o sentido da vida


Ultimamente, não sei se por causa dos malditos hormônios, eu ando meio pensativa demais, digamos. Para não dizer outra coisa pior.... Estou reavaliando o que é importante na vida e o que não é.
Deixando de assinar várias newsletters, deixando de ler o que não me interessa, me desapegando de coisas materiais variadas  - em suma, decidi entrar em 2017 muito mais leve.
Morar em casa grande é bom e não é... É a tal da faca de "dois legumes"!
A tendência é acumular coisas e mais coisas, e servir de depósito para as coisas que os filhos não querem mais, mas querem ter por perto.
Então, é preciso dar um BASTA e começar a limpar a área.

Isso é fácil.

O problema são as burocracias.
Eu pensei (erradamente, por sinal) que, ao deixar meu emprego, eu conseguiria viver da minha editora e/ou do meu blog de saúde cardíaca. Busquei ajuda, fiz o Empretec, etc e tal.
Mas nada disso adiantou e eu cheguei a me arrepender amargamente da minha decisão de deixar o trabalho. Todo mundo me dizia que eu era "louca" de abandonar um emprego em um cenário de crise e eu me lixei... não dei a mínima.
Eu sempre me identifiquei muito mais com a cigarra do que com a formiga, na famosa fábula......

Mas o que eu quero dizer aqui neste texto (e já desviei bastante do tema) é que o que importa mesmo, de verdade, na minha vida, não é o trabalho (e nunca foi, e por isso estou colhendo os frutos do que andei plantando vida afora). O que importa de verdade são os nossos filhos.
Meus filhos - o Tom e a Biba - são, sem sombra de dúvida alguma, minhas melhores obras, que fiz com a ajuda do meu marido, o Guilherme.
Eles me dão alegrias, me deixam orgulhosa, ficam bravos comigo, me dão broncas, me abraçam forte quando eu preciso, me carregam para onde eles acham que eu devo ir....
Ainda não virei criança de novo, para deixar a minha vida na mão deles totalmente e espero que isso nunca aconteça. Embora não dependa de mim.
Mas eu enxergo meus filhos agora como adultos que se responsabilizam também pelas escolhas deles e isso é muito bacana.
Se me arrependo de algumas decisões tomadas na minha carreira, não me arrependo de nada do que fiz no meu papel de mãe. Errei, é claro, e erro ainda.
Mas faço o melhor que eu posso, fiz o melhor que eu pude.
E o mais bacana: deu certo!!!! Eles dois são pessoas de caráter e isso me enche de orgulho e alegria.
São eles que me ajudam a afastar as ideias sombrias que andam rondando a minha mente e meu coração nessa fase decadente da vida....

Eu agradeço a Deus por ter me dado esses meus dois presentes magníficos. E agradeço muito a Deus também pela minha neta, a Helena. Que também preenche meu coração de alegria, sempre que eu a vejo.
Ela é o futuro vivo, o futuro da nossa família, é a esperança em dias melhores personificada.
É isso.

De tudo que fiz na minha vida, posso me arrepender de muita coisa. Mas não me arrependo nem um milímetro de ter trazido meus filhos para este Mundo LOKO!!!! Espero e acredito que só com a presença deles neste Planeta, ele já fica melhor. Já não me dá tanta vontade assim de ir embora e deixá-los aqui pra trás.
Eles me dão força e coragem. São tudo pra mim. Isso deve ser amor. Muito amor.
E eu agradeço.

sexta-feira, novembro 04, 2016

Para Mariana



Querida afilhada do meu coração,

Hoje é seu dia. E me peguei aqui pensando no enorme privilégio que tenho por ser sua madrinha! Sua mãe, minha querida comadre Vilma, foi uma amiga tão generosa comigo que me concedeu esse enorme privilégio de ser a sua madrinha, papel que eu nem sempre sou capaz de honrar à altura. Quisera eu ser muito mais presente na sua vida!

Mas tenho que conviver com a realidade dos fatos: sou uma pessoa meio ausente, que pouco fala com você.... Na verdade, sou mesmo uma pessoa que pouco fala. Prefiro quase sempre recorrer à palavra escrita. Porque a gente sempre pode corrigir, apagar alguma besteira, aperfeiçoar... Mas saiba, minha querida Mariana, e tenha a certeza absoluta que você mora no meu coração, mesmo distante fisicamente, graças à bondade da sua mãe, minha querida e inesquecível amiga-irmã, que me concedeu a honra de assumir este lindo papel de sua madrinha.

Porém, o que importa mesmo é que hoje é seu dia, o dia de celebrar mais um aniversário seu... de te desejar felicidades, alegrias, conquistas, sucesso, e tudo de bom que esta nossa vida aqui no planeta Terra é capaz de proporcionar. Que você sonhe, sempre e muito, e que parta para a conquista desses seus sonhos. Sonhar faz bem para a alma. Realizar os sonhos, um a um, e sonhar de novo, e de novo, e de novo. Que você tenha saúde para correr atrás dos seus sonhos, e que tenha muita paz e muito amor na sua vida. É isso o que eu te desejo hoje e sempre.

Eu gostaria de ser um tantinho parecida com a minha madrinha Alayde, de quem sinto tantas saudades. Ela tinha a vantagem de ser minha vizinha, então eu adorava ir até a casa dela, comer os quitutes que ela fazia (e, neste ponto, eu nunca teria como me equiparar a ela, pois sou uma negação na cozinha!). A gente ia até o galinheiro escolher uma galinha bem gordinha para o almoço (e eu não tinha o menor problema quanto a isso)... E ela fazia aquela galinha com todo o amor e carinho pra mim. Minha parte preferida era a coxinha. Hummmm, muito bom. Nas festinhas, eu sempre pedia o bom-bocado, e nunca mais comi outro igual.

Não sei se você terá alguma boa lembrança minha no futuro, e sei que para isso preciso ser muito mais presente na sua vida. Espero que sempre tenha um lugarzinho pra mim nas suas memórias... Porque eu me lembro de você desde quando você estava dentro da barriga da sua mãe e seu irmão e o meu filho eram companheiros na escolinha Suruê. Me lembro também que você foi a dama de honra no meu casamento, toda bonitinha, de franjinha, com o cabelo preto lisinho, com um vestido azul-marinho, fazendo contraste com a Biba, loirinha, de vestido igual, mas vermelho. Umas fofas!!!

Sem falar nos muitos Natais que passamos todos juntos, inesquecíveis. Muito amor envolvido. A gente era quase que uma só família, ali. Muitas lembranças boas....

Mas vamos voltar ao dia de HOJE! Neste dia, eu desejo a você que receba todo o carinho da família e dos amigos, como uma bagagem de amor para os 365 dias desta sua nova idade. E, naqueles momentos mais difíceis, que sempre existem na nossa vida, que você se lembre que você é uma menina muito querida e especial, que merece muito ser feliz.

Saiba ainda que pode sempre contar comigo. Estou aqui para o que der e vier. Um beijo enorme e um abraço muito apertado!

Da sua madrinha que tanto te ama,


Silvia  

quarta-feira, novembro 02, 2016

A Silvia morreu



Calma, não a de carne e osso, mas a Silvia pessimista, aquela que se menospreza e desvaloriza, aquela Silvia que pensa que ganhar dinheiro é muito difícil, quase impossível. Aquela Silvia que está pronta pra criticar e achar defeitos em tudo e em todos.

Aquela Silvia que sempre coloca os outros em primeiro lugar e enterra seus desejos e vontades.

Hoje morreu a Silvia que fica encontrando desculpas para as suas falhas. Aquela Silvia que não se permite errar.

Hoje morreu a Silvia baixo-astral.

Hoje morreu aquela Silvia sem graça e tímida, que não consegue se expressar oralmente direito, embora seu raciocínio seja afiado.

Morreu a Silvia que se perde entre mil afazeres e que não sabe priorizar.

Aquela Silvia que não quer levantar a bunda da cadeira para fazer o que é preciso fazer.

Morreu a Silvia que não sabe manter o bom humor e o alto astral, nas situações mais difíceis e espinhosas.

Morreu aquela Silvia que deixa o seu ego dominar tudo, sempre encontrando maneiras de deixá-la "para baixo" porque ela ainda não escreveu seu primeiro romance, ou porque ela ainda não obteve o sucesso profissional que imaginava conseguir quando estava na faculdade. Em uma das melhores faculdades do País, by the way.

Morreu aquela Silvia que não sabe argumentar, que não sabe se defender, quando está certa e quando tentam puxar o tapete dela, por ciúmes, inveja ou simplesmente porque não vão com a cara dela.

Morreu aquela Silvia que espera tudo acontecer e que fica de braços cruzados esperando um "milagre"!

