sábado, janeiro 08, 2005

O amor eterno está fora de moda
Hoje achei um CD da Elis Regina aqui em casa.
Enquanto desmontava a árvore de Natal (eu sei, eu sei, tô atrasada, fazer o quê?), ouvi músicas lindas como Fascinação, Atrás da Porta, Só Tinha que Ser com Você, Andança, Carinhoso... Vc conhece? São 15 deliciosas faixas.

Mas uma delas, chamada Amor Sem Fim, de 1966, do Gilberto Gil, fala assim:

Amor não tem que se acabar
Eu quero e sei que vou ficar
Até o fim eu vou te amar
Até que a vida em mim resolva se apagar
O amor é como a rosa no jardim
A gente cuida, a gente olha
A gente deixa o sol bater
Pra crescer, pra crescer
A rosa do amor tem sempre que crescer
A rosa do amor não vai despetalar
Pra quem cuida bem da rosa
Pra quem sabe cultivar
Amor não tem que se acabar
Até o fim da minha vida eu vou te amar
Eu sei que o amor não tem que se apagar
Até o fim da minha vida eu vou te amar

Quem, hoje em dia, prometeria uma coisas dessas para outra pessoa?
Divórcios passaram a ser a coisa mais normal e aceitável do mundo.
Até o Gilberto Gil se separou da Flora, para quem ele tinha feito uma outra música linda...
Que pena.
Fico triste com separações.
A Pri Fiorin falou no blog dela que o casamento do Brad Pitt e da Jeniffer Aniston também acabou.
Pena!
Não acho que os casais deveriam desistir do amor.
Eu gostaria que o amor eterno voltasse a ser moda.
Sei que é difícil, utopia e tal.
Mas temos aqui um ano começando e eu tenho o direito de desejar algumas coisas boas para a humanidade. E o amor eterno devia voltar a fazer parte do repertório das pessoas. Ou pelo menos, que a intenção reviva.

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