quarta-feira, maio 30, 2018

Adeus, titio!


Hoje o mundo fica mais silencioso. Meu tio Leônidas foi fazer suas batucadas e cantorias no céu, junto do vovô Norberto, da vovó Ene e da Madalena, que o antecederam nesta passagem para o mundo espiritual.
Nós nunca fomos muito próximos, mas eu gostava dele. Ele me deu um LP do Credence Clearwater Revival nos anos 60/70, por aí. Puxando pela memória, acho que foi ele que me deu o primeiro chiclé Ping Pong também. Solteirão, a gente achava que ele nunca ia se casar. Até que conheceu a Madalena e ela deu um rumo na vida dele. Nasceu o meu único primo, o Rogério, e a vovó Ene entrou em cena, para cuidar do netinho, porque a Madalena tinha problema de coração.
Meu tio adorava cantar, tocar violão e animar as festas. Os amigos o chamavam de Léo. Ele sabia cantar o Trem das Onze de trás para frente.
Por isso, hoje o céu ficará mais feliz com a chegada dele.
Que ele seja bem recebido, com festa, e que a família toda receba bênçãos de luz, de consolo, e de aceitação.
Sentir muito é só uma expressão vazia.
Eu queria estar pertinho da minha mãe, para abraçá-la e confortá-la. Mas as coisas não funcionam sempre como a gente quer, né?
Nossa tarefa é continuar a viver a nossa vida, fazendo sempre mais do que nos deixa felizes.
Vai, titio, vai deixar o céu mais alegre também.

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