Morreu aquela Silvia que não tem coragem de enfrentar os problemas, e que prefere se esconder a encarar de frente uma discussão que seja.

Na verdade, quem morreu foi o EGO da Silvia. Hoje, quem está no domínio é a CONSCIÊNCIA superior, a centelha divina que brilha no peito da Silvia. Hoje, está no comando a Regina, que ela também é.

Hoje, assume o controle a Silvia segura de si, madura, confiante, inteligente, capaz.

Hoje, quem manda aqui é a NOVA Silvia Regina que encara tudo e todos de frente e que ainda tem muitos sonhos para sonhar e realizar.

Descanse em paz, Silvia do passado.

quarta-feira, outubro 26, 2016

O mais belo livro de Natal que já se viu


Um livro escrito com sensibilidade (e alguma teatralidade) para um filho curioso: assim é o Calendário de Natal, da médica pediatra e psicoterapeuta Joseane Borges, que ela agora generosamente compartilha com o Mundo. Uma estória singela, que fala de uma terra muito distante chamada Noeland City. Eu já me apliquei para ir morar lá. Vamos ver se eles me aceitam, né?? Eu acho que sim, porque lá ninguém tem preconceito de idade. Afinal de contas, qual será a idade do Papai Noel?? Isso ninguém sabe e ele nunca revelará.

Você pode não acreditar mais no Bom Velhinho e, se este for o caso, sinto pena de você... É perigoso deixar de sonhar....

No mundo inteiro, circulam muitas histórias sobre o Papai Noel. Em Portugal, é o Pai Natal, e em cada país ele assume uma personalidade diferente, até um nome diferente, uma roupa diferente. O que importa, de verdade, é que a Terra onde ele mora é uma Terra em que o sonho perdura pra sempre. Não tem essa de parar de acreditar. Não tem idade para abdicar de sonhar. O sonho é o que faz a Humanidade se mover em direção ao Bom, ao Melhor, ao Mais Perfeito... Ninguém deveria se contentar com pouco. Nós somos seres humanos, destinados a ser felizes. Mas, para isso, temos de construir a nossa felicidade. Como?? Criando sonhos novos, realizando esses sonhos, de preferência, em boa companhia. A cada sonho realizado, a gente vai melhorando um pouquinho o nosso planeta Terra. Ele precisa de pessoas melhores e mais felizes. Se cada um de nós acreditar um pouquinho nesse destino luminoso que está reservado para a Terra, ela vai melhorar, sim, com certeza.

Não será destruindo um sonho que se chegará a esse novo patamar. Não... de jeito nenhum. Não tem necessidade de destruir nada para avançar. Ao contrário, quanto mais sonhos e ilusões "do Bem" permanecerem vivas, mais essa sensibilidade vai se fortalecer entre as crianças e os adultos também.

É muito legal que os pais e as mães tentem o exercício de desligar as TVs e os celulares, por alguns instantes, e que se dediquem a ler uma estória para seus filhos. É um simples ato que pode trazer mais ternura para o cotidiano de todos.

Eu tenho o privilégio de poder trabalhar com esta matéria fluida e sutil chamada sonho. O sonho de ver seu livro publicado e muitas pessoas lendo aquela história que ficava lá guardada em alguma gaveta ou em alguma pasta dentro de um computador escuro e frio.

Essas histórias precisam ganhar vida, voz e vez neste mundo tão triste e violento, algumas vezes. Elas precisam vir à luz, invadir lares, mentes e corações. E é este o meu propósito atual nesta Vida: espalhar esse tipo de literatura que não interessa (talvez) às grandes editoras, mais preocupadas com o lucro acima de tudo.

Eu não. Estou muito mais preocupada em manter vivo o sonho. É isso.

Espero todo mundo lá no sábado.

segunda-feira, outubro 03, 2016

Ser básica ou excêntrica? Eis a questão


Vi ontem no Now um documentário do GNT chamado "Estilosas e excêntricas" e mudei meu estilo, automaticamente, como boa geminiana que sou. Recomendo fortemente que todos vejam este documentário. O fato é que passei a usar minhas pulseiras todas juntas, broches, e acessórios descolados. Mas minha filha achou que eu estava brega.
O limite entre o brega, o mau gosto e a excentricidade às vezes é difícil de ser definido.
Mas eu estou com 58 anos e estou farta de seguir padrões.
Eu sempre me achei mais para básica do que para estilosa, mas eu uso óculos com armação verde, não pinto mais os cabelos... então, achei coerente mudar, e ser como aquelas mulheres maravilhosas de 60, 70, 80 e até 95 anos do filme.
Eu adorei o documentário, Acho que essas mulheres (e também as básicas) precisam ser cada vez mais valorizadas. A ditadura da juventude me enfastia.


Então, vou continuar (pelo menos por um tempo) explorando mais as possibilidades de ter um estilo mais diferenciado, ainda que corra o risco de ser chamada de brega pela minha filha.

terça-feira, setembro 13, 2016

Rugas, cabelos brancos, cansaço



O melhor de um blog é poder usar este espaço aqui para o que bem entender. Lê quem quer, comenta quem está a fim, ignora quem não se identifica. E hoje o assunto é menopausa, aposentadoria, esquecimentos, rugas e cabelos brancos. Não são assuntos muito populares. E daí?? O blog é meu e escrevo o que quiser.

Tenho 58 anos. Não vou falar "bem vividos", pois é um lugar comum ridículo. Bem, mas são 58 anos.
Não paguei o INSS anos suficientes para que eu pudesse hoje estar tranquila a viver de aposentadoria. (Se bem que não conheço quase ninguém que me diga que vive tranquilamente de aposentadoria... - mas este é um assunto para outro post). Mas, enfim, ainda tenho vontade de trabalhar, desejo de realizar um monte de coisas. Ao perder o desejo, acredito que a gente morre um pouco. Desejos e sonhos são o nosso combustível para a vida.

Mas aí entra em cena a maledeta da menopausa. Vi ontem um teste que perguntava o seguinte:

Quais as principais mudanças que sinalizam o início da perimenopausa?
a) a irregularidade dos ciclos e do fluxo menstrual são os primeiros sinais do início da perimenopausa;
b) o agravamento dos sintomas pré-menstruais físicos como inchaço dos seios e do corpo todo;
c) o aumento de sintomas como variações de humor, com predomínio de sensações de irritação, nervosismo e depressão;
d) todas as anteriores

Óbvio que a resposta certa é "todas as anteriores". Por isso, a comparação da menopausa com a adolescência não é assim tão absurda quanto se poderia pensar. Estamos deixando de ser uma coisa (mulheres adultas) e passando a ser outra (velhotas). Não sem dor. 

A gente fica com as emoções à flor da pele. E eu tenho uma tendência dramática, não sei bem porque. Então, zero de objetividade é a tônica do momento. Uma hora tô superfeliz, animada, empolgada. Daqui a pouco, quero desistir de tudo... Certas estavam nossas avós, que faziam tricô, crochê. Devia ser mais fácil de suportar tantos altos e baixos com as mãos sempre em movimento. Já a minha "válvula de escape" é escrever aqui meu blog "vintage"! 

Sem falar no corpo, que não é mais o mesmo faz tempo. Coisas que a gente fazia sem o menor esforço parecem provas de obstáculos. Tipo: agachar, subir escada, ajoelhar, ficar acordada até tarde.... 

Sem falar também nas rugas e nos cabelos brancos. A luta contra os sinais naturais da idade é acirrada. Muitas mulheres se entregam a tratamentos doidos e doídos para se ver livres de rugas e dos indefectíveis cabelos brancos. Pelo menos esse estresse eu decidi não ter. Aceito tranquilamente as minhas rugas e os meus cabelos brancos. Se eu te contar que ando recebendo vários elogios espontâneos sobre meus fios brancos, você acredita?? Nem eu. 

Bom, mas é isso. Tô aqui abrindo meu coração, porque tudo isso é muito novo pra mim. Nunca "ouvi" nenhuma mulher confessar a verdade de como é essa fase. E tô aqui tentando fazer isso. 

Ficam tagarelando um monte de baboseiras sobre "melhor idade", "idade dourada" (nome da associação que a minha mãe frequenta). E isso tudo soa muito falso pra mim. Uma hipocrisia social para que a gente se sinta um pouquinho melhor. O fato é que ficar velho/a não é mesmo nada agradável. Na Bienal do Livro, uma moça me perguntou: "quantos anos a senhora tem?". Eu: "58". Ela: "Que pena!" Como assim, que pena?? Quer me ver mais velha?? Era porque pessoas acima de 60 entravam sem pagar na Bienal do Livro. Sorte delas... Eu entrei sem pagar também, porque afinal de contas tenho uma editora. 

