segunda-feira, fevereiro 09, 2015

A Família Bélier



Se você pensa que uma família de surdo-mudos em que só a filha ouve e fala não tem nada a ver com a sua família, pense de novo. A Família Bélier mora na zona rural francesa e sim, tem tudo a ver com a sua família e com a minha. Paula, a filha que fala e escuta, também canta divinamente. Ela tem um dom. Sobretudo quando fica brava. E o filme passeia por questões típicas da adolescência, da descoberta de si, das paixões, desilusões, desejos, sensações.
A história tem tudo aquilo que a gente procura em um filme: tem riso, reflexão, emoção, empatia... e lágrimas. Como chorei. Chorei porque me identifiquei com a mãe. Qual mãe não "idealiza" sua filha (ou filho)? Mas me identifiquei também com a filha. Qual filha não deseja voar? Expandir suas asas, seus horizontes... Ampliar geografias, conquistas... Crescer, evoluir.

O filme é tão bom quando outro francês que eu amei: Intocáveis. E eu desconfio que não poderei nunca mais escutar de novo a música que ela canta em Paris. Desconfio que se eu escutar de novo aquela canção as emoções vão aflorar de novo. Viver esta vida. A minha. A sua. A dos nossos filhos, irmãos, namorados. Amores, paixões, dores, risos. É disso que esse filme trata. Eu queria levar todo mundo pra ver também.

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