terça-feira, abril 08, 2008

Pela vida



Engraçado. Andei pensando. Como as pessoas se chocam com alguns fatos que a mídia teima em "explorar", deixando todos revoltados com certos crimes que acontecem nesse nosso mundo. Quando aquilo ganha a TV, os jornais, todos clamam por justiça e acham um absurdo que aconteçam coisas assim. Eu também acho, só que prefiro me manter o mais longe possível dos tais "detalhes". Acho que ninguém tem o direito de esmiuçar a vida de ninguém. Todos nós temos os nossos dramas pessoais. Ninguém pode dizer, em sã consicência, o que faria se estivesse na situação do outro. Na pele do outro. É fácil julgar os outros, condenar. Principalmente quem a gente supõe que tenha dado fim à uma possibilidade de uma vida feliz, de uma criança.

Agora, uma coisa com que não me conformo é como algumas dessas mesmas pessoas acham lícito o aborto. É uma violência ainda maior. Porque ali temos uma promessa de vida. Um feto é uma vida nascente, que se apronta para chegar ao mundo e que não tem nenhuma defesa, nem a palavra, nem o grito de socorro. Se a pessoa engravidou, não foi por acaso! Foi preciso todo um planejamento para que aquilo acontecesse. Você pode chamar de deslize, descuido, acidente. Mas não. Ali temos uma vida, um coração que pulsa, ansioso por vir ao mundo. Para aprender, evoluir, amar e ser amado. Um ser. O filho ou a filha bem amada de alguém. Ainda que os planos fossem outros, sempre é possível ajeitar a situação. Dá trabalho? Óbvio que dá. Mas o tamanho da alegria e do amor é inversamente proporcional a esse suposto trabalho. Mas isso não é o mais importante.

O mais importante é que um aborto é um crime igual ou pior ao crime que a imprensa estampa em tons dramáticos em suas páginas ou em rede nacional de TV. Muito pior, porque acontece na surdina, no anonimato. Um ato do qual se envergonhar, que não se conta, não se confessa. Por que? Porque é uma violência, que - ainda bem - ainda é considerada crime aqui pela legislação brasileira.

Sabe o Grilo Falante, sim, aquele do Pinóquio? É a nossa consciência. Duvido que uma pessoa que pensou alguma vez em aborto não sentiu vergonha ao pensar em tal e semelhante coisa. Ela precisou lutar muito contra si mesma, contra esse seu "Grilo Falante" e precisou usar um monte de argumentos cruéis e egoístas para se convencer de que aquela seria a melhor coisa a ser feita.

O que eu quero dizer é que se você que caiu aqui por acaso está pensando em cometer o aborto, não precisa mais. Eu moro em uma casa bem grande e adoro criança. Se depois que seu filho/a nascer você não o quiser mesmo, nem olhando para a sua carinha linda e indefesa, pode trazer aqui pra mim, o bebê, tá bom?? Tô falando sério. Nunca falei tão sério em toda a vida desse blog.

Isso porque estou lendo um livro, e me comovi demais com as histórias que li nele. Ali tem toda a Verdade em que eu acredito. Mas tentei falar aqui de uma forma "neutra" que faça sentido para qualquer pessoa, seja ela de que religião for. Porque se você estiver se afogando e alguém perguntar se você quer ajuda, você não vai chegar para a pessoa e perguntar de que religião ela é, antes de aceitar a sua ajuda, vai? Então, é isso.

Tenho certeza que tudo se ajeita, no final, e que nenhum argumento é forte o suficiente para justificar uma violência como a do aborto. Todas as minhas amigas que cometeram esse ato insano arrependeram-se amargamente, o que já é um enorme progresso. Aquelas amigas que chegaram a pensar em cometê-lo e mudaram de idéia abençoam o momento em que caíram em si e resolveram aceitar aquela missão. É bem aquela história do fardo leve e do jugo suave.

Hoje estou panfletária, mesmo. Se isso aqui servir para fazer uma só pessoa pelo menos refletir sobre o assunto, já me sinto realizada.

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