O que me resta agora é buscar fazer o que eu gosto, ficar perto das pessoas que eu amo, procurar realizar o que diz a propaganda do Pão de Açúcar, identificando o que me faz feliz. Colecionar pequenas felicidades, alegrias salpicadas nos meus dias. 

No meu caso, tem o clube, que me estimula a sempre buscar coisas novas. Por exemplo, ioga. Ontem fiz uma aula de ioga e achei extremamente difícil, complicado pra caramba. Tanto as posições, quanto a respiração. Eu, hein?? Amanhã já vou faltar à segunda aula, por conta de um compromisso de trabalho em Campinas. Mas durante a aula, me imaginei como uma aluna brilhante, que faz a postura da vela com muita facilidade. Mas me imaginei também desistindo, e dizendo pra mim mesma: "O que você tá fazendo aqui?? Sai dessa, meu!"  

E daí apareceu essa alergia nos antebraços, dos dois lados, parecida com a alergia nas pernas do ano passado. Aquela crise culminou com a minha saída do trabalho. Achei que eu tava com alergia ao trabalho, especificamente, ao trabalho de assessoria de imprensa. Não era. 

E tem o Vigilantes do Peso. Minha frase preferida, nos últimos tempos, é "dane-se"!. Como o segundo pedaço de bolo. "Dane-se". Como o terceiro pedaço de pizza. "Dane-se". Tomo a terceira taça de vinho. "Dane-se". Essa coleção de "dane-ses" não resultou em nada de bom e de uma hora pra outra identifiquei uns 3 quilos extras na balança. 

Putz. Foi a gota d'água. Decidi nadar 1000 metros todos os dias, durante um mês. Comecei no domingo (11/9) e vou nessa toada até o dia 11/10, pelo menos. Prometi isso pra mim mesma. Preciso de foco, de luz, de força. 

E meu pensamento voador, então?? Ontem esqueci minha roupa no vestiário do clube. Resolvi ficar com a roupa da ioga e fui com a minha filha comprar biquíni. Peguei minha sacola no armário e saí tranquilamente. Só lembrei da roupa hoje de manhã. Por sorte, tava lá quando fui procurar. Mas quando fui tomar banho, lá no vestiário, primeiro esqueci a toalha e depois esqueci a esponja. E só não larguei meu maiô lá, porque uma alma boa me avisou que eu tava deixando meu saquinho plástico pra trás. 

Portanto, vou comprei na Estante Virtual aquele livro "O Poder do Agora" e vou ler para ver se encontro algumas respostas por lá.

Até mais! 

sexta-feira, setembro 09, 2016

Por que reconquistar é mais difícil do que conquistar?



Conquistar uma pessoa não é assim tão difícil. A gente lida com sentimentos como atração, desejo, amor, prazer, envolvimento, emoção, coração palpitando, risos, cumplicidades.

Porém, reconquistar é outro departamento. Neste caso, as emoções são outras: orgulho ferido, vaidade, falta de compreensão, de perdão, superioridade, traição, dor, lágrimas, raiva, revolta. Todas essas emoções se misturam e fica complicado lidar com tantos sentimentos desencontrados.

A boa notícia é que o amor é o mais poderoso de todos os sentimentos humanos. Se há amor, ele supera tudo. O amor cura as feridas, lava a alma, completa as vidas das pessoas, é um bálsamo divino para superar a dor da perda, dores em geral.

O meu post mais acessado de todos os tempos sempre volta à tona, com um comentário aqui e outro ali.... A questão que o pessoal procura no Google é: "confiança se recupera?"

Bem, a minha resposta é SIM. Só que não é nada fácil. Como eu falei no começo deste texto, reconquistar é muito mais difícil do que conquistar.

Isso pode fazer com que algumas pessoas se distraiam vida afora querendo conquistar outras pessoas, sem comprometimento algum. Conquistar pelo simples prazer de conquistar. Mas a felicidade real não está nesta coleção de almas conquistadas. Pra mim, a felicidade real está em construir um caminho, uma trajetória de vida. E a vida, como eu já disse antes, nunca foi uma propaganda de margarina. A vida é cheia de altos e baixos, dúvidas e certezas, erros e acertos. Ninguém é perfeito neste mundo. Portanto, meu caro/ minha cara, se você ama aquela pessoa de verdade, esteja preparado/a para se humilhar. Sei que a expressão soa forte mas é isso mesmo. Você vai ter que se humilhar pra provar àquela alma ferida que ela é tudo para você, que você não consegue viver sem ela.
Mas se não for tudo isso, quem tem que partir para outra é precisamente VOCÊ!

Não vá iludir de novo a namorada ou o namorado (ou o marido, ou a esposa) se você vai se distrair de novo com o próximo rabo de saia ou o próximo ombro largo do pedaço, por favor...

E agora, vou postar aqui o comentário mais recente daquela minha postagem mais famosa do blog e a minha resposta, em seguida.

Anônimo:
vdd, eu tbm estou numa situação assim, meu namorado terminou comigo ja tentei de todas as formas fazer ele voltar atras esgotei dos as minhas forças mais ele me disse que por mais que ele quisesse não conseguem mas confiar em mim, que esta sentindo minha falta, que ja pensou em voltar pra mim mais que tem um bloqueio que não permite, que tbm esta sofrendo mais não consegue e que não quer um relacionamento sem confiança .isso esta doendo tanto não sei o que fazer para mudar isso.

Silvia: 
Olá, cara Anônima. Você diz que tentou de todas as formas fazer com que ele volte atrás. Quais formas foram essas e por quanto tempo?? No filme que eu cito no post, o rapaz dormiu na porta da casa da moça durante várias noites. Precisa ver até que ponto você está disposta a tomar atitudes que deixem bem claro para ele que você o quer de volta. Mas você não pode ter dúvida. Porque se você tiver alguma dúvida, ele não vai se con vencer de novo. A questão é que todo mundo erra. por isso, todo mundo precisa perdoar e precisa de perdão. Talvez, voc~e tenha primeiro que convencer a você mesma do que você quer. Como já falei antes, reconquistar é muitíssimo mais difícil do que conquistar. Pergunte ao seu coração o quanto você está disposta a "se humilhar" (no bom sentido) para provar ao seu ex-namorado que ainda o ama. Caso não esteja tão disposta assim, o jeito será aceitar o orgulho ferido dele e partir para outra. Boa sorte!!!

E você, qual é a sua opinião sobre a traição e o arrependimento? 


quinta-feira, agosto 11, 2016

Os nossos ídolos

Há um tempo atrás, eu percebi que se fosse deixar as coisas como estavam, eu só ia gostar de artistas do "passado", do "meu tempo"! Mas decidi que não tem essa de meu tempo... Meu tempo é agora, como já disse alguém. E decidi pesquisar, entre os artistas mais moderninhos, de quem eu gostava. Foi quando me apaixonei pelo Paralamas (sim, faz um tempinho, isso).
E tem uma música deles, que também não é nova, que eu adoro e que tem tudo a ver com este blog. Por isso, coloco aqui pra você ouvir também.

Hoje, tem a Zaz, que eu adoro também. Mas preciso pesquisar de novo quem serão meus novos ídolos... Para isso, vou precisar da ajuda da minha filha. É um exercício constante de renovação.... Aos 58 anos, a tendência é a gente se apegar aos sons e emoções do passado, mas não pode. É preciso se renovar, se reinventar.... Como diz e aconselha a minha xará e querida amiga Silvia Furgler....

Palavras duras em voz de veludo....


sábado, julho 30, 2016

Fazendo as próprias regras

Estamos vivendo tempos muito interessantes. Eu, principalmente. É absolutamente delicioso não ter mais patrão nem horário a cumprir. É absolutamente perfeito fazer só o que dá na telha, na hora em que a gente bem entende.

Acabei de fazer um post no meu blog de saúde cardíaca, que seria o blog "sério" (este aqui o de soltar a franga!) Estou descobrindo agora que adoro bagunçar tudo, adoro fazer minhas próprias regras, adoro não ter que cumprir nenhuma agenda, nenhum manual de redação, adoro não ter de seguir nenhuma das lições que aprendi na faculdade.

Escrever é o que me move neste mundo. Mas quero escrever do meu jeito, no meu ritmo e na hora em que eu quiser.

Não tenho que contentar ninguém, não preciso aprovar o que eu escrevo com ninguém, não tenho que pedir por favor e nem que mudar uma palavrinha ou outra por implicância de alguém. A sensação de liberdade é absolutamente maravilhosa! As palavras fluem, pulam para fora da minha cabeça e vão criando sua dinâmica e sua dança no papel, no teclado, na tela... onde for. Liberdade não tem preço.

Tudo bem que também não estou recebendo nada pelo meu "trabalho", mas são os ossos do ofício. No momento, é assim, Silvia. Escreva, Silvia, escreva. Quem sabe você não será um caso como o do Van Gogh, só reconhecido depois que morreu? Pode ser, né?

