segunda-feira, novembro 22, 2004

Ainda sobre a paineira e sobre amor à primeira vista
Esqueci de comentar outra coisa sobre a dignidade absurda da árvore da minha rua. Ela escolheu um horário totalmente inofensivo para desabar, coitada. Foi por volta da meia noite. Não havia nenhum carro, nenhuma pessoa, nenhuma criança debaixo dela. Poderia ter sido uma tragédia, mas foi apenas um fato triste. A Biba leu meu post anterior (li p/ ela) e teve uma idéia:
- Vamos pegar algumas folhas da árvore para fazer um quadrinho?
Pegamos alguns galhos verdes, ainda com aparência bem saudável, e coloquei em uma caneca com água em cima da mesa aqui da sala.

Trilha sonora: Adriana Partimpim. Linda, meiga, fofa.

Outro dia me perguntaram se eu acredito em amor à primeira vista. Respondi que não. Não, de jeito nenhum. Não existe. Você até pode se apaixonar pelo visual de uma pessoa, mas o que conta mesmo é a “alma”. Por outro lado, quando se fala em “amor” nada é totalmente absoluto, ou seja, ele pode ser cultivado, crescer, ficar forte com o tempo e até com as adversidades.
Eu, por exemplo, gostava de outro moço quando conheci o Guilherme. Eu não soube imediatamente que ele era o homem da minha vida. Mas ele foi aos poucos me conquistando, com seus cachinhos dourados, sua alegria de viver, sua extroversão. Pronto. Quando vi, eu tava completamente apaixonada pelos seus olhos cor do mar, que a Marjorie herdou lindamente.
Por outro lado ainda (veja quantos lados há nas questões...) o amor e o ódio andam de mãos dadas, desafiando a gente a toda hora. Negar esse furacão de sentimentos é deixar de viver a vida em sua plenitude. Uma hora dá aquela vontade de esganar... Fazer o quê? A gente é humano, meio animal ainda...
Portanto, tudo é uma questão de investir, acreditar, cultivar, dedicar atenção, carinho. E quando você menos esperar, aquela pessoa se tornou “A” pessoa da sua vida. Depois, tem a famosa lei da ação e da reação. Provavelmente, o que você fizer pelo outro vai receber de volta. Agora, ficar de braços cruzados, esperando ser tratada como uma princesa não tá com nada. Outra coisa: sem essa de discutir a relação, please. Coisa mais chata.

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