quarta-feira, junho 25, 2008

Tudo tem um preço


There’s no free lunch, como dizem os americanos.
Tudo nessa vida exige algum grau de sacrifício, de renúncia.
Quem entra em um relacionamento esperando encontrar só flores, precisa lembrar que o mundo da fantasia não é aqui. "I never promised you a rose garden".... (quem seria capaz disso??)
Agora, cabe a cada um de nós decidirmos o que fazer, o quanto agüentar (ou não).
A verdade é que é impossível ser feliz sozinho, como diz o poeta.
Tem dois relacionamentos de pessoas de quem eu gosto muito que vejo se desfacelarem, bem na minha frente.... Eu, como sempre, fico na maior torcida pra todo mundo fazer as pazes. Não aceito facilmente o fim. Será que o amor acabou ou será que falamos de orgulho ferido, de falta de perdão, de falta de compreensão... quantas chances um precisa dar ao outro para que o relacionamento finalmente “dê certo”? E ele dá certo algum dia? Não sei, tenho minhas dúvidas. Sei que não sou exemplo pra ninguém, mas conheci meu marido quando eu tinha 16 anos (ele, aos 22, era considerado “velho” pra mim pela “sociedade”). Sim, ainda estamos juntos. Mas é óbvio que existe um preço a ser pago. Quem olha assim de fora, pode até pensar que vivemos em um “paraíso”. Mas não é bem assim. É como eu disse lá no começo, existe um preço a ser pago. Por isso, gosto tanto das minhas listinhas de prós e contras. Fora que um só contra pode pesar mais do que cinco prós. É uma equação bem complicadinha de ser feita.
Mas mesmo assim, eu sempre acho que vale a pena tentar, perdoar, relevar (como fazem os baianos) e depois que o casal atravessa uma crise, a tendência é que o amor se fortaleça ainda mais.
Não sei se coisas como “traição” (que homens e mulheres enxergam sob prismas diferentes) e como “orgulho ferido” sejam motivos fortes o suficiente para destruir o AMOR, essa plantinha frágil que pode se tornar uma seqüóia poderosa, sim, pelo menos eu acredito.
Bom, falei, talvez nem todos os envolvidos compreendam, porque falei de forma genérica e me refiro a DOIS casos, muito próximos. Então, também me sinto não tão neutra pra comentar sobre o assunto. Enfim, é este bom e velho "Consulta Sentimental" voltando às origens.
Se alguém souber me dizer se existe o momento certo para desistir do amor, por favor, é só comentar.

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