Quando eu estava na faculdade, imaginei que teria um bom emprego, ganharia um bom salário, CDF que eu era. Mas quis a vida que não fosse assim. Quando tive que escolher entre a vida particular e a carreira, escolhi a vida, sem pestanejar. Eu tinha um bebê de nove meses esperando por mim em casa. E não me arrependo dessa escolha. Felizmente, hoje ninguém precisa mais fazer esse tipo de escolha. Nem jornalismo quase não existe mais. Qualquer pessoa pode hoje "produzir conteúdo", seja escrevendo, fotografando, em vídeo, seja o que for.

Se a qualidade do que se produz é questionável, aí é outra história. Mas o "poder" é de todos. Isso mudou tanto de alguns anos para cá! E eu gosto de assistir ao espetáculo. A indústria cultural treme nas bases. E isso é altamente estimulante.

Criei meu blog Clube do Coração pensando que conseguiria monetizá-lo rapidamente. Mas ele já está prestes a completar um ano e ainda não consegui esse objetivo. No entanto, me sinto cada vez mais solta e livre para fazer as coisas do meu jeito. O problema é que talvez o meu jeito não agrade as massas. E aí, não tem muito o que fazer. A minha única certeza é que nem assim eu vou parar. Tem um impulso interno que me move a escrever e vou continuar a fazer isso até quando as minhas forças vitais o permitirem.

Enquanto isso, vou criando projetos, tendo ideias e sentindo a criatividade fervilhar.

Muito boa esta fase! Obrigada, Deus / Universo! É muito bem me sentir viva.

Quero recomendar a leitura de uma apostila muito bacana, de autoria da Dra. Gudrun Burkhard, médica antroposófica fundadora da Clínica Tobias e da Weleda. Este texto me foi recomendado há mais de 20 anos pelo Cidão, baterista da Traditional Jazz band (a banda foi minha cliente de assessoria de imprensa nos anos 80) e tem me acompanhado no decorrer das várias fases da minha vida. Sempre trazendo uma luz, uma interpretação diferente daquilo que estou vivendo nos diferentes momentos da vida. Tem também um vídeo bacaninha dela (3 minutos) aqui neste link:


Espero que seja útil para quem "caiu" aqui sem querer.


terça-feira, julho 26, 2016

Dia dos avós

Quando meus avós eram vivos, esse dia de hoje não era muito popular. Nunca prestei uma homenagem decente a eles.

Principalmente ao meu vovô Norberto, pai da minha mãe, que morreu no meio da aula de auto-escola (ele era o instrutor), quando eu tinha seis anos. Não me falaram nada e eu nem fui ao enterro dele.
Fiquei sabendo depois e me senti traída.

Meu vovô Norberto gostava de tocar violão (meu tio Leônidas herdou o gosto dele). E eu morria de vontade de cantar com ele, mas morria mais ainda de vergonha. Conclusão: não cantava, ficava muda. Ele queria que eu cantasse "Dominique", música que estava na moda naquela época.



Hoje eu canto em um coral e espero que ele se orgulhe de mim. Eu não lembro mais nada dele, a não ser essa breve passagem.

Também conheço as cartas de amor que ele escreveu para a vovó Irene. Tão romântico!

A vovó Ene (Irene) era um doce, um amor de pessoa. Eu adorava os bifes acebolados que ela fazia em uma frigideira toda furadinha. Tenho muitas saudades. Nas férias, eu sempre passava uns dias lá com ela. Eu dormia com ela na cama de casal (o vovô já tinha morrido). Ela me emprestava um roupão quentinho de lã, xadrez. A comida dela era a melhor comida de todo o mundo. Ela era paciente, tranquila, pode ser que eu a tenha visto triste, mas nunca brava. Ela cuidou do meu primo, Rogério, desde pequenininho. Mas nessa época, acho que eu já estava casada, ou tinha uma vida muito corrida e pouco a visitei. Netos/as, visitem mais os seus avós enquanto ainda é tempo.

Do vovô Mário, o que falar?? Ele foi tão presente na minha vida.... Contava histórias, colhia uma flor chamada brinco de princesa para colocar no meu cabelo e eu me sentia assim uma verdadeira princesa. Inventava brincadeiras, comidas italianas para se fazer no Natal. Eu me lembro que sentava no colo dele e ficava perguntando porque Deus não tinha me dado um par de olhos tão azuis quanto os dele... Sempre foi muito carinhoso e dedicado à minha avó Flora.

Vovó Flora escreveu um livro, que finalmente consegui lançar, mas só depois que ela não habitava mais aqui o nosso planetinha. Nunca me esqueci quando ela costurou roupinhas novas para todas as minhas bonecas (eu tinha um monte... filha única, né?? Sabe como é...) certa vez, em um Natal.

Vovó Flora era brava e briguenta, implicante. Mas me amava e eu a amava também, muito. Era tudo para o meu bem, embora me parecesse uma chateação, na época. Quer um exemplo? Andar descalça era proibido. Quando lavava a cabeça, tinha que por uma toalha de rosto no ombro, por causa da friagem. Quem pulava a janela virava ladrão... E por aí vai.... Mas ela era a única que coava o feijão para eu comer, porque eu não gostava daqueles grãozinhos. Sim, eu era mimada. Muito mimada. Esse tratamento não serviu muito bem para me preparar para o mundo aqui fora, mas hoje, quando eu olho pra trás, sinto enormes saudades da vovó Flora e das suas manias.

Hoje eu sou a avó. Procuro ser uma boa avó. Amo a minha neta de um tanto, que não dá nem pra explicar. Escrevi várias cartinhas pra ela, desde antes dela nascer. Estão aqui neste blog, inclusive.

E assim vai indo a vida. Um dia a gente é neta. Piscou, e já é avó.

Passa tudo muito rápido. Como diz o magnífico Herbert Viana: "O trem da juventude é veloz, quando foi olhar já passou!"

Portanto. você aí, mexa-se. Se seus avós são vivos, desligue a novela e ligue pra eles agora mesmo.

Se já partiram, faça uma oração, que eles ouvirão. E certamente estarão esperando por você do lado de lá. Com um bolinho de chuva, um agasalho para o caso de estar meio gelado do lado de lá. Uma história de antigamente. E um abraço apertado.

É isso. Feliz dia dos avós pra todo mundo.




terça-feira, julho 12, 2016

Dinheiro, felicidade, trabalho...

Quem trabalha muito ganha muito dinheiro? Quem trabalha pouco ganha pouco dinheiro? Quem estudou muito ganha muito dinheiro? Quem era bom aluno é um profissional bem remunerado?
Nada disso. O mundo mudou de um jeito que as pessoas da minha geração (tenho 58 anos) estão atônitas, perplexas, sem entender muito bem onde estamos e aonde o futuro nos levará.

Por um lado, há um monte de gente vendendo treinamentos online que prometem mundos e fundos. Principalmente fundos. Você pode se tornar rico "só" aprendendo a usar bem o seu poder interior, a lei da atração, o segredo.... Tá... Mas são eles próprios que estão ficando (muito) ricos!

Aí entra também o lado espiritual... Quem disse que o dinheiro traz a felicidade?? E se o meu propósito de vida for outro?? E se o que eu quero mesmo é "salvar o planeta"? Que nem diz esta moça aqui:



Escreva no Google "como viver sem dinheiro" e aparecerão inúmeras histórias muito interessantes de gente que largou tudo e que se diz muito feliz.

Então....

Eu ando pensando muito nisso... a gente falava, lá no começo dos anos 80, que agora estaríamos trabalhando muito menos, porque as máquinas substituiriam a gente no serviço braçal e coisa e tal... haveria tempo para o delicioso "ócio criativo", mas nada disso é verdade hoje.... 

Até fiz um trabalho na faculdade sobre o Domenico De Masi e suas teorias tão interessantes... Pesquisei bastante mas não consegui descobrir de que ano é a primeira edição do livro dele... Enfim, não importa. O que importa é que quem ainda trabalha com horário e patrão é cada vez mais explorado, isso quando não adoece de tanto trabalhar e de tanta tortura psicológica que há no ambiente corporativo. 

Recentemente, muita gente compartilhou a fábula da formiga que trabalhava feliz e que acaba sendo demitida, por estar desmotivada, no final da triste, verdadeira e longa história. 

Então não sei não, mas acho que estamos no meio de uma transição muito interessante. Pra que dinheiro?? Ou pra que tanto dinheiro?? Nossa, estou em crise.... O que leva ao outro post que compartilhei hoje. E pensar que este link leva a uma página de uma instituição bancária!  

