quinta-feira, março 19, 2015

Reforma

Eu trabalho há anos em um centro espírita. Há anos ouço falar em "reforma íntima". Porém, esta é uma reforma que leva uma vida e a gente não consegue concluir. Haja virtudes para cultivar e defeitos para extirpar... Mas tudo bem, ainda bem que o tempo é fatiado em dias, cada dia é uma nova oportunidade de apertar um parafuso aqui, dar uma mão de tinta ali... e assim vai.

O problema é a reforma na minha casa. É uma reforma de nada. Uma cor em uma parede do quarto, pintar metade da escada de uma cor escura, os degraus coloridos, envernizar portas e janelas, trocar algumas tomadas... e daí, já viu né?? O famoso "Jaque" ataca: já que vai mexer em um quarto, vamos aproveitar para... e aí começa a lista interminável de consertinhos maiores e menores. E o pai da minha amiga que é o responsável pela obra descobre que os cupins comeram toda a madeira da janela... em seguida, começa a vazar o tanque, que não estava vazando antes de a reforma começar... e daí vai.

Eu saio de casa e percebo que esqueci dos brincos (eu tenho cabelo curto, não dá pra não usar brinco). E também de passar perfume. E também de trazer a granola. A confusão no ambiente doméstico acaba se refletindo no meu ambiente interior. Tá vendo a relação com a reforma íntima do começo do texto? Eu ando irritada, confusa, atrapalhada, esquecida. Tudo "culpa" da reforma. Ou seria minha culpa, por não conseguir me situar no meu espaço?

Eu vou ter que ter mais paciência do que o habitual e mais tolerância p/ não ser muito chata com as pessoas próximas nessa situação. Por que a gente sempre relaxa e acha que pode mostrar o nosso pior lado para as pessoas próximas, né??

Mas que a casa vai ficar linda, quando tudo tiver terminado, isso vai!

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