quarta-feira, julho 11, 2007

As incongruências do amor


O amor é uma coisa engraçada.
Tem a ver com a flecha do cupido, será?
Mas acontece que às vezes só um dos dois está mais empolgado do que o outro com aquele relacionamento. Um arrastaria um bonde pelo outro, mas o outro não arrastaria nem um carrinho de rolemã pelo um. Assim, o amor vai vivendo as suas fases. E os papéis, em algum tempo, se invertem. Um se cansa de arrastar o bonde e o outro sente falta daquela atenção com a qual já estava se acostumando. Daí aparece o sofrimento. Um sofre pelo outro. Lágrimas escondidas, aquele aperto no peito, quando você vai toda apaixonada e ele lá, meio indiferente aos seus sentimentos. Mas não era ao contrário que tudo acontecia no começo? O que fazer?
Buscar o equilíbrio, digo eu.
E você: pensa que é fácil, é?
Não. Não penso que é fácil. Mas se fosse, que mérito haveria?
O que acontece é que existe uma lei universal da causa e efeito. Às vezes, ela age bem rapidamente. Se você fez sofrer, possivelmente sofrerá do mesmo mal que causou, na mesma proporção. Mas se você sofreu, pode inadvertidamente fazer sofrer, sem perceber que está causando tanto sofrimento. Amor é que nem uma árvore. Precisa de tempo para crescer e se fortalecer. Dar frutos, fincar raízes.
O melhor, sempre, em qualquer situação, é abrir o coração e deixar que o sentimento tome as rédeas. Deixe de lado qualquer tipo de racionalização. Não fique pensando no orgulho ferido e muito menos em o que os outros vão pensar. Danem-se os outros. O assunto é apenas entre você e ele, ou você e ela. Resolva. Conquiste, use as suas “armas do bem”, combata o bom combate, como disse a Pri hoje.
Vá à luta, mas com as armas do coração. Nunca falha. Nunca.
Reflita bem: o que é mais importante para você: o namoradinho /a ou aquele show, bacana também? A vida é feita de escolhas. Você escolhe. Ninguém pode escolher por você. Você decide que riscos é capaz de correr, quantas desfeitas é capaz de agüentar, com um sorriso nos lábios, porque afinal de contas, você ama aquela pessoa. E amor é assim algo incondicional. Não existe: eu te amo se você.... Isso pode ser qualquer coisa, menos amor verdadeiro. O amor não tem a ver com qualquer coisa que se faça e nem se diga. Embora às vezes algumas palavras tenham um alto poder de ferir corações. Por isso, é bom tomar muito cuidado, ouvir a voz do coração – coisa careta de se dizer, mas muito verdadeira. O amor é cego, surdo e mudo. E é também a parte mais importante dessa vida. Por isso, resolvi voltar. Nova fase, novo ano, novo emprego, novas pessoas, tudo novo de novo.

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