Tá tudo muito louco.... O jeito é escrever no blog, para tentar organizar as ideias em torno deste tema. Minha amiga Monica Miglio e eu temos conversado sobre o trabalho e a felicidade, ultimamente. 

Ele está fazendo um curso online sobre "trabalhar com propósito" e me fez a seguinte pergunta: "O que você faz tão bem, sem grande esforço e à vontade?"

Eu amo escrever. Escrevo sem precisar, sem necessidade, sem esforço. Mas ainda não consegui ganhar dinheiro escrevendo sobre o que eu bem entender, como faço aqui no blog, desde 2003. No entanto, não paro... Continuo a escrever. Escrever para mim é como respirar. É como o coração bater - não dá p/ parar. Mas talvez o que eu escreva aqui não seja assim tão "interessante" para a maioria das pessoas, como são, por exemplo, os livros do Paulo Coelho, de quem eu, particularmente, não gosto. Pode ser despeito, sim, pode ser.... Ele vende milhões de livros, em milhões de línguas e eu só escrevo aqui para três ou quatro pessoas. 

Então é isso: todas as questões têm tantos ângulos e lados que eu só tenho mesmo são incertezas e dúvidas e isso, definitivamente, não dá ibope. E muito menos dinheiro! 

quinta-feira, junho 30, 2016

Vídeo bacaninha

https://www.facebook.com/video.php?v=10155732326790584

Veja este vídeo bem bacaninha, tudo a ver com o blog!!!
Eu guardei aqui para saber os desdobramentos da história, mas não consegui saber - se alguém souber, por favor, me diga se ela está namorando.

Mais uma consulta sentimental


De vez em quando, algumas pessoas me procuram aqui no blog para que eu dê algum conselho sentimental, o que faço de bom grado. Foi o que fez o G. recentemente:

Minha situação é a seguinte: eu e minha namorada brigamos há um tempo atrás, porque ela estava com amizade com um cara e eu não gostava... Sabe, não é que eu queria escolher as amizades dela... é que eu via que as intenções dele não eram só de amigo... Até que então ele assumiu que queria algo a mais com ela... Ali a gente discutiu e tals, mas nos entendemos. 

Passou o tempo e na semana passada peguei o celular dela e vi um print de uma conversa dela com esse cara. Lá ele estava dando em cima dela, e ela deu fora nele, sabe? Falou que nunca ia ter nada com ele.... Então fui ver o motivo do print e vi que ela tinha enviado ele pra uma amiga... Na conversa, ela perguntava pra amiga: "se estivesse em minha situação, você ficaria com ele?" 

Sabe, isso doeu muito... Aí, mais pra frente, após a amiga dizer que ela não deveria fazer isso, ela disse "eh acho q o q a gente quer ter não podemos ter".

Depois disso, tivemos uma discussão e ela me explicou tudo... Eu entendi o lado dela... Ela me disse que nunca me trairia e que me ama... Que quer se casar comigo.... Assumiu o seu erro...e jurou q nunca mais ia conversar com esse cara.


Agora você sabe a minha situação... Eu acreditei sim em tudo q ela disse, mas não consigo ter a mesma confiança de antes.... O que eu devo ou devia ter feito?

Respondi assim:

G., 

Um relacionamento é feito mesmo de altos e baixos. Não existe mar de rosas e nem a felicidade perfeita. 
Cabe a você ter uma conversa bem franca com ela, explicar como você está se sentindo. 
E meu conselho é: perdoar! 
Perdoar quer dizer zerar tudo e começar de novo. Não é todo dia que a gente encontra uma pessoa que nos ama e que a gente ama também. Invista na sua relação com ela. 
Tenho certeza que vai dar tudo certo e que vocês serão muito felizes! 

Boa sorte!!!

domingo, maio 29, 2016

Sobre a morte


Ontem morreu um senhor na Seara Bendita, o lugar onde eu trabalho todos os sábados de manhã.
E morreu anteontem a mãe de uma amiga minha, também em casa, sem que estivesse doente antes. Que mortes mais desejáveis, meu Deus!
Peço a Deus, todos os dias, para morrer de um jeito parecido, sem dar trabalho para ninguém. Sem experimentar a decrepitude da velhice, a deterioração das faculdades mentais e a decadência das funções vitais do organismo.
Pode falar o que quiser... mas eu não tenho o menor medo da morte. Tenho medo, isso sim, da vida por um fio, da vida fora de controle, da vida vegetativa. Deve ser muito pior do que a própria morte. Porque passar pro lado de lá todos nós vamos, mais cedo ou mais tarde.
Claro que eu compreendo que isso está totalmente fora do nosso controle. Nós, pobres mortais, queremos controlar tudo... a vida e a morte. Mas somos incapazes de controlar ambas. E quando a gente procura fazer isso, criamos um débito gigante perante a Justiça Divina. Então, eu me submeto e me submeterei ao que tiver que acontecer comigo. Mas, Deus Pai, por favor, me leve embora de um jeito bacana, please. Obrigada.

quarta-feira, maio 25, 2016

Vai dar tudo certo!

Tem dias em que a gente simplesmente sente que tudo vai dar certo. A gente sente uma certeza interior muito forte de que a colheita chegará no momento certo, que nem sempre é o momento idealizado por nós.
Você pega se pensando que o mundo é bom, bonito, todo dia tem um sol, um céu, uma luz, que o Criador coloca no nosso caminho, na nossa vida para nos lembrarmos de quem somos de verdade. Estamos aqui para nos dar as mãos uns aos outros, para crescermos, evoluirmos juntos, unidos. Só isso.
Quando a gente tem essa epifania de compreender isso, parece que tudo fica mais leve, mais fácil, mais luminoso, mais alegre, mais quente e o mundo se torna um lugar menos inóspito.
Tudo vai dar certo.
No momento em que tiver que dar certo.
As pessoas vão se entender, vão criar coisas, vão ter de ser mais criativas.
Essa economia colaborativa é o máximo e eu estou muito engajada na ideia do compre do pequeno, saia da sua redoma de vidro e rompa as barreiras que te cercam.
Faça o que seu coração pede para que você faça.
Não adie mais os seus sonhos... você não sabe o que vai acontecer amanhã.
O dia é hoje e a hora é agora.
Acredite em Deus, mas acredite sobretudo em você, no seu potencial como filho d"Ele e irmão de Jesus. Já pensou, que família bacana a sua, hein?? E a minha também, a de todo mundo.
Você pode tudo. É só querer e acreditar.
Fala-se muito de Fé, pra lá e pra cá, mas a fé mais verdadeira, mais poderosa, é em nós mesmos. No que podemos e devemos fazer, sentir, pensar, escolher.
Vida, vida pulsando, junto com a batida do seu coração. Se o seu coração nunca se cansa de bater, por que você se cansaria?
Quando a gente sente isso, deve ser o nosso Anjo da Guarda, mentor, seja lá o nome que você queira dar. Ele nos sopra pensamentos bons, nos inspira a fazer o Bem, e isso dá uma baita felicidade. Quando a gente deseja, de coração, a felicidade do outro é quando a gente alcança a nossa própria felicidade.
Vá em frente, não desista, persista, lute, dê o próximo passo, saia da inércia, mexa-se.
Vamulá.

quinta-feira, maio 12, 2016

Conveniência


Você pode tudo. Mas nem tudo convém. Escolher as atitudes certas, as palavras certas e até os desejos certos é uma arte. Ser conveniente é um desafio.

Hoje de manhã, quando entrei no vestiário feminino do clube, me deparei com um menino grande. Eu precisava tirar a roupa para tomar banho e aguardei que ele saísse com a mãe. Como a coisa ficou demorada, perguntei:
- Desculpe, mas qual é a idade dele?
- Sete anos, ela respondeu.
- Então ele não deveria estar aqui, retruquei.
- Por que? Te incomoda?
- Muito.

Assim, ela pediu para ele sair e esperar lá fora.

Eu, não satisfeita, perguntei:
- E a você? Não incomoda que ele veja uma velhinha pelada?

Ela começou com um papo furado de liberdade, de vergonha do corpo e tal. Então, mostrei a placa bem visível na porta do vestiário, onde se lê que só podem entrar meninos de até 6 anos.

O que está mãe está ensinando ao filho? O desrespeito às regras. Lamentável. Ou seja, poder entrar lá com o filho, ela pode. Mas está sendo inconveniente! Fazendo o que não convém.


A placa da loja de conveniência me inspirou a contar esta história. Ah, se existisse um pacotinho de “conveniência” que a gente pudesse distribuir a algumas pessoas! 

quinta-feira, maio 05, 2016

Nem tudo são flores no Dia das Mães


No segundo domingo de maio, celebra-se o Dia das Mães, uma das datas mais comemoradas e que mais movimentam o comércio no Brasil. Isso é conhecido de todos.

