quarta-feira, agosto 30, 2006

Amor, love, l'amour...

Claro que eu vi A Casa do Lago, né??
(nesse link tem uma música que é o fundo ideal para ler o texto abaixo)
Independente (ou não) de toda a magia da tal caixa do correio, que por sinal é uma graça, com aquela bandeirinha vermelha que sobre e desce, magicamente, o filme leva a várias reflexões sobre a hora certa de o amor acontecer. O amor não acontece, em geral, quando a gente quer, por mais ardentemente que queiramos nos apaixonar, e nos sentirmos amados/das. A delicadeza do filme, a fragilidade dos vidros que cercam a casa, quase uma palafita pendurada sobre o lago, calmo, sossegado, tudo isso simboliza como deve ser a "espera" pelo parceiro/a ideal. Você acredita em destino? Se você é daqueles que acham que o destino é a gente que faz, você sabe que existem as escolhas (tb conhecidas como "livre-arbítrio"). O tempo todo estamos a fazer escolhas, desde as mais simples às mais complexas. Mas às vezes, é preciso apenas esperar. Esperar o momento certo, ficar atento aos sinais do coração (ele raramente se engana), e buscar a felicidade nos mais improváveis locais. Pode ser num sótão, numa caixa de correio, e até num jogo de xadrez com um animal "irracional"... O amor está ali, à espreita do momento exato para desbrochar e para fazer o nosso coração pular mais forte, de alegria, de emoção. É preciso que haja vários momentos mágicos, no amor. Porque o dia-a-dia, as contas pra pagar, os bebês chorando vão sempre compor o lado "duro" da realidade de qualquer casal. Mas se tiver existido esse momento de magia, de emoção, de troca, de confidência, de cumplicidade, então, o casal será a coisa mais importante do mundo, pra enfrentar a barra que for, pra seguir, juntos, por essa vida afora, buscando fazer o outro feliz, buscando encontrar a felicidade nisso, mais do que buscar a própria felicidade e a satisfação dos nossos caprichos femininos, às vezes tão bobinhos... Fazer o parceiro feliz é a chave da felicidade do casamento, na minha modesta opinião. Porque isso vira um círculo vicioso, em que um se esmera mais do que o outro, e as situações felizes vão se encadeando, uma mais feliz que a outra, ainda que sejam situações simples, sem grandes elocubrações mentais, mas ouvir uma música juntos, sentados na sala, conversar sobre o futuro dos filhos, fazer um brinde, cheio de vontade e de amor, no almoço de domingo, preparar uma comida gostosa para o pessoal da família, se trancar no quarto pra namorar, depois que todos já foram dormir, ou antes de todos acordarem. Não importa. O que importa é ser verdadeiro nos seus sentimentos e olhar bem dentro dos olhos do outro e se ver refletido ali. "Meu lugar no mundo é ao seu lado". Quando a gente compreende isso, não são mais necessárias as palavras, as declarações de amor. O mundo fica em silêncio, como aquele lago, tão lindo, tão plácido (esse adjetivo, possivelmete, foi criado apenas para os lagos).

E volta e meia, o Consulta Sentimental volta ao seu tema recorrente: o amor. Porque o amor é a coisa mais importante desse mundo e disso eu não tenho nem a mais leve dúvida. Preste atenção. Olhe à sua volta. Com certeza, alguém olhou sim de um jeito diferente pra você, assim como o Keanu Reeves olhou para a Sandra Bullock no dia da festa de aniversário dela e ela nem se deu conta, naquele momento, que ele era "o cara" ideal pra ela. Pense bem. Preste atenção. Pode não ser necessário esperar mais dois anos. Ou pode... Vai saber. Costumam dizer por aí que nada acontece por acaso...

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