O que muitos desconhecem é que ao mesmo tempo em que existem mães e filhos felizes, com festas, abraços e presentes, há uma multidão de pessoas tristes e saudosas com a data e que se sentem machucadas com a lembrança.
Segundo Carlos Correia, voluntário do CVV, entidade que oferece gratuitamente apoio emocional e prevenção do suicídio em todo o país, o Dia das Mães, ao lado de outras datas festivas, é uma das épocas do ano com grande procura pelo atendimento. “Existem mães que perderam seus filhos, abandonaram seus filhos ou os viram se perder nos vícios. Há os filhos que foram abandonados, que abandonaram as mães ou as perderam recentemente, sem falar na síndrome do ninho vazio”, comenta Carlos.
São infinitas histórias. Algumas pessoas lidam bem com elas, outras nem tanto. “Ficar triste é natural e comum a todos. Porém, alguns se afundam nessas emoções e ao ouvirem menções que lembrem o Dia das Mães, ficam vulneráveis e emocionalmente instáveis”, completa o voluntário.
É importante não deixar de comemorar a data por conta desses casos, mas respeitar e entender que nem todos querem compartilhar esse ânimo e merecem demonstrações claras de apoio e compreensão. Carlos explica que, além de toda a carga emocional já existente, a percepção de que ninguém entende sua dor leva à sensação de solidão e exclusão, o que só piora o quadro.
O CVV está disponível 24 horas por dia, inclusive nos domingos e feriados, pelo telefone 141 ou pela internet (www.cvv.org.br) para atendimento via chat, e-mail ou Skype.
(Fonte: assessoria de imprensa do CVV) 

segunda-feira, maio 02, 2016

Viva a globalização!!!!

Eu e a Adriana: parceria & amizade

Desde que decidi ter uma editora de livros, a Reality Books, em 2010, sempre tive uma amiga, excelente profissional, na parte gráfica para me ajudar com os meus projetinhos, a Adriana Viana, que conheci em um dos meus muitos empregos vida afora.

A gente se deu super bem desde o primeiro projeto, ainda dentro daquela fatídica empresa. Pra você ver... mesmo dentro das situações mais desfavoráveis, alguma coisa de bom fica - no caso, a Adriana!

Ela fez um trabalho primoroso na capa do livro que eu escrevi para a minha comadre: "Vilma, os anjos vão embora mais cedo".

Mais tarde, ela veio morar na rua de cima da minha - éramos vizinhas. Mais projetos aconteceram, estava tudo indo muito bem.... até que, um belo dia, ela me conta que estava de partida para a Europa! Pensei que perderíamos o contato... mas não! Bendita Internet! Acabamos de fechar um novo projeto em conjunto e eu estou muito feliz!

Empreender, para mim, significa trabalhar apenas com amigos/as. Simples assim. Só quero ao meu redor gente do bem, gente com quem a gente possa se entender, sem brigas, discussões, atritos.

O mundo já é um lugar tão complicado, tão cheio de guerrinhas abertas ou não, declaradas, ou por baixo dos panos, que eu quero é paz. Meu objetivo maior não é ficar rica, e nem ganhar em cima de ninguém. Cada qual merece ganhar um pagamento justo pelo seu trabalho e eu mereço também.

Eu só quero viver em paz. É tudo o que eu mais quero. Quando me disseram (em duas oportunidades): "Ele/ela não é seu amigo/a", aquilo soou muito mal para mim. Não quero trabalhar com pessoas que não sejam minhas amigas.

Quero juntar trabalho e amizade, quero que o mundo seja um lugar de paz e de amor. Por isso tenho até uma tatuagem com esse símbolo.

Não posso fazer algo que esteja contra a minha natureza. Não posso contrariar meus princípios, vestindo uma carapuça que não me caiba, só para agradar pessoas que não são minhas amigas no trabalho. Eu até admiro muito quem consiga. Mas eu não consigo. Meu "defeito" é ser transparente demais. Não consigo disfarçar. Não sou boa em fazer política, em puxar o saco. Será que é por isso que não consegui construir uma carreira tão sólida assim?? O fato é que tenho 57 anos e estou na luta. Não tem nem sombra de aposentadoria por aqui.

Preciso lutar, preciso me esforçar, preciso ser criativa, conseguir mais clientes, mais trabalho. Eu e a torcida do Corinthians, né?? A tal da "crise" - detesto essa palavra - chegou aqui também. Vamo que vamo....

quinta-feira, abril 07, 2016

Estrelas


Hoje, o Consulta publica mais uma colaboração inspirada de uma das minhas autoras favoritas: Luciana Praxedes. 

De repente, ao olhar para aquele céu estrelado ela relembrou de um hábito infantil. Quando menina, deitada de barriga para cima, mentalizava três pedidos. Escolhia a estrela, olhava para ela e pedia. Eram pedidos carregados de inocência, como ganhar no aniversário uma bicicleta cor de rosa ou ter o cabelo comprido igual ao da Rapunzel.  

Além dos desejos, ela tinha muitas perguntas. Tinha curiosidade por um futuro desconhecido. Como ela seria aos 30 anos? Qual seria a cor do seu cabelo? Eram questionamentos que habitavam sua mente de menina. Mas no fundo ela gostava de não saber todas as respostas e de não ter alguns desejos realizados. Era uma razão a mais para continuar sonhando e esperar por ele – o futuro.

Era impossível olhar para um céu estrelado e não sonhar acordada. Inevitável não imaginar o que estaria por vir e passar horas contando as estrelas e, muitas vezes, batizá-las. Lorena, Clarissa, Luiza, Maria... E talvez assim, chamando-as pelo nome, o pedido ganharia mais força e se tornaria realidade.

A menina cresceu. Um dia, ela não olhou mais para o céu. Tinha pressa. E nesta pressa esqueceu de contar as estrelas, de batizá-las e de imaginá-lo – aquele futuro misterioso repleto de perguntas. Até que hoje, ela adulta se deparou com aquele céu. Enxergou. Lembrou que alguns desejos aconteceram de fato, percebeu que seu cabelo está praticamente da mesma cor, que alguns sonhos foram esquecidos e deram lugar a muitas obrigações, boletos e relatórios.

Ao olhar mais uma vez para o céu estrelado ela lembrou do nome de cada estrela. Recordou-se do entusiasmo que acompanhava cada pedido. E desejou com o mesmo fervor de menina. Tudo estava lá, adormecido em algum lugar da alma. Ao se deixar emocionar mais uma vez pelo brilho das estrelas, ela apenas lembrou. E isso foi o suficiente.


Luciana Praxedes – Socorro, 5 de abril de 2016.

segunda-feira, abril 04, 2016

Vidas...


Hoje seria aniversário do Cazuza (58 anos), se ele estivesse vivo. O Michael Jackson também nasceu em 1958. Assim como a Madonna, o Keith Harring, que, se você não conhece pelo nome, deve conhecer pelo traço da ilustração que escolhi para este post. E mais: Ron Mueck. Por coincidência, vi a exposição de Ketih Harring e de Ron Mueck em Paris, na mesma viagem. E fiquei admirada ao constatar que ambos tinham nascido no mesmo ano em que eu nasci. Eu nasci em 1958 e completarei 58 anos em 6/6 (se Deus quiser, é claro....)

Tanta coisa aconteceu... Alguns ficaram bem famosos. Outros até já morreram. Outros ainda estão aqui, bem vivos, com os problemas que o fato de viver na matéria acarretam: calor, contas para pagar, frio, trânsito, brigas, desentendimentos, falta de grana.... Mas também com as delícias de admirar um por do sol (ou nascer), um riso infantil. um animalzinho, comer comidas gostosas, rir com os amigos, apertar as pessoas que a gente ama e que ainda estão por perto (também graças à bondade de Deus).

Já a Amy Winehouse nasceu no mesmo ano em que nasceu meu filho. E também já morreu.

Por que estou falando tanto em nascimento e morte?? Não sei.... Vai ver é porque a minha numeróloga preferida, a Priscilla Tavolassi falou ontem no Facebook que estamos em um ano 9. Ano das finalizações. Ela falou coisas tão bacanas que eu não quero perder. Quero ler de novo em dezembro... Então, vou republicar aqui:

2016 é um ano em que sua somatória dá 9. Eu, como muitos sabem, além de jornalista/assessora de imprensa, sou numeróloga. Estamos no mês de abril, ou seja, no quarto mês do ano, e tenho me deparado com muitas "mortes" de amigos e conhecidos, muito jovens, pelo mesmo motivo: infarto fulminante.
Isso me fez pensar e refletir sobre o ano 9. Sem falar nas questões políticas, financeiras que o país está vivendo e os ataques que estão ocorrendo em outros países.
O 9 é o número da finalização, da mudança que não se pode deter e do desapego ao passado. Além disso, o 9 é um número focado na benevolência, na caridade, na compaixão, no carisma, na espiritualidade e criatividade. Mas, perceba que o ano de 2016, cuja somatória dá 9, advém de 2, 0, 1 e 6. Portanto, é um ano que traz o aprendizado das finalizações e/ou benevolência no âmbito das parcerias, dos relacionamentos, da cobrança divina, da liderança, proatividade, ideias e ideais, realizações, coragem, determinação e, acima de tudo, o cultivo dos afetos na família, os sentimentos, a dedicação ao amor, ao relacionamento afetivo e à resolução de problemas.
O que tudo isso tem a ver com os infartos fulminantes de pessoas tão jovens?
De acordo com a linguagem do corpo, cuja sabedoria é egípcia, o coração é o órgão que representa sentimentos e quando doente, representa sentimentos de perdas. O cardíaco, mesmo que não saiba que é um cardíaco, têm características semelhantes: autoritarismo, inflexibilidade, teimosia, preocupação em demasia, são agitadas, aceleradas e, normalmente, não sabem lidar com as emoções. Sofrem demais, são duros demais!
Num ano 9, composto de dois números de dedicação, amor, benevolência, família e relacionamento, como 2 e 6, se não cultivarmos estes sentimentos e tivermos a propensão à doença do miocárdio, sem nenhuma flexibilidade, apenas fingindo para nós mesmos que somos alegres e felizes sem sentir de fato, a finalização acontece. Sem falar que o ano de 2016 tem como "dom" a energia 7 (1+6), que é o número da espiritualidade, intelectualidade, desapego...
Sei que é muito complicado explicar num post do face toda esta reflexão por meio dos números, que é pitagórico, ou seja, foi criado por Pitágoras. Mas, minha mensagem a todos é:
Amem, vivam, sejam flexíveis, sejam leves, cultivem o sentimento da doação sem querer nada em troca, façam o bem, ajudem suas famílias, convivam com suas famílias, sejam líderes do bem, iniciem projetos com parcimônia, tenham cuidado com o que desejam...busquem a espiritualidade interior, esqueçam o passado, aprendam a viver um dia de cada vez. Limpem seus corações, pensem positivo, mandem todas as energias negativas embora, pensem só em coisas boas e por mais que estejam passando por dificuldades, enxerguem como aprendizado e não como castigo. O ano 9 pede isso. Se não o fizer, independente do seu mapa numerológico, você terá perdas. Para não ter perdas, se doe, cultive o bem e deixe a raiva de lado, a reclamação de lado, tudo de lado....apenas pense em coisas boas e energias positivas.
Cuidem dos seus corações com sentimentos bons e não com remédios. Cuide da sua mente e, então, seu corpo será saudável.
Bom domingo a todos e que eu consiga, de alguma forma, tocar ou ajudar alguns dos meus mais de 1 mil amigos que estão no meu facebook.
Beijos e muito amor e energias positivas a todos!!!


segunda-feira, março 28, 2016

Passou a Páscoa...



... e eu quero hoje falar sobre arrependimentos. Tenho a maior inveja daquelas pessoas que enchem a boca pra falar: eu não me arrependo de nada! Nossa, que bom, né?? Eu, não.... Eu me arrependo de muita coisa. Principalmente no campo profissional.

Me arrependo de ter desistido de muitos empregos, logo ao primeiro sinal de problema. Me arrependo de não ter ido trabalhar no Paço das Artes, quando tive a oportunidade, e de ter ficado no Banespa, de onde fui demitida, logo a seguir, o que desencadeou a mais profunda crise profissional e pessoal que tive na minha vida. Me arrependo de muita coisa. Me arrependo de ter agido por medo e não por convicção, em muitas ocasiões da minha vida. Me arrependo amargamente de ter tido a péssima ideia de abrir um cafezinho na  Corifeu de Azevedo Marques, o que foi um desastre, em todos os sentidos.... O que eu ainda não sei é o que fazer com esse monte de arrependimentos. Uma bela trouxa e jogar tudo fora. Acho que seria a coisa mais adequada a ser feita.

Também me arrependo de ter comigo mais chocolate do que eu deveria nesses últimos dias. Mas este é outro assunto...

Aliás, arrependimento é um dos assuntos recorrentes deste blog. A pessoa que trai o ser amado e depois se arrepende e quer se redimir.... Meu post mais acessado de todos os tempos se chama Confiança se recupera? - é um post de 2008.

Por isso, por influência e inspiração de uma amiga de infância, a muito querida Ana Maria, comecei a fazer uma novena para a Santa Luzia, para que ela "abra meus olhos" e para que eu enxergue o caminho que preciso tomar nesta minha vida. Eu já deveria estar aposentada, mas não... Nunca dei ouvidos para os conselhos que queriam me dar sobre a aposentadoria. Sempre me achei jovem demais para esse tipo de assunto.

Já falei aqui neste blog sobre a famosa fábula da cigarra e da formiga. Quem nasceu para cigarra nunca chega a formiga... fazer o quê?? (na verdade, menti quando disse que não me arrependia de nada em 2006)....

Mas a resposta que a Santa Luzia tem me dado é a fé. A gente costuma ter uma fé com efe minúsculo, uma fezinha de nada.

A Fé, com letra maiúscula, no entanto, é aquela da qual Jesus nos falou, capaz de remover montanhas. É só quando a gente caminha nesta vida com Fé que os supostos "milagres" acontecem.

No momento, minha família e eu estamos precisando de um desses milagres.

Eu espero e tenho Fé em Deus e nos desígnios do Universo que este milagre, assim como uma sementinha que brota na terra, sem que ninguém veja seus movimentos de expansão, está prestes a eclodir nas nossas vidas.

Quem sabe assim, eu entenda melhor qual é o meu propósito neste Mundo, para que eu nunca mais me arrependa de nada.




quinta-feira, março 17, 2016

Blog para guardar


Achei agora um blog pelo qual eu agradeço, comovida, por despertar lembranças tão doces do meu passado. Resolvi postar aqui para deixar registrado o endereço e ler todos os posts da autora, a Fabiana Tavares. Que lindo trabalho de resgate ela fez. Estou encantada. Que delícia!

quarta-feira, março 16, 2016


Vídeo de amor. Do amor de um filho pela mãe. Muito bacana!! Olha o tanto de visualizações que obteve até hoje: 13.850.482. Viralizou.

É do dia das mães do ano passado. Eu fiquei na curiosidade, se apareceu de fato o Adam. Mas acho que não... Tem um segundo vídeo, mas ela ainda estava lendo as milhares de cartas que chegaram e tal. O bonito mesmo é ver o que o filho fez pela mãe.

E o vídeo remete ao slogan deste blog: "all you need is love".

Temos que ter auto-estima e acreditar no amor. Sempre.

Os dias nublados


Tem dias em que a alma da gente fica nublada.
Miopia também é isso: a gente enxerga tudo meio embaçado, não tem clareza de nada, não sabe que rumo tomar, que direção seguir, que sentimento escolher para vestir a nossa alma, naquele dia....
Nesses dias de alma nublada, o melhor a fazer é..... O que? Não sei.... se você esperava uma resposta pronta, uma receitinha de bolo, sinto muito informar que não, não vamos estar dando receitinhas no dia de hoje.
O jeito é tentar acalmar a mente e o coração e (pra quem tem fé) pedir ajuda a Deus, aos seus santos de devoção. Agora, estou muito devota de Santa Luzia, que é a padroeira da visão.
Eu me lembrei dela em uma conversa com uma amiga de infância, outro dia.
Minha ideia era fazer uma novena, rezar nove dias seguidos para ela abrir a minha visão para o caminho que eu preciso seguir nesta minha vida.
Porém, eu esqueci de ser uma pessoa certinha e fazer todos os dias aquilo a que me propus.
Espero que a Santa Luzia seja paciente e compreensiva comigo e que me perdoe pela falta de pontualidade naquilo que eu prometi para ela e para mim mesma.

Assim como o tempo, a lua e a metereologia, a nossa alma é feita de fases. Umas mais alegres e felizes, outras menos. E tudo bem! Mesmo porque tudo passa. Isso vai passar também.

terça-feira, março 08, 2016

Cansada da alergia!



Alergia... sua estúpida. Vá te catar, sua besta, boba, chata e feia.

Quando eu era menina, era feio xingar. Proibido, Deus ia me castigar. Uma garota míope, tímida, que usava aparelho e roía as unhas. Sacou? Só poderia me tornar uma adulta alérgica. Alérgica ao mundo, às pessoas, aos fatos desagradáveis da vida.

Minha mais recente crise de alergia (agora há uns 15 minutos) me levou a pesquisar o que faz com que as pessoas desenvolvam esse tipo de reação alérgica. E dei com um artigo bacana sobre psicossomática. Nos meus primórdios como jornalista freelancer da revista Nova, sempre me mandavam fazer matérias sobre saúde (que, by the way, eu achava chatíssimas...). Uma dessas matérias me levou à rua Silvia (eu acho), para entrevistar um médico, um senhor, que afirmava que todas as doenças são psicossomáticas. Ele me convenceu. Eu até hoje acredito nisso. Daí encontrei a seguinte frase, neste artigo:
A pessoa tem grande agressividade, porém, esta se mantém reprimida. Se a pessoa tivesse plena consciência de sua carga de energia agressiva, então ela não seria alérgica. 

Achei que é uma excelente colocação. Mas ter consciência da enorme carga de energia agressiva é o suficiente para me livrar da alergia?? Não sei... Outra frase que me descreve à perfeição:

Na psicossomática, sabemos que o pólo aceito pela consciência é o que se expressa no comportamento. A personalidade que se expressa é a de uma pessoa muito amável, bondosa, compreensiva, um verdadeiro santo(a); (coitada da fulana, ela é uma mulher maravilhosa, e no entanto, sofre tanto com aquela alergia!)    

Bom, vou continuar a pesquisar. E a tomar antialérgico assim que aparecerem essas malditas placas vermelhas que coçam mais do que o inferno (pronto, estou liberando a minha enorme agressividade!!!)

quinta-feira, março 03, 2016

Personalidade tripla, quádrupla...



Não contente com a personalidade dupla, comum a quase todo/a geminano/a, eu inventei uma personalidade tripla para mim: uma editora de livros de não ficção (a Reality Books), um selo infantil (Fantasy Books) e um blog de saúde cardíaca (Clube do Coração).

Isso sem falar nas atividades como diretora de comunicação e marketing do Anhembi Tênis Clube, nas aulas de francês e no trabalho voluntário. E nas minhas incursões secretas como ghost writer.

É bastante coisa junta e misturada.

Meu problema sempre foi esse: falta de foco. Sempre pensei que houvesse algum tipo de problema comigo, até ouvir uma moça muito bacana, a Emilie Wapnick (escritora, artista, coach...  - tá vendo?? Ela não se define com uma só profissão) falar sobre o que ela chama de "multipotentialite".  Sou eu! Me achei, me encontrei. Mas isso não quer dizer que tá tudo bem comigo, não. Ainda não descobri uma maneira honesta e de acordo com a minha chamada "consciência" - digamos - de ganhar dinheiro (ou melhor "fazer" dinheiro, como dizem os americanos).

Pelo menos, isso me mantém jovem, Me sinto como uma adolescente, embora já esteja beirando a terceira idade.

Aqui vai o link para a palestra da Emilie no TED.


domingo, fevereiro 28, 2016

Lucas



O Consulta Sentimental tem a enorme honra de publicar (com um atraso imperdoável!) o texto da minha mais querida colaboradora Luciana Praxedes.

Aproveite!

Lucas

─ “Você irá chorar quando o médico chamar seu nome?”
─ “Acho que não, nem deve doer, acho eu”.
Em meio ao frenesi da recepção do hospital, um “jovem” de aparentemente quatro anos começa uma prosa com a moça de macacão estampado. Acabado o Carnaval, foliões e foliãs se amontoam entre bancos e poltronas a espera do doutor.
O pequenino, meio ressabiado com seu encontro de logo mais, dispara a falar:
─”Qual é o seu nome?”
─ “Luciana”, respondo.
─ “Nossaaaaa, será que a gente é parente? Meu nome é Lucas. Nosso nome é muito igual, né?”
Abro um sorriso e engatamos uma conversa sobre remédios, injeções e os motivos que nos levam até os hospitais. Ele, acometido por uma suposta virose, precisava de cuidados. Explicou que “toda hora ia ao banheiro” e que a “mamãe” dele até sugeriu uma fralda descartável. Mas ele refutou:
─ “Eu “tô” grande e não preciso disso. Se quiser, que me leve ao “doitor”, disse com um invejável ar viril.
Mas a aparente coragem escondia, na verdade, um sentimento genuíno de pânico.
─ “Se chamarem você antes de mim, você me conta como é?”
─ “Não se preocupe, não há de ser nada. Você até está com uma carinha boa para quem está dodói”, analisei, na tentativa de animá-lo.
Entre os lamentos de dor, de reclamações sobre a espera interminável e do som frenético dos últimos repiques de samba – transmitidos na pequena TV que tentava, inutilmente, entreter os candidatos à espera de um diagnóstico – o pequeno Lucas passou a divagar sobre a vida, sobre o tal do “zica, um mosquitinho bem pequenininho que pode machucar gente grande, gente pequena e até velhinho”.
─ “Luciana Praxedes, por favor, sala 2”, anuncia um rapaz ruivo, com voz de tenor.
─ “Chegou minha vez, Lucas. Preciso ir. Você fique calmo que tudo dará certo”, falo em tom encorajador.
Eis que, repentinamente, o paciente infantil dispara com um ar confiante:
─ “Tá tranquilo, tá favorável”.
Eu esboço um sorriso sem entender ao certo o que a frase quer sugerir.
─ “Pra você também”, digo com cara de interrogação.
Ao adentrar na sala 2, o “doitor” é categórico no meu diagnóstico:
─ “É dona Luciana, não ‘tá´ nada tranquilo, não ‘tá´ nada favorável”.

A tosse, até então esquecida durante a conversa com o falante mirim, volta a dar o ar de sua graça. Olho para o médico e penso: o mundo e seus inusitados neologismos.

segunda-feira, janeiro 11, 2016

Felicidade engorda



Sim, minha teoria é precisamente esta: a felicidade engorda. Se assim não fosse, por que se fala em COME-morar? Toda comemoração, em geral, envolve comida. Muita comida gostosa. E bebida. Daí você não come porque está de dieta. O que acontece com o seu humor?? Fica péssimo, é claro. Você vendo aquela pessoa magra devorando os doces à vontade e você ali, comendo só uma fatiinha. Ah, tenha dó. Não há humor que aguente...

Outro aspecto: todo gordinho é feliz e bem-humorado. Isso não é uma regra absoluta, mas digamos que é 80% verdade. Na minha família, basta a pessoa estar com fome (não aquela fome grave e cruel da desnutrição, mas aquela fome de quando o almoço atrasa por alguma razão, sabe??) pra o mau humor atacar. Não sei se é uma coisa genética, mas assim é.

Mais um aspecto: quando você está feliz e contente, você quer apreciar uma boa comida, um bom vinho, uma boa companhia, um bom papo. Tudo isso vem junto. Não dá pra dissociar uma coisa da outra.

E nas viagens, então?? Você está em férias, bem feliz e contente. Passeando, conhecendo novas pessoas, novos lugares. Bater perna nesses lugares dá uma fome danada. E na hora da fome, quem resite a uma boa batata frita na Bélgica, por exemplo? Ou a um chocolate suíço na Suíça? Ou a uma bacalhoada regada no azeite em Portugal?? Ou a um crepe em Paris? Não dá, simplesmente não dá pra resistir a isso.

Dai, pronto! O zíper da calça começa a denunciar o seu pecado da gula.

E então você faz dieta, emagrece, fica feliz quando o zíper sobre com facilidade. Gosta da sua silhueta no espelho. Mas tudo nesta vida tem um preço. Você fica magra, OK. Até a próxima festinha ou happy hour ou casamento... Happy hour... Porque é tão happy essa hour?? Porque tem bebida (em geral, cerveja, que engorda pra caramba) e/ou um monte de frituras... Coxinha, pastel, de novo a fatídica batata frita...

Já o oposto da minha teoria apenas a comprova: a tristeza emagrece. O que você perde primeiro quando está triste?? O apetite, é claro. Fica sem vontade de comer nada. Fica com aquela aparência triste e abatida. Magra, triste, abatida. Ninguém quer esses adjetivos para si, quando eles vêm assim, tudo junto e misturado.

Por isso é tão difícil emagrecer. É por isso, está explicado.

Por favor, convença-me do contrário nos comentários.

O único problema é que tem o lance da saúde nessa equação. Não estou aqui para defender as gordinhas não (incluindo a minha própria pessoa). Estou aqui para entender como funciona esse mecanismo da fome + alegria + gordura + regime + tristeza... etc.... Nunca fui boa em matemática e não sou boa nessa equação, devo reconhecer. Mas... é preciso manter a saúde, o que tem a ver com manter um peso saudável. E lá vamos nós buscar a felicidade na endorfina. Eu sei dizer que amanhã eu estarei firme e forte correndo na esteira do clube. E tenho dito.